Para aqueles que contam copmo certa a participação de Dilma Roussef nas eleições gerais do próximo ano, um aviso: A continuar os caminhos por onde estão, a ministra pode não concorrer no pleito. Tudo porque a doença lhe consome mais rapidamente que a campanha presidencial. Então, o governo aposta em um terceiro mandato, pois não tem nenhum outro nome para lançar à sucessão. O problema é que, com o terceiro mandato, cria-se um impasse, além de macular a imagem do presidente lula. Mas as classes menos favorecidas aceitam, claro, que o presidente continue no governo. Para estes, a ditadura, com Lula no Poder, não é bem uma ditadura.
O contraste entre Lula e FHC é desprezível. Lula falou mal do sociólogo porque ele viajava demais. Agora comete o mesmo erro. Lula condenou a corrupção e agora faz pior. Mas é desprezível porque os dois são da mesma corente: A social democracia. A única diferença exibível é que o partido dos trabalhadores conta com representantes que, outrora, eram representantes da ilegalidade no passado não muito distante. Fazem menos de 20 anos. Lembro-me que, naquela época, militantes do PT chegaram a agredir quem passava em carreata de candidato de oposição à indicação de Lula. Eu estava em um desses carros. a agressão foi com paus e pedras, como se quisessem fazer uma revolução a força neste país. Tal como na Rússia.
O problema da população é que, em todos os países que partiram para a mudança no regime governamental a partir de uma revolução, todos foram feitos com muitas mortes. China, com Mao-Tsé; Rússia, com Vladimir Lenin; Tchecoslováquia, com Tito; Irã, com Komeini, todos usaram de força físico-militar para implantar um governo que, embora fosse querido por todos, matava mais do que todas as guerras mundiais juntas! Quem mais sofreu com isso? OS POBRES. Eles pagaram (e ainda pagam) com a vida nessas mudanças. Em regimes democráticos, todos sabem que ainda que a situação seja ruim, nada fica realmente mascarado.
Conversei certa vez com o escritor Pedro Juan Gutierres, cubano, escritor famoso por seus livros, que me falou que jamais deixaria Cuba, apesar do sofrimento da ilha. E nada pior que tentar convencê-lo do contrário. Umn dos poucos que acreditam em uma mudança democrática. Hoje, pessoalmente, acredito justamente no contrário. Com a crise, as pessoas acreditam, erroneamente, que o melhor a fazer é afastar-se do melhor para crer que mais vale uma marquise junto ao governo tirânico que uma árvore aberta com possibilidades mil na democracia. Eles acreditam, nessa hora, em qualquer mentira que lhes venham a contar algum "sábio", furtando-lhes a consciência. Ai fica o chamado da razão, dizendo: "Isso não é a melhor maneira de resolver um problema. E você sabe que não". Então as pessoas se fazem de moucas e continuam trilhando o caminho da irresponsabilidade. E assim caminha a humanidade.
Assim fica fechado o circuito: Ou fazemos a vontade dos homens, dominados pela corrupção, ou fazemos a vontade de Deus, que é distribuir amor entre seus pares. Venceria a segunda se não fosse o orgulho do amor amalgado pelo narcisismo. Então o homem se aproxima da imundície mais sórdida, a corrupção, a falta de ética, a insensatez.
Outro dia, vi um acidente na confluência das avenidas Almirante Barroso, Nazaré e José Bonifácio. Enquanto guardas e os proprietários dos veículos envolvidos estavam por lá, apareceu um destes "malabaristas" de semáforo que a prefeitura do Edmilson criou apenas para pedir esmola com um pouco mais de classe e ganhar o mesmo trocado. Dirigiu-se aos veículos, na tentativa de observar o estado dos dois. E não se intimidou com a presença de ninguém. Parecia querer tirar proveito de alguma peça ou algo que tivesse ficado no chão no momento do choque. Para mim, foi o que pareceu no momento.
E é assim. Não podemos melhorar o mundo enquanto não melhorarmos nós mesmos. A ministra Dilma Roussef, digo para ter mais cuidado com ela mesma. Senão, como melhorará o mundo como presidente do Brasil? Quero dizer, se ela ganhar! Não acredito que ganhe, ainda que possa vir a dizer o contrário. Como se dizia no passado, "Cada um tem o governo que lhe convém". E o brasileiro não é diferente. Se quisesse um mundo melhor, começaria escolhendo governos melhores. Como nãopensa por esta chave...
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
"Controles Sociais"... Agora no Judiciário
O que seria um "controle social" de alguma coisa? Uma forma mais moderna de saber que alguém ou alguma coisa faz ou se não há interesses escusos por detrás de certas afirmações? Penso eu que não é nada disso. É apenas mais uma forma do governo impor a sua visão a alguma coisa que seja independente. Ela tentou controlar o "audiovisual" e conseguiu com a Ancine. Ele tentou controlar o Jornalismo com o Conselho Federal — só que este não deu certo. E não deu certo porque a imprensa e a sociedade viram na atitude uma maneira de controlar o que falam os jornalistas. Isso, para qualquer pessoa, é a proibição do direito constitucional da livre expressão. O governo voltou atrás, mas ainda não enterrou a idéia do conselho, ainda defendida por vários petistas. Mas o que querem realmente com o "Controle Social do Judiciário"?
A primeira vista, o Controle Social seria algo capaz de "prender" juízes e representantes do judiciário que estivessem envolvidos com falcatruas ou ilícitos. Essa pelo menos é a idéia. Mas é apenas o ornamento externo que querem colocar antes de mostrarem realmente a verdadeira face: eliminar as punições aos criminosos amigos do Governo, como MST e afins. Quando alguma coisa do gênero chegasse ao STF, por exemplo, o órgão "teria o poder", imagino eu, de rebaixar a decisão do poder constitucional para permitir que os sem-terra pudessem ficar livres. Mas pode ser ainda mais grave: Eles podem tornar sem efeito uma decisão do judiciário que desagrade o governo federal (caso da cassação de José Dirceu), mantendo-lhe os poderes políticos, como se nenhum tribunal pudesse julgá-lo. Onde está a imparcialidade do controle? Ela simplesmente não existe!
A primeira coisa que um bom jornalista deve aprender com o seu ofício é sempre desconfiar de quem tem o poder nas mãos, pois seu interesse sempre é maior do que os dos outros. Sempre que o governo parecer um bom samaritano, desconfie.
Li um e-mail recebido por uma pessoa amiga onde um certo médico publica uma certa "carta" onde ele convida as pessoas a participarem de um tal "movimento", que visa criar outro controle externo ao judiciário. Soube, depois de ler a mensagem, que o tal médico é presidente de sindicato, o que já não é boa coisa ao meu ver. Um radialista de Belém com um programa matinal afirmou, categórico: "Sindicalista gosta de atrapalhar". Baseado nesta afirmação, refleti e vi que ele não poderia estar mais certo. Afinal, você já viu sindicato lutar por melhores salários se o próprio salário do sindicalista não estiver atrelado a este "aumento"? É cada um puxando a brasa para a sua sardinha!
Ao meu ver, o Judiciário deveria escolher melhor os juízes que julgam os atos baseados na lei aprovada nas casas legislativas. E muitos magistrados são unânimes em comentar: Juíz precisa ter vivência. Precisa ter experiência de vida, além de conhecimento. Eu comungo dessa opinião. Sem viver determinadas situações, como poderá um ser humano julgar alguém? Me acontece uma frase que lembro, citada no Claudio Humberto dia desses, que seria de Roberto Campos para uma senadora do PT, à época: "Você tem idéias boas e idéias novas. O problema é que as boas não são novas e nem as novas são boas". Seria interessante que este senhor fizesse uma reflexão sobre isso antes de falar sobre mais "controle"
Para finalizar, gostaria de sugerir aos leitores uma pequena leitura, aqui mesmo no Blog. Fiquei sabendo que o autor defendeu tempos atrás (no seu tempo) o socialismo, mas o interessante é a frase dele, não o que ele defendeu. Isso serve também para que reflitamos sobre as idéias mais nefastas que pululam de tempos em tempos, em bocas não muito cautelosas:
"Liberdade significa responsabilidade. Por isso tantos a temem."
Bernard Shaw
A primeira vista, o Controle Social seria algo capaz de "prender" juízes e representantes do judiciário que estivessem envolvidos com falcatruas ou ilícitos. Essa pelo menos é a idéia. Mas é apenas o ornamento externo que querem colocar antes de mostrarem realmente a verdadeira face: eliminar as punições aos criminosos amigos do Governo, como MST e afins. Quando alguma coisa do gênero chegasse ao STF, por exemplo, o órgão "teria o poder", imagino eu, de rebaixar a decisão do poder constitucional para permitir que os sem-terra pudessem ficar livres. Mas pode ser ainda mais grave: Eles podem tornar sem efeito uma decisão do judiciário que desagrade o governo federal (caso da cassação de José Dirceu), mantendo-lhe os poderes políticos, como se nenhum tribunal pudesse julgá-lo. Onde está a imparcialidade do controle? Ela simplesmente não existe!
A primeira coisa que um bom jornalista deve aprender com o seu ofício é sempre desconfiar de quem tem o poder nas mãos, pois seu interesse sempre é maior do que os dos outros. Sempre que o governo parecer um bom samaritano, desconfie.
Li um e-mail recebido por uma pessoa amiga onde um certo médico publica uma certa "carta" onde ele convida as pessoas a participarem de um tal "movimento", que visa criar outro controle externo ao judiciário. Soube, depois de ler a mensagem, que o tal médico é presidente de sindicato, o que já não é boa coisa ao meu ver. Um radialista de Belém com um programa matinal afirmou, categórico: "Sindicalista gosta de atrapalhar". Baseado nesta afirmação, refleti e vi que ele não poderia estar mais certo. Afinal, você já viu sindicato lutar por melhores salários se o próprio salário do sindicalista não estiver atrelado a este "aumento"? É cada um puxando a brasa para a sua sardinha!
Ao meu ver, o Judiciário deveria escolher melhor os juízes que julgam os atos baseados na lei aprovada nas casas legislativas. E muitos magistrados são unânimes em comentar: Juíz precisa ter vivência. Precisa ter experiência de vida, além de conhecimento. Eu comungo dessa opinião. Sem viver determinadas situações, como poderá um ser humano julgar alguém? Me acontece uma frase que lembro, citada no Claudio Humberto dia desses, que seria de Roberto Campos para uma senadora do PT, à época: "Você tem idéias boas e idéias novas. O problema é que as boas não são novas e nem as novas são boas". Seria interessante que este senhor fizesse uma reflexão sobre isso antes de falar sobre mais "controle"
Para finalizar, gostaria de sugerir aos leitores uma pequena leitura, aqui mesmo no Blog. Fiquei sabendo que o autor defendeu tempos atrás (no seu tempo) o socialismo, mas o interessante é a frase dele, não o que ele defendeu. Isso serve também para que reflitamos sobre as idéias mais nefastas que pululam de tempos em tempos, em bocas não muito cautelosas:
"Liberdade significa responsabilidade. Por isso tantos a temem."
Bernard Shaw
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