sábado, 29 de janeiro de 2011

Quem é o culpado pela queda?


Prédio da Real Engenharia cai na Travessa 3 de Maio: Quais foram realmente as causas da queda do prédio, que seria entregue ainda este ano, pela Real Engenharia? A foto é do UOL: http://noticias.uol.com.br/album/110129_album.jhtm?abrefoto=24

Ainda pouco um prédio ruiu na Travessa 3 de Maio no centro de Belém. Segundo informações do site UOL, existem por volta de 20 pessoas soterradas nos escombros da obra, que seria entregue no final deste ano pela construtora Real Engenharia. O prédio chamaria-se Real Class.

Mas uma coisa que não se ouviu falar até agora é que não se falou em quem paga o prejuízo dos trabalhadores que estão soterrados (independentemente de quem e de quantos estejam soterrados no local) e dos futuros moradores do imóvel. Se pode haver alguma boa notícia é que, estando os soterrados ainda com vida (um milagre divino), pouparam-se as vidas dos proprietários dos apartamentos. Mas ainda assim há vítimas. Os visinhos, que se assustaram bastante no momento da tragédia, sendo que alguns ainda tiveram os reflexos com a perda de seus respectivos imóveis (no caso das vítimas que moravam ao lado do prédio que ruiu), transeuntes (disseram que havia um motoqueiro soterrado na frente do prédio), sem contar os próprios trabalhadores da obra, que estariam no local e na hora da tragédia.

Desde tempos atrás que Belém acumula prejuízos com obras malfeitas de prédios, onde o empreiteiro economiza até nos materiais que fazem a sua construção. Quando não é isso, pegam qualquer um para fazer todas as etapas da construção. E pula etapas importantes, que se refletem posteriormente. Não custa lembrar a tragédia do Raimundo Farias, na Diogo Moia, quase na Doca de Souza Franco. Ali próximo está sendo erguido o maior arranha-céu de Belém, duas torres com 40 andares cada. Imaginem o que acontece com aqueles moradores que habitarão os apartamentos daquele prédio. Eu já não teria coragem para morar ali. Vocês teriam?

Bom, como não sou engenheiro, não posso apontar as causas do desabamento do prédio da Real, mas posso conjeturar o que possivelmente aconteceu. Nada como falou o apresentador da TV Record, que disse que estavam discutindo que um avião passou pelo local e pode ter causado o desabamento. Já há no Twitter quem diga que um raio derrubou o prédio. Eu não acho provável, pois não trovoava na cidade na hora. Mas é possível, uma vez que não moro próximo do prédio, nem nas imediações de São Brás.

Aqui fica a discussão: Será que houve um problema com os materiais? Será que houve um problema com a fundação? Pior: Será que o raio derrubou mesmo o prédio? E se um raio derrubou mesmo o prédio, isso aconteceria mais cedo ou mais tarde e leva a outra discussão: Quantas pessoas não morreriam no futuro?

Eu não sei de quem é a culpa, mas acho mais provável que este prédio tenha tido problemas na fundação ou com os materiais da construção. Vocês concordam?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O que acontece com a natureza?

http://www.youtube.com/watch?gl=BR&v=xrhGBHcPmrE

Li hoje um comentário pertinente sobre minha avaliação acerca do aquecimento global em post anterior a este. Trata-se de um debate que já tinha assistido com o meteorologista Molion. Ele fala que não dá para simplesmente reduzir a emissão de CO² já que os ciclos naturais permaneceriam do mesmo tamanho. As temperaturas do planeta Terra são cíclicas e às vezes tendem a aumentar e outras a diminuir. Para quem não entende, pesquise o histórico climático do planeta (já que elas já foram altas mesmo antes da Revolução Industrial) e saberá que estamos passando por um ciclo de temperaturas mais ameno. Pode ser verdade o que andam espalhando por aí à boca miúda de que alguém quer nos culpar e fazer com que paremos de progredir — e segundo afirmam outros tantos, querem reduzir a população mundial em mais de 5/6.

Não gosto de pensar que isto é uma espécie de realização de profecias bíblicas. Lembrem-se que lá está escrito: "Ouvireis falar de guerras e rumores de guerras. Não te assustes, pois não é o fim ainda. Tudo isso será o começo das dores". No mesmo livro podemos ler que "haverá em diversos lugares fomes e terremotos". Vocês podem achar isso em Mateus 24.

Com vocês a história que conta Molion

Gabeira vira repórter especial do Estadão

Notícia
Do Ex-Blog do César Maia de hoje

Antes de sair do Brasil, li nos jornais do Estado de Bolívar que estava faltando farinha. No tempo em que passei em Caracas, não só a farinha, mas também o açúcar e a margarina estavam em falta em Bolívar. Os produtores antecipam uma alta, pois, com a unificação cambial, caiu o dólar especial, que era comprado por 2,3 bolívares. O dólar agora vale 4,3 bolívares, mas, ainda assim, é uma cotação romântica, porque no mercado paralelo custa o dobro. Fui abordado por muitas pessoas querendo comprar dólar no paralelo.

A Venezuela, com 27 milhões de habitantes, registrou 18 mil assassinatos, dos quais apenas 3% foram resolvidos. A questão da segurança aqui é mais sensível do que no Rio. Não só há portas e trancas por toda parte, como muito medo. Quando resolvi usar uma câmera grande, porque me deslocava de táxi, o motorista ficou assustado com os motociclistas que se aproximavam. Nos primeiros metros, ele fechou o vidro e jogou um jornal no meu colo, para cobrir a câmera. Ao caminhar pelo Capitólio com a compacta, algumas pessoas me olhavam como se fosse um toureiro entrando na arena. Em que momento viria o primeiro golpe?



OPINIÃO

Em poucas vezes na história alguém sendo de esquerda viaja até um país e, vendo a situação delicada da vida das pessoas vítimas do regime totalitário de esquerda (ainda não é totalmente uma ditadura, mas está quase), escreve com alguma perspectiva de mudanças. Imagine alguém viajar para um país onde se fala abertamente em socialismo depois do fracasso da URSS, sendo de esquerda, e sentir medo de estar ali, naquele momento. O medo que parece ter tomado de assalto as pessoas na Venezuela é tão grande que mesmo o motorista de táxi tentou se aliviar daquela situação, salvar a vida de seu passageiro, além da sua.

Gabeira recentemente assumiu uma posição contrária à que tinha em determinado momento da história. Do alto da biografia de alguém que participou do sequestro do embaixador americano em São Paulo na época do regime militar, tomar tal posição significa mudar um conceito. É a mesma coisa que eu, de repente, pensar que o comunismo é o melhor sistema político que o mundo já conferiu. Bobagem. Mesmo dentro do governo Dilma, há quem pense que o modelo de democracia conseguido pelos americanos está muito mais próximo do ideal de justiça social que qualquer outro país no mundo. Claro, há exageros, mas essa é uma verdade inquestionável.

Há americanos que questionam o governo, como foi o caso daquele tiroteio contra uma deputada democrata nos Estados Unidos, de forma errônea, achando que todos devem pensar como ele. Fazem perguntas tão difíceis que fica difícil saber o que responder. Mas outras são apenas problema do interlocutor que, quando questionado sobre uma coisa muito óbvia, responde com uma evasiva.

O Brasil é uma República que se parece mais com o segundo caso do que com o primeiro. A diferença entre nós e os americanos é que, lá, existe independência entre os poderes e, aqui, a Bíblia e a constituição não representam coisa alguma para quem quer que seja. Salvo algumas exceções. Pergunte a qualquer um o que aconteceu com aquele cidadão que, de posse de dinheiro alheio, desviado para sua própria conta (mesmo ele tendo confessado tal crime), foi parar na prisão do ostracismo. O máximo que lhe aconteceu foi perder o cargo de deputado. Mas e o resto da quadrilha, como afirmara o Procurador-Geral da República, onde está? NO PODER.

É interessante como as pessoas tratam o que deveria ser objeto de respeito de qualquer um brasileiro. Respeito, sim, porque é muito mais fácil cobrar do que fazer valer. Quem mesmo quer pagar, indo parar na prisão, apenas porque se excedeu um pouco na bebida, como foi o caso daquele rapaz no Paraná? E aquela montanha de dinheiro apreendida pela PF que serviria para pagar um dossiê para ‘queimar’ os tucanos de São Paulo? Se isso fosse nos EUA — e creio que vocês devem perguntar para alguém que entenda do assunto —, os culpados teriam parado na prisão. Basta lembrar o escândalo do Watergate, que resultou na prisão de gente importante e impeachment do presidente dos EUA.

Outra coisa tão interessante ao caso é que o Brasil ainda coloca gente na prisão especial por crimes comuns. Mas o problema não é só da justiça, é também do povo, que perdoa. Hoje calcula-se que se a corrupção fosse 50% menor, teríamos mais escolas, o salário mínimo aumentaria para uns R$ 900 e tudo seria tão bom... Seria uma utopia?

Claro que não. Analisemos, outra vez, o caso dos EUA. Sabem de quanto é o salário mínimo por lá? US$ 7,25 por hora. Apenas para efeito comparativo, no Brasil o mínimo é de, por hora, 3,375, considerando-se um salário de R$ 540 ao mês. Ao contrário daqui, lá esse valor pode chegar a US$ 3.480, enquanto aqui, mesmo trabalhando 16h ao dia, 30 por mês, como fiz na pesquisa de lá, não se chega nem a metade desse valor. Por dois motivos: Aqui ganhamos por mês. E temos o piso definido por lei. Ou seja, no máximo teremos um extra. Mas pergunte a uma empregada doméstica se ela trabalha exatas 8h por dia e se ela ganha mais que o salário mínimo...

O caso da Venezuela é emblemático. Depois de expropriar propriedades privadas, abolir empresas e fazer o estado praticamente ser o dono de tudo (até quase a vida dos venezuelanos), não há dinheiro para pagar a mão de obra. Dai as pessoas trabalham mais e recebem menos. Chateadas pela confusão, começam a saquear aqueles que têm maior poder aquisitivo. Só quem não sofre são os representantes do Stabilishment do poder local, que tem sua própria guarda. Chávez pode até ser louco, mas não é burro.

Na economia, falta tudo. As pessoas têm suas necessidades básicas e estas não são supridas pelo governo. Papel higiênico, sabão e energia elétrica são racionados. Bens de consumo, como a própria comida, tem suas cotas de divisão para cada venezuelano. E isso não ajuda a reduzir a inflação, muito pelo contrário, contribui para ampliá-la. Se falta produto que está dentro das necessidades do povo, este vai querer encontrar um substituto — ou melhor, aquele mesmo produto. O preço, assim, tem que acompanhar a demanda. É a lei da oferta e da procura. Talvez por isso a China tenha começado a implantação do comunismo pela revolução cultural. Só não me perguntem quantas pessoas tiveram que pagar pela sandice de Mao Tsé-Tung. Nem os chineses sabem quantos milhões sucumbiram...

Chávez, por lá, tem tudo para repetir o fracasso do companheiro Stálin. Primeiro porque ele também foi um homem sem estudos. Assumiu, de forma intempestiva, a Rússia, permitindo que esta avançasse mais em assassinatos que em melhorias. Fosse ele um visionário, melhoraria a qualidade de vida aumentando a liberdade do povo e punindo seus opressores. Não faltariam água ou sabão para banir da vida da Venezuela todos os corruptos e ainda sobraria capital político para vencer as disputas mais caras à seus antecessores.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Um futuro mal pago

Hoje escolhi como tema para minhas reflexões no meu Blog um e-mail corrente, mas que vale a pena ser lido. Precisamos entender que depois do aumento estratosférico a que se deram nossos parlamentares, esta discussão vem bem a calhar. Como e o quê esperar de uma sociedade que paga uma miséria para aqueles que ensinam a geração do futuro quando esta mesma sociedade aceita pagar um salário monumental aos seus representantes no governo?

Bom, isso passa obviamente por rever o poder que damos aos nossos governadores. Eles fazem tudo para se beneficiar, quando o resto do povo não consegue nem o suficiente para se manter. “Eles fingem que pagam e os professores fingem que ensinam”, conforme falou esse cidadão. Eu mesmo já trabalhei com gente assim, que finge que paga, mas quando o assunto é coisa de estado, assunto que deveria merecer manchetes dos jornais, ai a coisa precisa mudar de figura. Afinal, quem se importa se um professor recebe R$ 440 ou R$ 4400 por mês? Eu me importaria se fosse a escola do meu filho. Porque se um professor está insatisfeito, ele vai mudar a cabeça do meu filho, não o ensinando da maneira correta. E, desse jeito, prefiro eu mesmo educar meu filho em casa.

Eis a carta:

Prezado amigo, sou professor de Física de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00. Fico até com vergonha de dizer, mas meu salário é de R$ 650,00. Isso mesmo, você não olhou um zero a menos. E olha que eu ganho mais do que outros colegas de profissão, que não possuem curso superior como eu e recebem minguados R$ 440,00. Será que alguém acha que com um salário assim a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar?

Não quero generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova um aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, leciono porque sou idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!

Descobri que um parlamentar brasileiro custa ao país R$ 10,2 milhões por ano. São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$ 11.545. Na Itália, são gastos com parlamentares R$ 3,9 milhões, na França, pouco mais de R$ 2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e, na vizinha Argentina, R$ 1,3 milhões. Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior!

Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema seria:

“Troque um parlamentar por 344 professores”.

Vamos colaborar. Afinal de contas, o professor é aquele cara que pode mudar o nosso futuro. Não que tenhamos que levar ao pé da letra isso, mas pelo menos fazendo com que nossos políticos se importem menos com os bolsos deles do que com a formação dos filhos dos outros que, por acaso, pode ser o seu...