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domingo, 14 de junho de 2009

Queria que encontrassem todos...

Hoje acordei algo pesaroso. Depois que escutei no rádio que há a possibilidade de não se resgatarem todos os corpos do acidente do Airbus A330 200 da Air France, meus olhos marejaram-se de vontade de achar que aquilo era apenas um pesadelo. E que era tudo diferente pela manhã. Dai pesquisei sobre o que falaram. E era fato: Talvez mesmo aquelas pessoas que morreram nunca sejam encontradas com vida nem seus corpos sejam encontrados. Ainda há esperança? Há! E ela nunca morre.

Assisti outro dia o filme "O Náufrago", em que o personagem de Tom Hanks desaparece depois e um voo trágico que causou a morte de todos os tripulantes, menos o dele. Este ainda conseguiu se salvar, indo parar em uma praia a uns 700 km de distância. Aquele certamente não era o dia dele. Então ele passou um tempo ali, sobrevivendo dos peixes que conseguia pescar e do coco que apanhava. Comeu carangueijo. Viveu na ilha só, acompanhadio apenas de uma bola, que recebera o nome de Wilson, depois de ser pintada de sangue. É desta história que eu tiro alguma força para pedir clemência ao Pai, para que ele permita que pelo menos 50% dos corpos sejam resgatados. Na verdade eu queria bem mais, mas ainda não temos 50% de resgatados. As buscas querem parar, mas eu peço para que eles encontrem vestígios de que ainda podem encontrar os corpos...

Queira Deus que estes corpos destas pessoas distintas consigam ser encontradas. Pelo menos para que a saudade dos que partiram possa ser atenuada. E não fique como Ulisses, que sumiu e não se encontrou...

Peço agora que cada leitor deste blog reze pela alma daqueles que partiram. Para que fiquem em paz com o criador. Para que possam ter a chance de estar no novo mundo que se aproxima...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Airbus é que tem problemas


Imagem de um Airbus decolando

Refletindo mais sobre o acidente com o A330, cheguei a conclusão (ah, mas era óbvio) de que a culpa com o acidente da aeronave que cerrou a vida de mais de 200 pessoas no Atlântico é da empresa européia Airbus, que na verdade é a maior fornecedora de material bélico do velho continente. A maior aeronave de passageiros do mundo era para ser a maior e mais segura.
Segundo a wikipédia, o modelo é a aeronave comercial de passageiros de maior capacidade de operação para médias e longas distâncias fabricada pela empresa. Foi desenvolvido ao mesmo tempo que o A340, com quatro turbinas. Um avião com alto requinte, testado exaustivamente nos campos de prova, cuja entrega ocorre pelas mãos da própria empresa ao cliente, que recebe o avião completamente decorado. Ou seja, o Airbus em questão é o supra-sumo da aviação comercial moderna. Note-se, porém, que a empresa francesa já tem muitos problemas com seus vôos, sejam eles de aeronaves novas ou não.



O Interior do A330: Oito passageiros por fileira

Eu já viajei em aeronave semelhante, da Boeing.


Peguem como exemplo o último voo do Concorde, cuja aeronave era simplesmente a mais moderna da aviação comercial já concebida. Um desastre envolvendo um Concorde na França, na decolagem, que acabou por sepultar o projeto Concorde. Atualmente o Japão (sempre ele...) estuda um substituto à altura, cujos resultados já se refletem em números maiores e melhores do que todos os outros já obtidos pelos de qualquer outra aeronave comercial. Ainda não entrou em operação porque o projeto ainda não está completo, mas temo que a crise financeira mundial o tenha tirado de circulação de vez pelo simples motivo de não se encontrarem mais dados.

Estudo do Concorde japonês: o Superconcorde.


Problemas com outras aeronaves semelhantes ainda vão balizar outras alterações no Airbus. Mas quem pode se sentir mais ameaçado de extinção é a Air France. Depois do acidente, será que ela precisa de uma operação de salvamento de sua imagem? Uma das maiores companhias aéreas da Europa que faz voos quase diários entre a América e o velho continente fica, no mínimo, com a imagem chamuscada depois do acidente. Mas também acontece o mesmo com a empresa fabricante do aeroplano. Quero acreditar, porém, que a substituição dos equipamentos que se mostraram defeituosos não leve o modelo a ser objeto de novo acidente.

Ouço nos últimos dias as pessoas acreditarem que os aviões não são o meio mais seguro de transporte. Eu acredito no contrário. Acidentes como este podem acontecer, mas são menos prováveis que um choque entre um carro e um caminhão, por exemplo. E espero que as pessoas, com o passar do tempo, entendam isso.