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sábado, 22 de janeiro de 2011

Um futuro mal pago

Hoje escolhi como tema para minhas reflexões no meu Blog um e-mail corrente, mas que vale a pena ser lido. Precisamos entender que depois do aumento estratosférico a que se deram nossos parlamentares, esta discussão vem bem a calhar. Como e o quê esperar de uma sociedade que paga uma miséria para aqueles que ensinam a geração do futuro quando esta mesma sociedade aceita pagar um salário monumental aos seus representantes no governo?

Bom, isso passa obviamente por rever o poder que damos aos nossos governadores. Eles fazem tudo para se beneficiar, quando o resto do povo não consegue nem o suficiente para se manter. “Eles fingem que pagam e os professores fingem que ensinam”, conforme falou esse cidadão. Eu mesmo já trabalhei com gente assim, que finge que paga, mas quando o assunto é coisa de estado, assunto que deveria merecer manchetes dos jornais, ai a coisa precisa mudar de figura. Afinal, quem se importa se um professor recebe R$ 440 ou R$ 4400 por mês? Eu me importaria se fosse a escola do meu filho. Porque se um professor está insatisfeito, ele vai mudar a cabeça do meu filho, não o ensinando da maneira correta. E, desse jeito, prefiro eu mesmo educar meu filho em casa.

Eis a carta:

Prezado amigo, sou professor de Física de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00. Fico até com vergonha de dizer, mas meu salário é de R$ 650,00. Isso mesmo, você não olhou um zero a menos. E olha que eu ganho mais do que outros colegas de profissão, que não possuem curso superior como eu e recebem minguados R$ 440,00. Será que alguém acha que com um salário assim a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar?

Não quero generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova um aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, leciono porque sou idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!

Descobri que um parlamentar brasileiro custa ao país R$ 10,2 milhões por ano. São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$ 11.545. Na Itália, são gastos com parlamentares R$ 3,9 milhões, na França, pouco mais de R$ 2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e, na vizinha Argentina, R$ 1,3 milhões. Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior!

Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema seria:

“Troque um parlamentar por 344 professores”.

Vamos colaborar. Afinal de contas, o professor é aquele cara que pode mudar o nosso futuro. Não que tenhamos que levar ao pé da letra isso, mas pelo menos fazendo com que nossos políticos se importem menos com os bolsos deles do que com a formação dos filhos dos outros que, por acaso, pode ser o seu...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A vergonha do Brasil...

Amigos "eleitores" e leitores;

Hoje amanheceu o dia e eu mal tinha dormido por causa de uns trabalhos que estive fazendo. Então deixei outros por fazer, inclusive o de tirar a segunda via do título de eleitor. E ainda agora estava assistindo ao debate sobre o projeto ficha limpa no STF. É interessante que, mesmo com apoio quase que unânime da população brasileira, ainda assim o supremo possa julgar inconstitucional uma proposta de moralidade (art. 37 cf). Para mim, basta que exista um artigo aprovado pelos mesmos canalhas que torcem o nariz contra a aplicação da lei. Só que há este dispositivo (artigo 37, não esqueçam) que diz que a Moralidade baseia a constituição Federal e as Leis brasileiras. Nada pode ser maior que isso: MORALIDADE. Mas no julgamento, que até onde assisti estava empatado, do caso do ex-governador de Brasília, recandidato ao cargo, o entendimento geral era de que o ficha limpa seria inconstitucional. Onde iremos parar...

Então voltei para o meu trabalho. Tinha que refazer um logo (por que não achei maneira mais fácil de obtê-lo). Na minha pesquisa, então, encontrei um blog que acreditei me mostrar alguma coisa interessante: um anúncio de prefeitura no estado de São Paulo. E não é que voltei ao tema política?

Em Santa Catarina, um senhor que atende pelo nome de Luis Carlos Prates comenta alguns desvios de conduta de deputados e senadores, que parecem fazer fortuna com o dinheiro dos nossos impostos. Trata-se de um senhor de fala séria, ríspido, de cabelos grisalhos e, como que de pronto, parece falar com a mesma vergonha que todos nós sentimos quando sabemos das últimas maracutaias, os últimos escândalos de corrupção e imoralidade na sede do governo Federal. Quem dera que eles verberassem em todos e, assim, criávamos vergonha na hora de escolher quem governa nosso país.

Detalhe: este cidadão mostra que dá para mudar o jogo, sim, pressionando os homens que nos representam. Não dá mais para ficar só esperando as coisas acontecerem. Nem fazer como a Rita Lee: "vou votar nulo porque nenhum deles me seduziu".

Sinceramente? Eu estou pensando em fazer esse jogo: Ir a Brasília e mostrar minha indignação. Mesmo sozinho, que seja.

Ah, esse vídeo é sobre o desvio da função do dinheiro gasto com passagens para que os deputados viagem de suas bases para o congresso, nesse vai-e-vem danado. Se eles ganham muito dinheiro, porque fazer o povo pagar ainda mais com essas passagens? Eu não perco a paciência pelo fato de eles gastarem dinheiro com passagens de seus entes. Enraivesço-me pelo fato de eles gastarem com a família deles o dinheiro que não deveriam. Se querem mandar eles para algum lugar, que o façam com o salário (que não é pouca coisa) que percebem como entes públicos. Ou que deixem o cargo a que foram eleitos.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Gato por lebre

Recebi hoje um e-mail falando sobre manobras eleitoreiras no estado do Pará. Já havia percebido o uso de dinheiro para corromper a opção de alguns no interior, o que não deu em nada. Parece haver um estado de letargia no povo, de forma que não há punição que bem caiba para certos "interesseiros" do poder. Maquiavélicos, diria ainda. Porém, tudo deve caminhar para o esquecimento e, talvez, aqueles que zombam das leis e de sua própria posição de destaque, podem acabar sendo os verdadeiros beneficiados pelos escândalos. Basta ver Lula depois que foi apanhado com a mão na massa.

A pauta do novo negócio fala em contratações temporárias que se extinguem em um mês após o final das eleições. A aposta é de que o pessoal vota em quem lhe concedeu o poder de ganhar alguns trocados, pagando com o próprio voto por aquele minguado dinheiro nesse curto espaço de tempo. O que dizer do lado dos apenados "pequenos", que transgridem a lei em troca do pão que o diabo amassa? Nada. Porque fazem de maneira impensada, uma vez que quem não respeita lei antes não respeitará, certamente, depois. Mais: como confiar em alguém que só oferece um benefício para um curto espaço de tempo?

Não consigo, sinceramente, aceitar tamanha chacota. Mesmo que pense em tempos difíceis, em que qualquer migalha faz a maior diferença, não passa pela cabeça que um afago destes possa ser tão ou mais benéfico para mim. Ralado mesmo é entender o tamanho do buraco no estomago de quem resolveu aceitar a provocação e ter que pagar o preço da merenda. Ainda que o tempo não compense. Deferências como esta me provocam muito nojo...

Para alguns, é difícil recusar propostas indecentes como esta. Para outros, porém, difícil mesmo é aceitá-las. O duro é o preço a pagar. Conheço gente que quando lhe convém, diz que se arrepende do voto. Mas na hora do aperto, a resposta é padrão: SIM. O que as pessoas não sabem mesmo é que sofrer não é regra. Sofre quem quer ou gosta, por masoquismo ou opção errada, como no voto inconsciente. E por tempo prolongado. Melhor pesar antes se não está levando gato por lebre!!!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Enquete: Empate entre Ana Júlia e Jatene


Esta semana fechou-se mais uma enquete deste blog com um resultado, assim, mais como uma afronta do que um protesto. Apenas 12 leitores votaram no blog, mas o suficiente para polarizar uma disputa que promete tomar conta dos jornais a partir do ano que vem, quando a disputa começar extra-oficialmente. Aliás, ela já começou. Mas ano que vem é para valer.

Com a liderança na enquete, Jatene e Ana Lúlia polarizam a disputa. Isso podia ser esperado. Mas o pior é saber que ainda tínhamos as opções de "todos os candidato" e "nenhum deles" Sabem quantos votos teve a opçao do protesto? NENHUM. Basta, para isso, ver o resultado no gráfico ao lado. Para que não fique dúvida, o voto de protesto é o que anula a escolha, ou seja, "nenhum deles".

Aproximadanente 33% dos leitores do site votaram em Jatene e outros 33% em Ana Júlia. ainda houve quem optasse por Jáder Barbalho, dedicando-lhe outros 16%, mesmo percentual dedicado a escolha de outro candidato. As outras opções não obtiveram nenhum índice

Mesmo com toda a fanfarra da governadora (que, diga-se, não sou eu quem fala e sim os jornais e o próprio murmúrio das ruas), ainda houve quem lhe desse outro voto de apoio. Mesmo com todos os escândalos que lhe fazem sombra, ainda assim Jáder Barbalho obteve votos. Mesmo sendo um deputado que não tem projeto e nem voz na câmara, ainda assim obteve o seu naco de popularidade. E isso não faz sentido. Em uma época que o brasileiro clama pela ética e pela paz, dar chance a quem não nos trouxe senão a barbárie é um retrocesso.

Os poucos que me conhecem pessoalmente sabem que nenhum deles é o meu candidato favorito para vencer as eleições de 2010. Mas eu não podia votar na enquete. Se pudesse votar, teria escolhido "outro candidato", mas não refletiria a opção dos meus leitores.

Desde algum tempo venho promovendo algumas novidades no site. E tenho recebido algumas coisas interessantes vez por outra. Leitores de diversos estados (houve um que me procurasse sobre as obras na Av. 25 de Setembro, outro naco que navegasse de outras águas (internacionais até). Criei uma conta no Twitter e, sempre que não posso atualizar com uma posição legal o Blog, desde que não seja algo pertinente ao dia, posto no Twitter. E todos tem acesso a estas atualizações, pois elas são visíveis no topo à direita desta página. Mesmo assim não foi nada suficiente para mostrar ao povo o quanto somos enganados.

Porém, isso não é combustível suficiente para me fazer desanimar deste blog e pular a fogueira dos martírios. Prefiro o purgatório do que o céu de brigadeiro que acaba levando aviões à queda. como a bastilha. Como César, golpeado por Brutus. É sempre a verdade que salva, que redime, que conserva e alivia. Como na Bíblia, em João 8, 32: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará". Se formos ver, é exatamente isso o que acontece. O peso sobre nossas consciências só desaparece quando nos livramos de todo o pecado que é mentir.

Não é isso que tem feito os governos nos últimos tempos. E mesmo assim o povo parece acreditar em suas mentiras. E as mentiras criam bandidos. As mentiras são como pequenos ladrões, que tiram sempre um naco do sossego coletivo. Mas assim continuamos a fazer com que as mentiras nos sejam o porto seguro que esperamos todos os dias. E os culpados por isso tudo somos nós mesmos, que não acreditamos na verdade e tão somente apenas na fama, na provisão de que estamos fazendo tudo o que é possível para melhorar o nosso amanhã, esquecendo que apenas quem tem o poder é que tem a necessidade de mentir para se perpetuar no poder.

Quando nós ajudamos a eleger o governo de oposição, ninguém imaginava que este governo demoraria quase 3 anos para começar. Que apareceu de sopetão com um membro do alto escalão sendo uma "cabeleireira". Pior: Milhares de empregos foram ceifados. Indústrias fecharam as portas e, ainda sim, temos gente que aceita isso. Que acha normalíssimo cada um desses problemas...

Precisamos rever nossos conceitos. Precisamos fazer com que a verdade venha a tona. Lutar por nossos sonhos, nosso amanhã. E que os governos possam temer o seu povo — e não o contrário. Porque, se não fizermos isso logo, seremos devorados pelo fantasma da corrupção, que j´~a começa a nos incomodar.

"Pai, afasta de mim este cálice..."

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Lula é uma fraude!

E X - B L O G

Nunca se fez tão pouco caso da Honra.

Os homens se deixam de tal forma dominar pelas necessidades do momento, que aquele que saiba enganar achará sempre quem se deixe enganar. (Maquiavel) Nunca na história deste país se fez tão pouco caso da honra, de tal maneira se desprezou a ética, tanto se usou de meios escusos para corromper, para enlamear instituições, para comprar consciências. A amarga sensação que fica é a da total perda, por parte de um grande número de homens públicos, de qualquer noção de honestidade, de dignidade, de honradez.

O atual governo abandonou completamente o decoro no trato da coisa pública e partiu para o uso de um verdadeiro rolo compressor, comprando tudo e todos a sua volta, desde que possam, de alguma forma, interferir em seus objetivos. Não satisfeito em aliciar parlamentares para sua base de sustentação política e populações desassistidas para aumentar suas possibilidades eleitorais, o governo trata, também, de evitar qualquer problema nas ruas, em termos de manifestações públicas de desagrado contra os muitos desvios de ética praticados por seus correligionários e aliados.

Com a prática da compra indiscriminada de todos que possam atrapalhar os desígnios do governo, este foi perdendo todos os escrúpulos. Conseguindo manter níveis elevados de popularidade, julga-se acima do bem e do mal, capaz de tudo, inclusive de defender crimes praticados por aliados, pouco se importando com a ética e com a moralidade pública. Pouco se importando com a evidência de que está corrompendo os brios de toda uma nação que, em um dia não tão distante, teve orgulho de se proclamar brasileira.

domingo, 19 de julho de 2009

Venezuela prestes a se tornar um narcoestado

Informe do congresso americano adverte uma forte penetração do Narcotráfico na Venezuela, com aumento significativo do volume de exportações de drogas e da cumplicidade nos negócios de altos funcionários civis e militares do Regime, que colaboram e protegem a guerrilha e as organizações criminais colombianas. Até o final deste mês deverá chegar ao conhecimento de todos um informe em que descreve o nascimento de um "Narcoestado" na Venezuela.

Este país se converteu, segundo esta investigação, no principal centro de distribuição de cocaína produzida na Colômbia e no maior porto de embarque deste produto, com destino especial aos mercados americano e espanhol. "Um alto nível de corrupção dentro do governo venezuelano no exército e de outras forças de ordem e segurança contribuiram para a criação deste clima de permissividade", assegura o informe.

De 2004 até 2007, a quantidade de cocaína produzida na Colômbia e saída pela Venezuelamais que quadruplicou, passando de 60 ton/ano para 260 ton/ano. Esta cifra representa, segundo este informe, 17% de toda a cocaína produzida no mundo em 2007. "Depois de entrar na Venezuela", relata o documento "a cocaína habitualmente sai do país a bordo de aeronaves que despejam e aterrisam em aeroportos clandestinos".


Livre tradução
Jornal El País,
16 de julho

sábado, 11 de julho de 2009

Fora Sarney. Fora Corrupção

Gostaríamos de ver os homens públicos administrando - e bem - o nosso rico dinheiro. Para tanto, não se meter em falcatruas é o mínimo que se pode pedir. Isso é muito ruim, pois sempre que alguém leva alguma vantagem, nós, pobres mortais, é quem saimos perdendo. Nos casos onde o político se intromete a receber alguma "ajuda" em dinheiro de algum empreiteiro ou empresário, é claro que este vai receber a ajuda na forma de "Ponte custou 3x o que deveria".

Pobres de nós quando somos ludibriados com a promessa de algum tolo, nos ofertando o ouro que engana e mata. Sim, porque este dinheiro que se esvai do nosso bolso (digo nosso porque sai do bolso de cada um para que, quando precisemos, sejamos escorraçados da porta de hospitais, escolas, ruas...) e só faz o favor de ajudar aos assaltantes. Eles, quando o governo gasta esse dinheiro com o supérfluo que está chegando aos bolsos dos "ajudantes" de primeira hora, chegam diversas vezes a nos expulsar de nossas próprias casas na base do tiro. Ou seja, a polícia, que deveria receber bem para levar tiro na linha de frente, ganha mal. O professor que deveria ser premiado para dar melhores aulas, recebe pouco mais de R$ 1000, muitas vezes. O médico, quando tem mestrado, nos hospitais públicos, não recebe muito mais que isso. Então vamos reclamar de quê quando estivermos naufragando?

Hoje, mais uma vez (desde que o Governo Lula assumiu, é só o que vemos), temos um político sendo premiado com recursos privados que não deveriam estar com ele. Esse homem é Sarney, o "dono do Maranhão". Pela nova denúncia que está na Veja desta semana, o homem tem uma conta do exterior com vários dólares, na época, recebidos, segundo a revista, de Edemar Cid Moreira, dono do Banco Santos. Logo, acredito que se essa for a única denúncia, ainda sim restará ao político o caminho do ostracismo, já que ele não pode dar mais a volta por cima em virtude de sua idade avançada. Sarney, em minha opinião, deve pendurar as chuteiras. Dessa vez, poderia ter poupado sua biografia: Sai de campo sujo da mesma lama podre que macula a imagem de tantos políticos, como o homem do Castelo e de Lula.

Meu voto, pessoal, é pela deposição do presidente do Senado. Quer ele queira, quer não.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Chega de baderna!

Sarney deveria mesmo renunciar ao seu mandato. Se bem que não seria ruimpara ele icar, já que a casa toda está sub júdice. Os Senadores parecem revogar a própria moral para achincalhar a moral daquela casa legislativa. Desde que Lula assumiu que não houve um tempo de paz ali dentro do Congresso. E olhe que fazem 7 anos desde que ele entrou pela primeira vez ali. Começo a achar que o Lula tem alguma coisa de ruim que carrega dentro dele, nem que isso seja apenas a mágoa dos tempos do governo militar. E trouxe para dentro do Congresso de forma a que esta casa se destrua só e ele possa fazer o que foi seu sonho desde os tempos de CUT: Transformar o Brasil em uma autocracia socialista. Dai não teriam mais limites para o roubo, desde que este limite fosse o do bolso dos comunistas.

É público e notório que aquela casa de leis está perdendo a razão de existir. Estes dias, quem perdeu a razão foram os deputados. Eles não conseguem mais ter moral. Na casa que legislam, a quebra do decoro do parlamentar é substituída por um voto de parabéns. As ordens do Presidente são cumpridas à risca. Os corruptos, corruptores não são sequer incomodados. Então, para quê ainda queremos a Câmara? O governo pode prescindir de bandidos, mas de uma agência atolada deles? De gente que é eleito para criar leis e, na hora de usar, simplesmente diz: "Eu estou acima da lei". Isso não pode!

A solução deste problema passa por criar mais atrativos para as pessoas esclarecidas assistirem mais aos telejornais e/ou acompanhar mais as notícias de forma que todos, ao verem isso, se envergonhem e lembrem: "Eu votei nesse sujeito" Gente que, a cada momento, denigre o pouco de moral que se tem dentro de nós mesmos. Gente que deveria estar interessada em criar mecanismos para erguer a honra de si porque os brasileiros estão com nojo da própria vida. Gente que não ganha 10% do que ganha uma político em um espaço de um ano que vê aquilo e sente vontade de roubar e matar porque acha que tem a ficha mais limpa que aqueles de Brasília... Gente que viaja horas a fio para buscar um atendimento digno em um hospital da Capital por absoluta falta de opção e ficar jogado na sarjeta... Gente que precisa contar com aquilo, pois não tem outra saída porque o governo come todo o dinheiro e guarda no bolso... CHEGA!

Nós somos culpados. Porque nos permitimos enganar e sermos enganados.

Mas precisamos reagir. Senão seremos devorados pela lei que protege os maus-caráter.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sarney deve sair

Finalmente encontramos alguém que enfrente o presidente do Senado, legalmente constituído, mas ocupando um lugar que não parece mais ser seu, devido aos recentes escândalos de corrupção. Sarney, mesmo com sua história política, não me parece digno da condição que lhe foi passada. Hoje, parece ser mais correto abdicar de seu trono provisório do que dar-lhe condição de "imortal", como queria que fosse, segundo Lula.

Porém, ele deveria se apressar: Quem sabe ele evita o pior?

Lula não aproveitou e se sujou. Manchou sua biografia e continua se sujando a todo o momento

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Sarney precisa cair!

O perigo dessa operação de desgaste do legislativo é premiarem, além da burrice administrativa, o crime. É o que começamos a ver neste momento. Gilmar Mendes, o ministro, disse que Sarney "é um homem importante para a história do Brasil". Um pouco depois de ministrar a brilhante assertiva sobre o diploma de jornalista (afinal, quem precisa de diploma para escrever sobre o que, às vezes, nem sabe?), inicia uma fala em defesa do ex-presidente. Nosso amigo, militante do mesmo PMDB do presidente da casa, Senador Jarbas Vasconcelos, diz em entrevista à VEJA que "Sarney apareceu sem nenhum compromisso com a ética e se elegeu senador. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador".

Às vezes penso que seria necessário tornar a maioria dos senadores e deputados inelegíveis, não por 8 anos como prevê a legislação, mas por 60 anos, 100 anos, encerrando suas vidas políticas. Como instrumento de proteção para que estes não voltassem mais à vida pública, tornaria crime inafiançável a readimissão deles, seja até mesmo em serviço público concursado. Como pena para tal sandice, multa que começaria em R$ 100 milhões. Para atos insanos, idéias insanas.

Mas sei que isso é, além de impossível, impensável. A única maneira de barrarmos esses nossos "pilantras" da política é no voto. Ali sim, de maneira legal, sem baderna, com a mente limpa e consciente da limpeza que estaremos promovendo, limarmos da vida política os bandidos da República.

Infelizmente nem isso é possível, porque ainda tem gente que pensa que uma camisa ou um boné vale mais que muita coisa. Um quilo de comida em um dia específico, um jogo de camisetas, uma bola, raspas e restos que interessam mais que o sono de cada um dos dias de sua vida próxima e distante. A sua felicidade deveria ser inviolável.

Defender o atraso não dá! Sarney aparece nessa lista. Quando diz que a responsabilidade é do Senado, ele pode até estar dizendo que não tem culpa. E quando faz isso, repassa a culpa de roubar da raposa para as galinhas, que estavam colocando seus ovos.

Eu até tinha um apreço pelo ex-presidente. Mas fico com a proposta de uma leitora da revista que fora entrevistada: A de que os políticos, por serem representantes do povo que os elegeu, tenha tratamento diferenciado, sim, mas na investigação. Ou seja, algo como um "Big Brother" do legislativo e do executivo. Assim poderíamos dormir mais seguros...

domingo, 7 de junho de 2009

Terceiro mandato e a política.

Muito se fala hoje sobre o terceiro mandato do presidente Lula. Outro dia mesmo ele estava falando que a ministra-chefe da casa civil, Dilma Roussef, venceria as eleições e ele ocuparia a presidência de alguma estatal. Em outro blog que eu mantinha a até um tempinho atrás, eu disse que Lula seria candidato a Secretário do Partido Comunista. Este é o cargo principal das nações comunistas. Agora eu não estou encontrando, mas tão logo o encontre (ele deve estar em algum lugar em meu antigo Spaces...) faço publicar aqui a referência exata.

Diante das câmeras, Lula faz defesa da democracia de forma áustera, intransigente. Aqui, luta para mandar às favas as pessoas que tentam das o bote na nação, com projeto de ergonomia duvidosa. Mas por detrás, ele deve rezar para que o projeto seja aprovado. Acho que ele espera a criação de um cargo como o de primeiro ministro. Ele defendeu semelhança na conversa com Chavez. Assim, o presidente poderia permanescer no cargo por um bom tempo, dependendo do sistema governativo. Para ele seria até mais cômodo, uma vez que, nesse caso, não seria acusado de golpista. O problema é a imaturidade do brasileiro.

Os golpes acusados pela oposição ao "grande líder" estão uma afronta à Constituição. Na carta, é vetada a antecipação da campanha, do uso dos recursos da União para promover candidato ao Planalto. Ai, Lula usa do expediente da agenda política para vender ao povo a imagem de sua ministra, numa clara afronta à esta mesma lei. E, no Brasil, não temos prévias para que cada partido escolha o seu candidato. Pior: Quando a escolha vem do próprio presidente, isso passa a ser considerado crime punível com multa, para não dizer impedimento.

Mas como o partido do presidente não sabe ser situação, a opoosição não sabe ser oposição. Por este mesmo motivo é que o país está do jeito que está. No PMDB, uma parcela vai sempre apoiar o presidente pois tem ligações intrínsecas com o golpe. Outra, no entanto, vai sempre ser contra este mesmo governo. Tanto que a parcela que quer se ver livre do Partido já entrou com petição pedindo a criação do partido próprio. E votação para isso tem: Era o antigo MR8 que virou Partido Pátria Livre (nome bonito para um fim horrendo).

Lutar contra esse movimento é dever de cada um brasileiro. A tirania do mandato continuado é a mesma do direito eliminado, ou seja, quanto mais mandatos houverem ao presidente, mais direitos serão eliminados. Lembrem-se da manobra política que queria cassar o direito da liberdade de expressão nos jornais, agora travestido de legal, com uma manobra do governo. Ainda temos outra manobra do aventureiro Paulo Maluf, que visa a proibir as denúncias contra políticos antes de serem averiguadas. Esta é ainda pior: Se não há corpo, não há crime. Logo, nenhum político terá seu mandato ameaçado. Logo, teremos milhares de bandidos no poder e pouco ou nada poderemos fazer...

Mas é assim mesmo. O povo brasileiro deveria agir antes de lhe cortarem a voz, o timbre. Não se acomodar devido às iniciativas desta república de farrapos que nos rouba. A índole do brasileiro é não se entregar. Mas parece que ele está indo de encontro com isso.

Precisamos mudar essa foto!

sábado, 6 de junho de 2009

Incompetência tira do Estado R$ 5 bi

Belém sofre muito nas mãos de certos governantes. Uns desviam dinheiro e não deixam pedra sobre pedra no caixa. Outros espantam investimentos, causando a ruina do povo pobre, que perde oportunidades de trabalho. Outros ainda deixam de investir o certo, o constitucional, contribuindo para não melhorar as condições adversas da nossa cena.

Embora saibamos que destes tipos de políticos tenhamos exemplos mil, o que move a caçar hoje é a incompetência administrativa da governadora. Manchete do jornal O LIBERAL de hoje fala que perdemos R$ 5 bi em investimentos, metade deles em investimentos privados (aquele com mais qualidade). E o estado do Pará não pode jogar fora esse tipo de investimento, pois já perdemos muito sem contar a copa.

É inconcebível que as pessoas estejam tranquilas em seus habitat's enquanto o nosso dinheiro se esvai pelo ralo da incompetência. Muitos até se refugiam na desculpa de que "o dinheiro não é meu". Ignorantes funcionais que aceitam qualquer coisa, desde que não seja preciso sair do conforto do seu lar. O que fazer com esse tipo de gente? Lamentar, na pior das hipóteses. Implorar, na melhor.

Pense melhor: Se o seu dinheiro vai para capinar uma rua, o que você espera? Que as pessoas que estão fazendo o serviço façam direito. Que façam por merecer. Quando o assunto é dinheiro público (que, diga-se de passagem, vem dos impostos que NÓS pagamos), a intenção e o reforço no controle desse gasto. Se o administrador do nosso dinheiro não gasta bem, então ele deve, de alguma maneira, ser destituído do seu cargo. Aliás, para onde vai o dinheiro que pagamos todos os dias? Sabe quanto já pagamos até a hora em que eu escrevo este post? Pouco mais de 350 bi, se falarmos na União, pouco menos de R$ 2,5 bi, se formos falar em Governo do Pará e pouco mais de 600 milhões se falarmos em Prefeitura de Belém. No total, o brasileiro paga pouco mais de 400 bilhões de reais nos seis primeiros meses do ano. São mais de R$ 2700 por habitante. E esse número poderia ser ainda maior, não fosse a crise econômica...

As pessoas em sua maioria não se importam com o que se fazem de seus pertences. Na maioria das vezes, só votam por estrita obrigação do voto. Sequer lembram em quem votaram nas últimas eleições. Acham que o dever cívico do voto serve unicamente para eleger corruptos ou, na melhor das hipóteses, para eleger mais uma pessoa para ganhar dinheiro em Brasília, ou nas Assembleias, Câmaras e outros órgãos do governo. Trata-se de negligência. E assim vão abrindo espaço para que se lhes tomem suas liberdades, seus direitos, enfim, até a vida, se isso for preciso para o projeto de poder de cada um. Ressalte-se que Hugo Chavez está neste caminho, na Venezuela.

É interessante pensar que o povo não pensa em seu próprio destino, que poderia pagar com a própria vida, dependendo do governo que se assentasse no palácio dos despachos. Pior: mudando a Constituição, poderia muito bem perder tudo. Mas os cegos vivem da caridade de quem o detesta, como diria Cazuza. Caridade de um governo que deixa sobreviver. Eu digo sobreviver como uma palavra diferente que viver, pois uma não implica necessariamente a outra.

Com o quê premiar este povo? O mesmo povo que sofre com o descaso da água transbordando à porte de suas próprias casas, por sua própria atitude de jogar o lixo no canal (sem tirar a culpa do governo, que é de fazer manutenção preventiva nos canais). O mesmo povo que sofre com a falta d'Água na torneira de sua casa por quase um dia inteiro. O mesmo povo que sofre com a agonia da falta de segurança na rua, correndo o risco de ser atingido por alguma "bala perdida". Enfim, o povo que sofre mas nunca reage. Apanha e fica calado, como se nada houvesse a fazer. Assim, poderia qualquer um assumir a cadeira e pronto.

Mas não, o povo não merece o governo que tem. Embora não faça nada contra, o povo paraense merece muito mais do que lhe é servido na mesa do café. Quem enxerga de longe, vê que não há motivos para continuar à mingua. Um estado que se preparava para um salto qualitativo ainda maior, de repente para no tempo... Na época do sufrágio fora descoberta a fraude eleitoral de compra de votos. Mas havia um motivo maior para se preocupar: A Democracia sofreria muito se o governo anterior continuasse. Mas o erro maior foi crer que a mudança de Ana Júlia seria melhor para a Democracia... Edmilson nunca acreditou nisso quando ela era vice dele. Mas o povo do Pará foi levado a acreditar. Foram ludibriados?

Essa é uma conversa que não terá fim. Seria simples questionar: Bastaria ver os lucros que ela prometeu e os prejuízos que perdemos escolhendo ela. Mas será que chegaríamos a uma decisão simples como se propõe a discussão?

Isso vai de cada um. Cada um tem o governo que merece, ainda que este governo seja o seu próprio cérebro.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Justiça pode barrar

Hoje uma notícia me despertou a felicidade e o grito da realização de um sonho há muito tempo adormecido. Ao olhar uma página do jornal O LIBERAL onde se podia ler a manchete: "O expurgo dos 'fichas sujas'". Pensei na hora: Se eu morresse hoje, com esta manchete morreria feliz. Engraçado porque só apareceu no jornal paraense. Sabem em quantos jornais do Brasil esta manchete se repetiu? NENHUM. E quando digo isso, levo em consideração Folha de S. Paulo, Estado, Correio Brasiliense, Correio da Bahia, Zero Hora... No Diário do Pará, pelo que pude entender, não saiu porque a matéria atinge o "dono" do jornal, Jáder Barbalho. Mas e o resto dos jornais? O que será que os impediu de publicarem sobre a matéria?

Pesquisei os jornais de hoje à exaustão e não encontrei destaque para a única matéria que deveria ter sido destaque nos jornais. Vi que a aposta de vários era o vôo da Air France. Mas imaginem: Essa história foi vendida por todos os jornais brasileiros hoje. Em maior ou menor escala, todos os jornais a publicaram. Às vezes os jornais são tão iguais... Com algumas excessões, claro.

Amanhã inicio uma pesquisa para saber a extensão dessa notícia, ou seja, saber o que os paraenses acham disso. Provavelmente não vão querer se animar. Mas eu acredito que isso vá mudar ao longo do tempo.

E um dia os brasileiros se animavam de ter destituido do poder um presidente... Hoje não querem nem saber.

PS1: Na Inglaterra, depois de 600 anos, um membro de um poder constituído poderá receber "impechment" por ele próprio, ou seja, deverá abandonar o poder por causa de escândalos de gastos impensados, excessivos. em diversos países civilizados, corrupção e desvio de dinheiro leva ao impedimento. Apenas no Brasil não. O povo precisa conhecer melhor o seu poder!!!

PS2> Se não estiver errado, o povo sempre esperou para ouvir isso. Essa é a chance de estarmos dando esperança para o povo. Ou, como dizem jornalistas experientes, "confortando os aflitos". O povo já está aflito faz tempo!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Petróleo volta a subir

Boa noite, amigos. Hoje eu lembrei de uma notícia ruim (mais uma ?) para não ficar diferente das últimas notícias a que temos escutado nos últimos dias. O preço do petróleo já bateu perto dos US$ 70, hoje. Só de pensar que esse mesmo petróleo já esteve em US$ 50 e que, paulatinamente, parece querer voltar para os US$ 120... Ninguém merece!

A quem poderemos recorrer? Deixar de dirigir? E quando tivermos de percorrer grandes distâncias? E, mesmo assim, quando precisarmos pegar um ônibus, pagaremos a mais? O governo poderia baixar a gasolina, ainda que fosse para garantis uns dias de folga para o contribuinte, que já paga pesados impostos.

E, por falar em impostos, você sabe quanto pagaria pela Gasolina se não fossem esses impostos que nos sufocam? R$ 1,20. Aproximadamente. Hoje, em qualquer posto do Pará, não se paga menos do que o dobro desse valor. Ou seja, o governo recebe uma pequena fortuna do que gastamos e ainda precisamos pagar para morrer em um hospital público, na fila do SUS? Está certo que eu não preciso esperar na fila do hospital público. Mas pense: São milhares que precisam. E não posso simplesmente ser negligente com esse pessoal...

Ninguém merece!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Vida custa R$ 500 em Portel

Ontem, mais um escândalo maculou a imagem do Estado. Durante o Fantástico, revista de domingo, como prefere ser chamado, o jornalístico da TV Globo, mostrou a cidade de Portel. Distante 18 horas de barco de Belém, é um município do arquipélago do Marajó. Pobre, não há atrações locais a que se esperar, a não ser o turismo sexual. O repórter filmou tudo. Está na internet, eu acho. Primeiro a mãe pediu R$ 10 para que a filha fizesse sexo com o repórter. Depois, pediu R$ 500 para que ela fosse embora com ele. Para onde quiser!!! Gravado, depois o repórter aparece inquirindo a mãe. Está lá, no vídeo, que ela oferece a filha. Mas, em seguida, ela diz: "Eu nunca venderia minha filha". Mentira deslavada: Como uma pessoa pode sobreviver da venda de cervejas em uma cidade tão pobre quanto Portel?

Simplesmente não dá para ser assim tão honesto nessa situação. De onde vem o dinheiro para comprar o pão nosso de cada dia? De onde vem a receita da conta de energia? De onde vem o bônus da féria do passeio do final de semana? Lógico que não vem da venda da cerveja, né? Vem mesmo do comércio dos filhos para serviços sexuais. O cidadão não está nem ai se isso não é uma coisa, digamos assim, ética. Quer prazer e paga para isso, não se importando com a vida humana. Aliás, quem se importa, não?

Talvez ninguém se importe mais com ela. Nanhuma manifestação foi feita em favor dela que emanasse do povo. Nada do que era esperado ser feito foi feito. É como se nada mais valesse a pena, como se as guerras pelas quais lutamos diariamente não tivessem mais nenhum sentido de se continuar... Culpa da falta de vergonha da oposição em não pedir o impeachment do presidente quando era para ter pedido. Quando estourou o escândalo do Mensalão, o presidente deveria ter caído. Mas se não cai, houveram vários momentos que poderia ter sido feito. Então o país perdeu a moral. Não se pode mais acreditar que quem quer que seja, ao cometer desvio semelhante, tenha a obrigação de cair. Estamos entrando em uma época negra da vida humana, como se o próprio satanás estivesse governando este planeta, sem que Deus conseguisse mandar em nada.

Será que ainda podemos fazer alçguma coisa para mudar esse nosso dia-a-dia, que mais parece com uma via-crúcis de sofrimento e descortesia? Será que ainda podemos esperar um novo amanhã, sem dores, sem frio, sem exageros, de mais respeito à vida?

Para falar a verdade, eu acredito que, desse jeito, só se esperarmos de Deus. Só ele, meus caros, é que pode devolder algum sentido à esta vida louca que vivemos hoje. Só ele para acabar esse sofrimento que macula a vida, que fere a moral, que constrange, acaba.

Senhor, venha ao teu reino!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Eleição ameaçada

Para aqueles que contam copmo certa a participação de Dilma Roussef nas eleições gerais do próximo ano, um aviso: A continuar os caminhos por onde estão, a ministra pode não concorrer no pleito. Tudo porque a doença lhe consome mais rapidamente que a campanha presidencial. Então, o governo aposta em um terceiro mandato, pois não tem nenhum outro nome para lançar à sucessão. O problema é que, com o terceiro mandato, cria-se um impasse, além de macular a imagem do presidente lula. Mas as classes menos favorecidas aceitam, claro, que o presidente continue no governo. Para estes, a ditadura, com Lula no Poder, não é bem uma ditadura.

O contraste entre Lula e FHC é desprezível. Lula falou mal do sociólogo porque ele viajava demais. Agora comete o mesmo erro. Lula condenou a corrupção e agora faz pior. Mas é desprezível porque os dois são da mesma corente: A social democracia. A única diferença exibível é que o partido dos trabalhadores conta com representantes que, outrora, eram representantes da ilegalidade no passado não muito distante. Fazem menos de 20 anos. Lembro-me que, naquela época, militantes do PT chegaram a agredir quem passava em carreata de candidato de oposição à indicação de Lula. Eu estava em um desses carros. a agressão foi com paus e pedras, como se quisessem fazer uma revolução a força neste país. Tal como na Rússia.

O problema da população é que, em todos os países que partiram para a mudança no regime governamental a partir de uma revolução, todos foram feitos com muitas mortes. China, com Mao-Tsé; Rússia, com Vladimir Lenin; Tchecoslováquia, com Tito; Irã, com Komeini, todos usaram de força físico-militar para implantar um governo que, embora fosse querido por todos, matava mais do que todas as guerras mundiais juntas! Quem mais sofreu com isso? OS POBRES. Eles pagaram (e ainda pagam) com a vida nessas mudanças. Em regimes democráticos, todos sabem que ainda que a situação seja ruim, nada fica realmente mascarado.

Conversei certa vez com o escritor Pedro Juan Gutierres, cubano, escritor famoso por seus livros, que me falou que jamais deixaria Cuba, apesar do sofrimento da ilha. E nada pior que tentar convencê-lo do contrário. Umn dos poucos que acreditam em uma mudança democrática. Hoje, pessoalmente, acredito justamente no contrário. Com a crise, as pessoas acreditam, erroneamente, que o melhor a fazer é afastar-se do melhor para crer que mais vale uma marquise junto ao governo tirânico que uma árvore aberta com possibilidades mil na democracia. Eles acreditam, nessa hora, em qualquer mentira que lhes venham a contar algum "sábio", furtando-lhes a consciência. Ai fica o chamado da razão, dizendo: "Isso não é a melhor maneira de resolver um problema. E você sabe que não". Então as pessoas se fazem de moucas e continuam trilhando o caminho da irresponsabilidade. E assim caminha a humanidade.

Assim fica fechado o circuito: Ou fazemos a vontade dos homens, dominados pela corrupção, ou fazemos a vontade de Deus, que é distribuir amor entre seus pares. Venceria a segunda se não fosse o orgulho do amor amalgado pelo narcisismo. Então o homem se aproxima da imundície mais sórdida, a corrupção, a falta de ética, a insensatez.

Outro dia, vi um acidente na confluência das avenidas Almirante Barroso, Nazaré e José Bonifácio. Enquanto guardas e os proprietários dos veículos envolvidos estavam por lá, apareceu um destes "malabaristas" de semáforo que a prefeitura do Edmilson criou apenas para pedir esmola com um pouco mais de classe e ganhar o mesmo trocado. Dirigiu-se aos veículos, na tentativa de observar o estado dos dois. E não se intimidou com a presença de ninguém. Parecia querer tirar proveito de alguma peça ou algo que tivesse ficado no chão no momento do choque. Para mim, foi o que pareceu no momento.

E é assim. Não podemos melhorar o mundo enquanto não melhorarmos nós mesmos. A ministra Dilma Roussef, digo para ter mais cuidado com ela mesma. Senão, como melhorará o mundo como presidente do Brasil? Quero dizer, se ela ganhar! Não acredito que ganhe, ainda que possa vir a dizer o contrário. Como se dizia no passado, "Cada um tem o governo que lhe convém". E o brasileiro não é diferente. Se quisesse um mundo melhor, começaria escolhendo governos melhores. Como nãopensa por esta chave...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Exigimos Moralidade

Quando a inteligência deixa de ser balizadora das boas ações, então a burrice comete os erros mais crasos. Vejam o caso da secretária adjunta da Saúde que, para resolver o problema da falta de remédios, resolveu comprar os mesmos com dispensa de licitação. Segundo nota da Imprensa, a dispensa ocorreu por causa do problema que vem se agravando com a saúde do combalido hospital Ofir Loyola. Diante dos olhos passam dois problemas, extremamente fáceis de serem resolvidos quando se tem à vista limpa, com luz suficiente para ver os fatos e corrigi-los. Quando não dá para corrigir os erros no presente, pode-se faze-lo no futuro, embora não sem algumas marcas. Agora o que não dá é para colocar o problema de uma forma que nos deixe outro problema mais adiante.

Os dois problemas do Ofir Loyola são apenas falta de medicamentos e insumos básicos para que todas as operações corram normalmente. Está certo que a um ou outro equipamento indispensável a operações ou cirurgias falte manutenção para que funcione bem. Um membro do alto escalão do governo acha que o problema se resolve criando outro. E o cria quando resolve deixar de contratar a compra de medicamentos sem licitação. Aliás, licitação também dá a idéia de tornar licito. Principalmente quando ela está ligada às finanças públicas.

Alguém nesse governo precisa aprender a conjugar o verbo gastar com mais lucidez. Porque gastar por gastar leva apenas ao desperdício. E se o governo desperdiça o dinheiro do povo com superfluo apenas porque economiza por causa da crise, o faz com dois erros: Primeiro porque gasta mal e segundo porque gasta errado. Economizar é a palavra de ordem. Mas se pode ser feita com outros setores. A primeira forma de economizar é gerar mais receita com impostos sem aumentá-los para tanto. Uma boa maneira de fazer isso é gerando postos de trabalho. Mais gente trabalhando significa mais dinheiro entrando na forma de impostos. E dá para fazer isso. Basta incentivar a industria madeireira, por exemplo, a mais prejudicada com a política do PT no estado.

Enquanto não fizermos nada para impedir o erro maior, enquanto não nos mobilizarmos para enfrentar o mal maior (que, repito, poderá ser a dispensa de funcionários do Estado), estaremos caminhando para, no mínimo, uma intervenção Federal. O caminho correto seria o Impeachment, já que o governo não consegue pôr nada nos eixos e se encontra mais perdido que cego em tiroteio. Mas, antes que seja realmente necessário chegar lá, alguém pode impedir isso, fazendo esse governo cair na real, seguir as leis (aliás, mais descumpridas que qualquer outra coisa) e começar a gastar direito os recursos conquistados à custa do trabalho alheio. Se fizer direitinho, a parte do Impeachment terá sido apenas a parte suja da história, mas logo apagada. Se não, logo surgirão pessoas capazes de pedir coerência nas ruas e, com isso, a destituição de certas pessoas de seus cargos (incluindo o alto escalão do governo). Aliás, isso já está acontecendo.

Como diria um amigo querido, falecido em 2004, exigimos Moralidade (Art. 5 LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;)

A lei é essa. Basta cumprir

domingo, 17 de maio de 2009

Caso Novelino: Petistas na mira de Chico Ferreira

Muita coisa aconteceu hoje. Esta postagem só sai agora, depois do meu deadline, porque me demorei com a leitura de uma matéria no Diário do Pará (sem a mesma referência do Juvêncio, que fora meu professor no passado). As conversas que tive hoje foram mornas, não dava para escrever nem 5 linhas de um tópico. Mas o que me movei a escrever essa postagem foi saber que o assassinato dos irmãos novelino resultou de nuvens negras que encobrem o céu da capital paraense. Por enquanto, não sei oficialmente que ligação tem o empréstimo de milhão e meio do deputado Alessandro com a morte de Ubiracy e Uraquitã. Mas uma coisa é certa: Assim como no caso de Celso Daniel, em São Paulo, este tem cheiro de participação política (e do PT), ainda que eles não tenham sido mandantes do crime.

Está lá, nas páginas do Diário: O empréstimo do deputado seria pago com quatro cheques, segundo afirma Chico Ferreira, hoje mais gordo que o Maradona, de R$ 750 mil reais, o que perfaz um total de R$ 3 milhões. Como os juros eram de 4%, há alguma coisa que não está sendo computada ai...

O que ainda está escondido nessa história? Muita coisa. A verdade é que talvez não vejamos a luz dela, porque o interesse maior é sabotá-la. Assim como no caso Celso Daniel, há o perigo que nomes ainda mais valiosos surjam ou que embolem toda a história para que, no fim, ninguém seja condenado. Como, aliás, tem sido estes últimos anos...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Nada de novo no Front

Para os leitores deste blog desde os tempos mais remotos de sua criação, não é nenhuma novidade que a Fifa anuncie a subsede amazônica da Copa para Manaus (e não em Belém), como era esperado. O projeto manauara é muito mais bonito e moderno que o paraense, ainda que consideremos a tradição do povo daqui em matéria de futebol.

Publicações mais técnicas já davam por certa a escolha da outra capital. Manaus já teve glamour em outras épocas e, com a copa, tem a sua chance de recuperar esse charme. O Teatro Amazonas, palco de uma das mais belas composições alemãs, mostra que a imposição sobre as obras artísticas do nosso estado não tem mais tanta importância nesse tipo de escolha. Para quem não entende partavinas disso, basta olhar em sites da internet mesmo os projetos que estão sendo levados em consideração para que os nossos visinhos levem a competição: Estádios modernos, investimentos em transportes e segurança (o que, aliás, por conta da incompetência administrativa do nosso governo, estão sendo cortados). O que nós temos e que não será nunca menor que o do manauara é a tradição no futebol. Aliás, em se falando em times de futebol, só vamos ver alguma competição depois do nordeste para baixo.

Para a governadora, estar fora da copa deve ser um alívio. Ter que potencializar obras em época de contenção de despesas deve ser duro. Investir não é gastar, como supõem alguns. Investir é enxergar mais além, antever posições, fazer ser a melhor opção para que, no futuro, apanhar o bonde da história e não apenas vê-lo passar. E quem não o faz em tempo útil, pode apenas passar perto do trem e não fazer parte da história. Muitos, por exemplo, dividem a história do Pará em Antes e Depois de Almir Gabriel passar pelo comando do Estado. Hoje a capital do Estado é algo realmente moderno, muito embora não se tenha feito nem metade do que era para ter sido.

Mas agora é tarde. Quem votou no PT esperando mudar alguma coisa na direção do comando do Estado pode se conformar em ter conseguido. Mudamos. Para pior. Hoje a saúde é tudo o que há de desumano, intragável para muitos. Nossa Segurança Pública amarga a corrupção, como no filme "tropa de elite". Não há uma política de desenvolvimento sólida. Apesar de estarmos com bastante dinheiro em caixa, soçobram as atitudes proativas, de vanguarda. Mas não é o que se vê na propaganda. E muitos ainda conseguem ver benesses na falta de segurança e saúde...

Bom, era o que eu tinha para dizer. Prometo ainda voltar ao tema quando sair a decisão oficial da FIFA. Mas não esperem mudanças...

domingo, 26 de abril de 2009

Vingança por bem ou por mal



Ou o Governo deve ter cuidado com o seu povo.

O que esperar de um governo que não corresponde aos anseios da população? Bom, no filme V de vingança, V conclama os cidadãos para que o vejam deflagrar a guerra contra os opressores, aqueles que, travestidos de roupas de poder, conseguem nos enganar por vastos periodos. Foi assim com o presidente Lula. Está sendo assim com a governadora Ana Júlia. Até quanto continuará desse jeito?

Esperemos que não muito. Apesar de tudo, os que antes dse mostravam a favor do discurso populista do presidente, hoje se veem no momento de renegar seu passado, tendo que fazer cortes aqui e acolá. As pessoas, em virtude disso, se acham no direito de buscar segurança no Estado, pedindo mais e mais recursos para serem gastos. E, vejam só, o Estado não tem mais dinheiro! Ele simplesmente tenta viabilizar um plano, o de fazer o povo pagar menos recebendo menos para isso para poder melhorar a sua aceitação da crise que prospera por ai. E, por outro lado, corta investimentos porque recebeu menos dinheiro e não os dispõe agora para pagar a festa feita anos atrás. A pergunta é: Lá adiante vão aumentar os impostos?

A última pegadinha daqui do Estado é a governadora Ana Júlia que, no afã de ajustar as finanças, acabou por cortar os investimentos de maneira mais pesada. Escolheu a hora errada para brincar de administrar. E agora tem que cortar. Mas claro, não creio que na própria carne. Com a mesma desculpa, acabou com a licensa-prêmio. Tirou benefícios de servidores. Isso sem contar que a gestora municipal não cumpre os mandados de reintegração de posse expedidos pelos tribunais legalmente constituídos. E com isso, corre o risco de sofrer Impeachment.

Onde entra mesmo o vídeo postado acima? Simples. Quando um governo apenas faz questão de tentar amordaçar o seu povo, deveria lembrar-se de que o povo tem os instrumentos de sacrificar os governos. E alguns tem ainda o poder da arguição, levando os outros a inquirir seus governantes, colocando-os contra a parede e mostrando que quem manda mesmo é o povo.

Porém, vale sempre a pena rever as imagens. Vale a pena, também, rever os últimos fatos ocorridos por conta do MST no interior do estado. Onde os bandidos mandam mais do que as pessoas de bem, isso deveria servir de alerta. Tanto para o governo, para que deixe de enganar o seu povo, quanto para o próprio povo, para que deixe de acreditar piamente em seu governo. Até porque é ele quem sofre no final das contas.

Sugiro que vocês assistam com bons olhos ao vídeo acima, prestando atenção e colocando, sob suspeita seus governos, exclusivamente. Afinal, este é um post sobre política e não sobre religião. Questionem sempre, pois quem tem a chave do cofre tem a necessidade de mentir. E, mentindo, pode tudo.

Eu sempre questiono. Mesmo quem for do mesmo partido em que acredito. Afinal, como homens e imperfeitos que somos, estamos fadados a errar. Uns mais que outros. E, pela nossa própria imperfeição, somos nós egoístas e queremos tudo para nós mesmos. O problema maior é quando esse egoismo supera a barreira do aceitável, como parece ser o caso da Governadora em Exercício, Ana Júlia Carepa.