O perigo dessa operação de desgaste do legislativo é premiarem, além da burrice administrativa, o crime. É o que começamos a ver neste momento. Gilmar Mendes, o ministro, disse que Sarney "é um homem importante para a história do Brasil". Um pouco depois de ministrar a brilhante assertiva sobre o diploma de jornalista (afinal, quem precisa de diploma para escrever sobre o que, às vezes, nem sabe?), inicia uma fala em defesa do ex-presidente. Nosso amigo, militante do mesmo PMDB do presidente da casa, Senador Jarbas Vasconcelos, diz em entrevista à VEJA que "Sarney apareceu sem nenhum compromisso com a ética e se elegeu senador. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador".
Às vezes penso que seria necessário tornar a maioria dos senadores e deputados inelegíveis, não por 8 anos como prevê a legislação, mas por 60 anos, 100 anos, encerrando suas vidas políticas. Como instrumento de proteção para que estes não voltassem mais à vida pública, tornaria crime inafiançável a readimissão deles, seja até mesmo em serviço público concursado. Como pena para tal sandice, multa que começaria em R$ 100 milhões. Para atos insanos, idéias insanas.
Mas sei que isso é, além de impossível, impensável. A única maneira de barrarmos esses nossos "pilantras" da política é no voto. Ali sim, de maneira legal, sem baderna, com a mente limpa e consciente da limpeza que estaremos promovendo, limarmos da vida política os bandidos da República.
Infelizmente nem isso é possível, porque ainda tem gente que pensa que uma camisa ou um boné vale mais que muita coisa. Um quilo de comida em um dia específico, um jogo de camisetas, uma bola, raspas e restos que interessam mais que o sono de cada um dos dias de sua vida próxima e distante. A sua felicidade deveria ser inviolável.
Defender o atraso não dá! Sarney aparece nessa lista. Quando diz que a responsabilidade é do Senado, ele pode até estar dizendo que não tem culpa. E quando faz isso, repassa a culpa de roubar da raposa para as galinhas, que estavam colocando seus ovos.
Eu até tinha um apreço pelo ex-presidente. Mas fico com a proposta de uma leitora da revista que fora entrevistada: A de que os políticos, por serem representantes do povo que os elegeu, tenha tratamento diferenciado, sim, mas na investigação. Ou seja, algo como um "Big Brother" do legislativo e do executivo. Assim poderíamos dormir mais seguros...
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
Lula: divisor de águas.
O Brasil moderno pode ser dividido em antes e depois de Lula. Antes, qualquer deslize de um político poderia levar à sua cassação. Depois, todo e qualquer escândalo de corrupção de qualquer magnitude poderia ser punível com... PUNÍVEL? E o mensalão?
Hoje eu folheei a Veja desta semana. Não que eu não acompanhe outras publicações, mas acho a revista visualmente moderna e independente. Seu chamariz, a capa, mostra sempre o que eu espero ver em uma publicação. As montagens gráficas sempre me levam a vê-la mais séria. E me entristeci com o que vi: Uma ameaça à Liberdade.
Não dava para acreditar que o princípio máximo da liberdade estava sendo atacado diretamente pelos políticos brasileiros. Pior é saber que ninguém faz nada. Ninguém faz uma manifestação de apoio à carta magna. Lula é um sujeito que, assim como afirma a revista, não dá a mínima para a sua própria biografia.
Desde criança, todos do meu tempo cresceram acreditando no código de leis que afirma que todos somos iguais perante a lei. Mas a inauguração de uma frase maldita de Lula me fez ver que eu achava que o "folclore político" é muito mais que folclore. Quando Lula fala que não entende quem se interessa com a destruição do poder legislativo, a resposta é uma volta no tempo. O Socialismo de Lula não admite quem fale o contrário.
"O senador tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum". Essa a frase da discórdia, porque todos somos iguais. Algumas características nos diferenciam uns dos outros, mas isso definitivamente não é o poder constituido. Sarney, por ser um Senador da República, não tem nada que o torne mais especial do que eu ou você, leitor, que esteja lendo este blog. Ele não é imortal.
Religiosamente falando, a máxima da igualdade se encontra na Bíblia também: Todos seremos iguais perante Deus. Na lei brasileira, art. 5º "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade". O grifo é meu. E a diferença é que o segundo se sobressai pelo primeiro por causa da finitude do corpo humano. E por isso o acréscimo.
As pessoas estão acostumadas hoje com a balbúrdia, a sujeira, a desgraça. Não que seja culpa dos jornais. Mas é da classe política, que ludibria o povo com promessas vãs e vagas. que mente quando defende esta ou aquela causa, contribuindo para que o eleitor se confunda ainda mais. Não há mais diferenças no mercado.
Mas o pior é esperar que tudo se resolva de forma natural. As coisas vão só piorar. E isso só vai começar a ficar diferente quando cada um notar e se fazer notar na conta que se faz de cada eleição. Porque enquanto durar essa trouxa comum que vigora nas mulhares de casas legislativas deste país, teremos mais sujeira, mais podridão.
E isso, como diria o outro, ninguém merece!
Hoje eu folheei a Veja desta semana. Não que eu não acompanhe outras publicações, mas acho a revista visualmente moderna e independente. Seu chamariz, a capa, mostra sempre o que eu espero ver em uma publicação. As montagens gráficas sempre me levam a vê-la mais séria. E me entristeci com o que vi: Uma ameaça à Liberdade.
Não dava para acreditar que o princípio máximo da liberdade estava sendo atacado diretamente pelos políticos brasileiros. Pior é saber que ninguém faz nada. Ninguém faz uma manifestação de apoio à carta magna. Lula é um sujeito que, assim como afirma a revista, não dá a mínima para a sua própria biografia.
Desde criança, todos do meu tempo cresceram acreditando no código de leis que afirma que todos somos iguais perante a lei. Mas a inauguração de uma frase maldita de Lula me fez ver que eu achava que o "folclore político" é muito mais que folclore. Quando Lula fala que não entende quem se interessa com a destruição do poder legislativo, a resposta é uma volta no tempo. O Socialismo de Lula não admite quem fale o contrário.
"O senador tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum". Essa a frase da discórdia, porque todos somos iguais. Algumas características nos diferenciam uns dos outros, mas isso definitivamente não é o poder constituido. Sarney, por ser um Senador da República, não tem nada que o torne mais especial do que eu ou você, leitor, que esteja lendo este blog. Ele não é imortal.
Religiosamente falando, a máxima da igualdade se encontra na Bíblia também: Todos seremos iguais perante Deus. Na lei brasileira, art. 5º "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade". O grifo é meu. E a diferença é que o segundo se sobressai pelo primeiro por causa da finitude do corpo humano. E por isso o acréscimo.
As pessoas estão acostumadas hoje com a balbúrdia, a sujeira, a desgraça. Não que seja culpa dos jornais. Mas é da classe política, que ludibria o povo com promessas vãs e vagas. que mente quando defende esta ou aquela causa, contribuindo para que o eleitor se confunda ainda mais. Não há mais diferenças no mercado.
Mas o pior é esperar que tudo se resolva de forma natural. As coisas vão só piorar. E isso só vai começar a ficar diferente quando cada um notar e se fazer notar na conta que se faz de cada eleição. Porque enquanto durar essa trouxa comum que vigora nas mulhares de casas legislativas deste país, teremos mais sujeira, mais podridão.
E isso, como diria o outro, ninguém merece!
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