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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Compare as crises: 1929 e 2009.

Faz tempo eu digo que esta é uma crise muito grave. Mas poucos me dão ouvidos.

Hoje abri o e-mail e me deparei com uma informação interessante. Com o que li sobre o desenho daquela história de 70 anos atrás, vejo que aquela não foi uma crise difícil de se superar. Esta é que é um big problema. Porque não demos a devida atenção para a que ainda estamos vivendo. Se repararmos direitinho, veremos que o que eu digo é mesmo a verdade: Esta crise ainda não está nem perto de acabar...

Queda inicial da indústria é semelhante nos dois tempos. Mas a do comércio e do mercado de ações é mais grave na atual, até esta etapa. Temos ainda o viés autoritário que se desenha em cada nação, em cada país, velho ou novo, que se vislumbre hoje. EUA, Irã, Itália, Brasil... São vários os motivos para a preocupação, mas o que acaba acontecendo é uma coisa só.

Ausência de liberdades é uma coisa ainda bem pior. E ainda estão falando que Lula poderia ir para o Banco Mundial. Querem um motivo maior para terem medo? Não, eu não vou mais assustar vocês com esse tipo de informação. Já estou me sentindo meio que como o Neo da trilogia Matrix.

Clique abaixo e depois clique outra vez em cada um dos três gráficos.
Apresentação da MCM - consultores.

terça-feira, 23 de junho de 2009

A crise e o emprego

Folha de São Paulo

Total de postos de trabalho fechados desde novembro, supera os 500 mil. A geração de empregos de maio foi a maior desde o agravamento da crise financeira, em setembro de 2008. No mês passado, foram gerados 131,6 mil postos de trabalho com carteira assinada, no saldo de contratações e demissões, mas ainda não foi suficiente para compensar as demissões feitas. Na indústria o saldo foi de apenas 700 empregos. De novembro do ano passado a janeiro deste ano, foram fechados 797,5 mil empregos formais. De fevereiro a maio, foram criados 281,8 mil postos. Os dados são do Caged do Ministério do Trabalho.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Populismo e manipulação: Argentina em crise?

A transição democrática argentina abriu com três forças políticas. O tradicional binômio - União Cívica Radical (UCR), de origem liberal, depois social-liberal e social-democrata, o Partido Justicialista (PJ), peronista, com todas as suas correntes, da esquerda à direita, e o sindicalismo e uma Frente de Esquerda (FE). O governo Alfonsín (UCR) inaugurou o período democrático no final dos anos 80. Se por um lado estabeleceu as instituições democráticas, por outro, perdeu o controle da economia, com hiper-inflação. Com isso, antecipou em alguns meses a posse do novo presidente, Menem.

Menem surpreendeu nas primárias do PJ, enfrentando Cafiero, poderoso governador de Buenos Aires e favorito. Numa pré-campanha com todo tipo de populismo, tornou-se candidato do PJ. Vencer a UCR, num quadro como esse, era tarefa simples. Assume, se esquece das promessas e introduz a mais radical das políticas econômicas liberais. Seu superministro, Cavallo, aplica uma paridade fixa com o dólar e conversibilidade. A economia responde, cresce, a euforia interna e externa se traduz numa Argentina como parâmetro para todos.

Nesse processo a FE cresce, agrupando segmentos social-democratas e socialistas e as Mães da Praça de Maio, com Gabriela Meijide à frente. Confronta Menem, em sua reeleição, com Bordon e quase provoca um segundo turno. O quadro econômico argentino vai se desfazendo e a conversibilidade sendo desmontada. Menem desiste de um terceiro mandato e o PJ apresenta Duhalde, governador da província de Buenos Aires (quase 40% do eleitorado). Menem torce por sua derrota, certo que voltaria consagrado em outra eleição.

A FE se alia a UCR, já social-democrata. Nas primárias vence o prefeito de Buenos Aires-DF, De La Rua, um político sem cores, um administrador regular, mas que fazia o contraponto da ética com Menem. Torna-se presidente com o líder da FE, Chacho Álvarez, como vice (que preside o senado). Meijide perde a eleição para governadora da província de Buenos Aires. Com poucos meses, instaura-se a crise política por escândalo no senado e a passividade de De La Rua. Seu vice renuncia em nome da ética.

O processo de desmanche da conversibilidade prossegue até que explode e junto com ele os protestos, até a anarquia pela desintegração dos depósitos da população. Retorna Cavallo e o quadro piora. A Argentina para, no meio do caos. De La Rua renuncia e sai fugido do palácio, de helicóptero. Os presidentes da câmara e senado assumem e horas depois renunciam. Até que se busca em Duhalde a solução. Este assume e enfrenta a crise com o reconhecimento de apenas 25% da dívida externa, dando prazo aos credores. Com seu ministro Lavagna estabelece bases realistas até a situação caminha para a normalização.

Convoca eleição presidencial, e como máximo respaldo, indica um governador de pequena província, Kirchner, do PJ, que garantiria a continuidade de suas políticas com Lavagna e o retorno de Duhalde na próxima eleição. Menem passa para o segundo turno e desiste. A economia mundial entra em fase ascendente. Kirchner adota medidas populistas, que impulsionam o crescimento para 8% a 9%, com uma inflação crescente e preços tabelados da energia e combustíveis.

Adquire enorme popularidade. Passa a governar por lei delegada e sem oposição. Rompe com Duhalde e Lavagna e designa sua mulher, Cristina, para a presidência, de forma a que possa voltar presidente na eleição seguinte. Desintegra o PJ, que passa a ter sublegendas autônomas, e articula frentes regionais com partidos pequenos, desmontando o quadro partidário. A UCR, desmoralizada com De La Rua, se desmonta e adere em grande medida a Kirchner. O quadro partidário desaparece na Argentina, transformando-se em forças eleitorais agrupadas pragmaticamente.

A economia argentina, já em 2008, dá sinais de esgotamento, e com a crise mundial, se desarruma, levando com ela Cristina para uma forte rejeição. O confronto com o setor rural se aprofunda. A oposição se reagrupa em dois vetores mesclados sob diversas lideranças, como o novo prefeito de Buenos Aires-DF, Macri, a deputada Carrió, o senador Reutemann e o deputado Narváez, empresário que adquire no vácuo, popularidade.

Kirchner, temeroso da derrota na eleição parlamentar de outubro (50% da Câmara e 1/3 do senador) de 2009, e de perder a maioria no Congresso, resolve antecipar as eleições para 28 de junho, de forma a evitar o pior. Propõe uma eleição plebiscitária do tipo "eu ou o caos". Estabelece listas testemunhais (com governadores e prefeitos na cabeça para dar votos e não assumirem os mandatos). As pesquisas apontam a derrota dos Kirchner, mas não necessariamente a perda de maioria no Congresso.

É isso o que o eleitor argentino decidirá dia 28: se a vitória das oposições (provável) será suficiente para retirar a maioria dos Kirchner, ou não. Na medida em que Kirchner oferece a disjuntiva "eu ou o caos", constrói-se um clima de incertezas quanto a estabilidade futura política e econômica argentina. Este binário de incertezas -maioria e estabilidade- começa a ser desvendado a partir da noite do dia 28 de junho próximo. O governo brasileiro acompanha silencioso esse processo. Os empresários nem tanto. Os políticos olham para dentro, para seus problemas. E La Nave Va...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Brasileiro não sente a crise?

Trechos da coluna de Cesar Maia na Folha de SP, 13/06.

Após oito meses de uma grave crise econômica, a percepção dos brasileiros sobre a crise, é melhor, que em março. Em alguns itens muito melhor. Não há indicador econômico que permita chegar a esta conclusão. Que razões explicam essa reação da opinião pública?

Seis elementos explicativos. O primeiro é a menor intensidade das informações publicadas. Na medida em que elas são percebidas como parecidas, mantê-las em destaque contrariaria a lógica da renovação do noticiário. O segundo, depois de 3 anos de crescimento econômico e seus efeitos positivos sobre o emprego e renda\consumo, é a esperada torcida para que a crise passe logo. O terceiro elemento é a própria natureza empresarial dos meios de comunicação, que são parte da crise, com a redução dos patrocínios, da circulação e da audiência. As boas notícias e as previsões otimistas de economistas, empresários e políticos, ganham destaque, e as más noticias são deslocadas para os cadernos econômicos.

Lula é o quarto elemento. Em seu conhecido voluntarismo, optou por minimizar a crise (marolinha) desde o início. Lula estimulou o consumo, que mesmo não tendo vindo, se ajustou ao discurso otimista. Com isso, vestiu o traje de protetor do povo contra a crise (externa), que, aliás, sempre lhe coube muito bem. O quinto, num terceiro ano, pré-eleitoral, os governos, federal e estaduais, frente a uma crise imprevisível e seus riscos políticos, aceleraram os gastos publicitários.

Finalmente é importante lembrar, que desde 2006, pós-mensalão, o governo federal passou a ter um forte vetor publicitário direcionado à imprensa das cidades menores, especialmente pólos. A grande imprensa –exceção à TV- não circula nessas cidades (FSP, 13/06: No início do governo Lula, a publicidade oficial atingia 182 municípios. Agora, são 1.149). A sinergia destes seis elementos ajuda a explicar as pesquisas. A questão de sua sustentabilidade depende do acerto ou não, das previsões otimistas e suas relações com o cotidiano das pessoas.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Brasil em recessão normal, avaliam economistas.

Segundo a manchete do jornal Folha de São Paulo de hoje, o Brasil, diferentemente do que acredita o ministro Mantega, está em uma recessão normal, porém, as chances de ele continuar descendo a ladeira são mais remotas. Assim pensam os economistas Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central) e Delfim Neto (ex-ministro da Fazenda). Segundo estas mesmas personalidades, o país deve voltar a crescer no ano que vem. Ainda segundo o jornal, a queda no mercado mundial atingiu a cifra de 16%. Isso levou os investimentos a uma queda acentuada, de 12%O Brasil só se salvou mesmo pelo setor de Serviços (alta de 0,8%) o consumo das famílias (0,7%) e do temido aumento no gasto público (de módicos 0,6%).

O que esses números indicam? Que se a economia melhorar muito este ano podemos ter estagnação econômica. E se esses números se mantiverem desse jeito, ainda teremos um cenário ainda mais pessimista. Atrelado aos números do mercado mundial, o Brasil, assim como qualquer estado capitalista, depende muito do mercado para vender seus produtos. Mudanças na economia mundial nos afetam, sim, e estamos dependentes desses mercados. Não podemos simplesmente pensar em mudar o jogo porque isso afetaria de forma ainda mais catastrófica. Uma decisão insensata agora nos levaria ainda mais para o buraco do desemprego. Já estamos principiando viver uma guerra civil, pois as autoridades não dão à mínima para o cumprimento das leis. Já noticiei fato relevante aqui. Mais cedo ou mais tarde vocês verão que estou certo.

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No Ex-blog do César Maia:

K E N N E T H R O G O F F :

Americanos ficarão chocados
quando chegar fatura da crise!

Palestra em SP promovida pelo DEM, na segunda-feira, 08/06.

1) 2009 é um ponto de crise sem precedentes. Desde que o FMI começou a medir o crescimento mundial (1970) não temos um crescimento mundial negativo. O desemprego nos EUA vai atingir dois dígitos. Podemos voltar aos níveis anteriores "normais"? A taxa de poupança do EUA era de 12% em 1983. Em 2007 foi de -1%. Isso era normal? A Economia Americana teve um enfarte e, como infartado, tem que mudar hábitos. Não é possível manter os patamares anteriores de gasto.

2) É a primeira crise desde 1929 realmente global. A superação da crise está levando os EUA a níveis inacreditáveis de déficit, que levam a aumento de impostos ou inflação sem precedentes. Obama foi eleito com a promessa de mais gastos. Isso será um problema para ele. A conta do socorro aos bancos ainda não foi apresentada ao contribuinte americano. Ele ficará chocado quando receber a fatura.

3) Brasil: Em 2009 o Brasil deverá decrescer em 2%. No Brasil a recessão parece ser normal e não uma crise severa como nos EUA. Como problemas, o Brasil tem: o crescimento do governo, a perda do momento das reformas e a taxa de investimentos em apenas 11%.


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Ou seja, o momento está favorável para nós e ruim para os americanos, que, depois de um "proer" lá, agora terão que fazer mais cortes em sua estrutura estatal, permitindo menor gasto. Afinal, o cidadão americano tem horror a gastos dos quais ele não tem controle, que não sejam do seu estrito controle. Melhor que o gasto seja dele do que do Estado.

Para Armínio Fraga, papel do Banco Central mostra-se estritamente positivo. Mas mesmo assim isso não mudará o cenário lá adiante. "Aritiméticamente, não é impossível um PIB positivo este ano, mas não é o mais provável". Provavelmente, ele deve estar se referindo aos ajustes conseguidos na última década, com o governo FHC.

Seguimos em uma maré melhor do que a que estava quando entramos nessa crise. Lula, como sempre, deve sair melhor do que entrou. Afinal, alguém já disse que este é o presidente Teflon. Mas eu e você pagaremos a conta de qualquer insanidade...

terça-feira, 9 de junho de 2009

NY Observer demite 1/3 da Redação

Extraído do Ex-Blog do César Maia

http://www.adnewstv.com.br/gente.php?id=89457

O semanário norte-americano New York Observer anunciou corte de um terço de sua equipe de reportagem. "Reduzir o tamanho de nossa equipe de reportagem não é uma decisão fácil de fazer. Infelizmente, o New York Observer não está imune às pressões econômicas”, disse o presidente da empresa, Cristopher Barnes. O New York Observer é um semanário estadunidense especializado na cobertura de entretenimento, mídia, política e cultura. O jornal foi criado há 12 anos pelo investidor Arthur L. Carter e tem como editor o veterano jornalista Peter Kaplan.

Noticiário: Só coisa ruim!

Esta semana, uma avalanche de notícias ruins invadiu o noticiário, mas duas se destacam: Primeiro, que estamos em Recessão. Segunda, o desconto no IPI de carros novos vai acabar. Pelo menos foi o que afirmou o ministro Mantega, numa clara ação do governo contra o crescimento do PIB. Para o Ministro, a indústria já dá sinais de que se recuperou da "marolinha" da crise econômica.

Para quem não sabe o que significa, Recessão é uma situação em que a atividade econômica diminui seu ritmo por um período (para alguns economistas, mais de três trimestres consecutivos). Uma recessão é considerada menos grave do que uma depressão, que é uma situação de grave crise econômica, em que o crédito desaparece, o desemprego explode, as falências se multiplicam, o comércio internacional e o investimento encolhem e as moedas se desvalorizam por longos períodos. Uma depressão é uma forma grave de recessão.

Para o nosso ministro, estamos em um período de recessão técnica. O fato de ser técnico é apenas por ser de duração menor que três meses, como vemos anteriormente. Mas ninguém sabe se essa recessão se tornará uma Depressão. A possibilidade de isso acontecer é real. Não podemos descartar essa possibilidade. Ao contrário do que noticia o ministro, industrias estão fechando. Empregos estão sendo fechados. Oportunidades são jogadas fora todos os dias. Por culpa da crise financeira apenas? Não. O Governo gasta muito e mal. Isso por si eleva o custo do dinheiro para o povo, que é quem movimenta a economia. Isso sem contar que uma empresa dá para o governo 52% de tudo aquilo que ganha. Claro que muitas não pagam, mas essa é a regra.

Como apostou Angela Merkel, da Alemanha, a solução pé cortar impostos ou diminuir sensível e ferozmente a burocracia. Atualmente passamos 6 meses apenas para abrir uma empresa. E depois desse ponto, só 32% das empresas sobrevivem mais de 5 anos. Porque o governo continua agindo assim?

Depois as pesoas falam que o capitalismo é que mata...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Morte à vista

Quem diria que minhas previsões seriam acertadas este ano? Não se trata de apostar contra o meu próprio povo, mas sim de antever o que está por vir: Uma gravíssima recessão. E a que se avisinha não é nem sombra perto da que o mundo já viveu em 30. Aquela foi fichinha. Quem ainda não entendeu de quem foi a culpa pela bolha nesta, entenda: GOVERNO. Pode parecer piada, mas com a idéia de intervir no mercado e mandar abrir crédito para quem não podia pagar foi do Governo americano (Partido Democrata, diga-se, nada tem a ver com o partido Democratas brasileiro).

Os primeiros sinais de que estamos sob uma chuva de notícias ruins é a que esta semana proviu de Nelson Tanure, dono da CBM (Companhia Brasileira de Multimídia), que havia comprado o jornal Gazeta Mercantil. Segundo informação contida no Ex-blog do César Maia, Tanure teria dito: "Não se iludam porque o jornal acabou". Os passivos trabalhistas chegaram a mais de R$ 200 milhões. Com os salários atrasados e sem poder pagar as suas obrigações, o jornal decreta a sua própria falência. Quer dizer, pode ser a mesma coisa que aconteceu com a Província do Pará (que fechou suas portas em 2001), porque um produto atual tem que acompanhar as mudanças e ter bons profissionais na redação. Se ficar obsoleto, será ultrapassado. Se ficar feio, será devorado! Foi o que aconteceu com os dois jornais: Província do Pará e Gazeta Mercantil. A reforma gráfica não melhorou em nada o jornal e, some-se a isso as dívidas...

Mas nada como um dia atrás do outro, com a noite no meio. Se fosse só o meio que tivesse acabado, teríamos a falência de outro jornal do mesmo segmento. Valor Econômico. Este, criado a partir de uma Joint Venture das empresas Globo e Folha de São Paulo, ainda suspira, aliviado, com a ajuda das duas redações. Nesse caso, parece que a visão do negócio parece mesmo ser o caminho das fusões. Assim, preparem-se, porque temos um produto que pode estar ultrapassado, mas que, se sobreviver, terá que matar alguns. Por isso eu digo que, se você não for o melhor dentro daquilo que você está fazendo, corra e se atualize para ser o menos pior. Se você não se mexer, fatalmente perderá o seu emprego. Se o jornal não se mexer, fatalmente será assassinado com o tempo.


Ex-Blog dá a real dimensão
da tragédia nos Jornais.

Gazeta Mercantil deve parar de circular. Dono pede que funcionários não se iludam porque o jornal "acabou". Passivo trabalhista de 200 milhões e salários atrasam. (FSP, 26/05)

Portanto, se você é Redator, Editor, Reporter, Diagramador, Artefinalista ou alguma outra função que dependa unicamente do jornal, fique esperto e corra. esta crise pode lhe custar o emprego a curto ou médio prazos.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Crise: Povo merece respeito!

E o desemprego bate recordes mundo afora. No Brasil, as notícias vêm agora como um prego para rterminar de nos crucificar. No mundo, governos adotam uma postura mais À direita para se livrarem de prejuízos certos. Porquê? Por que jogar com o dinheiro do povo em épóca de crise braba como essa que ainda nos cerca é certamente mexer com a paciência do povo. Este quer saber se amanhã haverá dinheiro para comprar a comida que ele sempre come. Aquele está esperando para saber quando poderá pegar mais um pouco do dinheiro do povo via impostos.

Nos EUA, o povo sabe disso. Prova é que, ao primeiro sinal de aumento dos impostos para que a crise mantenha os principais empregos do país, eles não são tolos em afirmar que podem lidar muito bem com a crise e o governo que pague a sua parte de sacrifício. Como o governo não pode arcar com mais do que já está arcando, ele põe À venda o que ele pode. Experimente aumentar lá os importos em uma fraçãozinha que seja e prepare-se para ser achacado e tirado do poder. Faça a mema coisa aqui e o povo fica triste, no máximo - isso quando sabe do aumento dos impostos.

Tivemos uma oportunidade imensa quando tiramos Collor do Palácio do Planalto. Naquele momento, a mensagem a ser passada aos políticos era: "Tomem cuidado conosco. Nós colocamos vocês ai dentro e nós podemos tirar". Ao primeiro sinal de que eles estivessem gozando da nossa cara, deveríamos sair às ruas para achacar e tirar aquele que ousou achar que manda. Mas nós não sabemos ainda lidar com esse instrumento novo que é a democracia. Pagamos mas não sabemos cobrar. O oposto dos americanos, que dizem sempre que encontram um político mal visto: "I'm a Citizen".

Aqui a bandalheira corre solta, sem que nos apercebamos do que estamos perdendo. Um exemplo prático? Procure um jovem que, ao ouvir o sinal da Voz do Brasil, diga: "silêncio, eu quero ouvir". Nada. Na mesma passagem, ele diz: "Ih, muda logo de estação. Põe aquele CD ai. Escutar isso é o fim da picada". Existem excessões, é claro, assim como toda a regra. Mas a imensa maioria vai pedir para desligar o rádio.

Resultado? O Brasil ainda é regido por leis que cairam em desuso. Cada hora aparece mais um imposto sem que saibamos para quê ele serve. CPMF, PIS, Cofins, IR, ICMS, IPTU, IPI, CSS... São tantos que às vezes dá até para confundir. Veja: Na sua conta de energia elétrica vem uns 4 logo: ICMS, COFINS, Iluminação Pública e alguma outra taxa que eu não lembro. E isso se repete em cada conta que você tem que pagar. Água, Telefone... A questão é que nós aceitamos pagar tudo isso e, sempre que o governo cria um imposto novo ou aumenta uma alíquota qualquer, não reclamamos. Mas achamos ruim que alguém fique rico depois de ter trabalhado bastante. Que mal está em ganhar dinheiro, desde que ele seja honesto?

Quem enriquece honestamente é porque merece, faz por onde. Muitos parlamentares enriquecem injustamente e não achamos tão mal nisso. Vejam exemplos os exemplos. De onde acham que o Jáder tirou dinheiro para financiar suas inserções em negócios aqui e acolá? No Estado, garanto. E, se tomarem como base o salário maior da república, verão que não dá para amealhar fortuna trabalhando no governo. Se um político ganhar, limpo, R$ 40 mil, em um mês, ele consegue R$ 40 milhões em cinco mandatos? Claro que não, nem se ele ganhasse dez vezes isso. A menos que ele tenha uma forma obscura de ganhar esse dinheiro. Dai tem. Tome-se por exemplo o deputado do Castelo, de R$ 25 milhões. Quantos meses ele passou sem comer nada. Sem pagar contas de luz e água. Sem pagar a gasolina do transporte do carro dele e sem pagar as contas da casa dele e da família. DEZ? Não dá para simplesmente evitar falar nisso.

Nós precisamos nos conscientizar de que temos carregado esse país nas costas. Pagamos cada luxo do governo Lula, Ana Júlia e Duciomar. CADA funcionário público recebe o dinheiro que pagamos com impostos. Eles não tem mais direito que nós de sobreviver. É exatamente isso o que acontece quando estamos ao lado de um governo que toma conta de tudo, como o nosso. Os políticos tomam tanto conta de cada coisa que tem mais direito do que nós, que lhes pagamos. Veja: Quando você vai em um hospital e é mal atendido, não pode falar nada porque há uma lei que proíbe e até pode te levar em cana. Mas quem está sendo lesado é você. Quando você ouve as reclamações de que o governo está pagando dinheiro aos deputados para aprovar mais um esquema em Brasília, você até pode achar ruim, mas não pode simplesmente dizer que está insatisfeito lá no Congresso, pois sai até mais caro, uma vez que a polícia escalada para defender o governo pode chegar a te bater, mas não acontece nada com quem te machucou ou com o governo, que te roubou. O que fazer, então?


Impeachment neles!

Temos uma poderosa arma para acabar com a esculhambação da República. Já não dá mais para escutar calado tudo isso o que acontece por ai sem fazer nada. Quando o Governo falou que a CPMF era substancial para a Saúde, muitos achavam que o SUS sucumbiria. Hoje, o governo até cortou alguns impostos. E o SUS do mesmo jeito que estava antes. Logo, os impostos não são necessários assim como o governo defende. Eles são acessórios. Se eles combatessem a corrupção com mais afinco, já fariam um bom uso do dinheiro, pois que o dinheiro economizado daria para melhorar tudo no país e até baixar ainda mais os impostos, sem prejuízo de ninguém. Você não acha? Então aproveite para saber quando o governo brasileiro arrecada com impostos: R$ 400 bi, do dia 1 de janeiro até o dia 24 de MAIO. O que você faz com essa grana? E se tivesse que cuidar do brasil, pagando o salário do funcionalismo de todas as prefeituras durante todo esse tempo. Você pensa que não dá? Pois saiba que dá e sobra muito. Há prefeituras no interior que, bem administradas, ainda conseguem pagar 15º salário!

E você, com isso? Não é do seu bolso que está saindo essa dinheirama toda, não é mesmo? Se você pensa assim, saiba que, cada brasileiro já gastou, em média, com impostos, R$ 2.119,25, desde o dia primeiro de janeiro. Apenas para se ter uma idéia, são R$ 28.000 por segundo. O que você ainda quer mais? Se esse dinheiro todo fosse usado mais inteligentemente, teríamos menos gente passando fome. Teríamos menos gente desempregada. Teríamos menos gente precisando de um imóvel para morar. Teríamos, até, mais dinheiro com impostos sendo gerado. Mas agora esta fatura deve estar maior, porque o impostômetro parece uma Brawn GP em um grande prêmio. Corre mais que uma Ferrari ou um Lamborguini de rua. Nós só apanhamos e ninguém nos defende. É hora de mudar esse quadro.

Acesse o site http://www.impostometro.com.br/ e saiba mais sobre o quanto você está pagando em impostos e o quanto você contribui para que o governo lhe devolva em benefícios e serviços.


As más notícias:


g Usiminas demite 810 até sábado, segundo o jornal Folha de São Paulo.

g Samarco (Vale) prorroga por 4 meses a paralisação e dá licença com metade do salário a 2 mil trabalhadores entre junho e setembro. Se a crise não diminuir de tamanho, tudo leva a crer que estes mesmos trabalhadores poderão ser demitidos.

g Internet derruba a revista Playboy. Prejuízo no primeiro trimestre de 2009 foi de 13,7 milhões de dólares. Publicidade diminui em 39%. Hefner pede 390 milhões de dólares. (Daily Mail-Clarin)

g Países da Zona do Euro gerarão um déficit público de 1 trilhão de euros até 2011.

g FMI prevê que a divida dos países ricos chegue a 140% de seus PIBs em 2014. (El País)

g Estado da Califórnia põe à venda prisão de San Quintin, um cinematográfico píer na baía de S. Francisco e o estádio dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, o mítico Memorial Coliseum. Crise fiscal aumenta e os californianos rechaçaram aumento nos impostos. A mesma EFE também deu conta de que a economia russa despencou 9,8% no primeiro quadrimestre de 2009 em relação ao mesmo período de 2008.

domingo, 24 de maio de 2009

Pib da Venezuela retrai 16,4%

Do Ex-Blog do César Maia
Com redação local


Este blogger tenta dizer há tempos que a crise não acabou. É verdade que tinha dado um tempo de colocar notícias ruins, senão fica parecendo que eu sou torcida do pessimista Brasileiro. Mas convém não ser tão festivo ainda, haja vista que o mercado mundial tem se retraído bastante. Tenho pensado que o ´Presidente Lula foi uma pessoa de grande sorte. Pegou um mar de incertezas antes dele e, hoje, navega em águas mais calmas. Porém, justamente por causa do antecessor, que fez um bom caixa de governo e um bom plano econômico.

As notícias piores dão conta que o presidente, no entanto, deve emprestar, via BNDES, uma cifra de umns bilhões de reais à Venezuela, que teima em estatizar a já cambaleante economia de seu país. Pelo curriculum, não pagará esse dinheiro ao Brasil, repassando o custo aos venezuelanos, causando ainda mais desgraça social em seu país, enquanto ele mesmo nada em dinheiro e riquesas.

Bons economistas falam que a crise ainda fará vítimas até o final deste ano, quando os ventos favoráveis devem trazer as melhores economias ao topo, despojando da posição de liderança as outras que são muito gastosas (leia-se EUA, Venezuela, etc.). A vantagem ao primeiro desses dois países é que eles ainda são os EUA, e podem sair rápido da crise, bastando, para isso, serem coesos com sua própria história. Já a Venezuela, só sai da crise depois que trocar seu governante por outro menor porralouca. Veja que, mesmo com o Déficit trilhonário dos EUA, sua economia cai um décimo da Venezuelana.

Na avaliação do Bloomberg, o PIB que mais deu lugar à desesperança nos últimos dias
é o da Russia, com queda de 23%. Culpa, em parte do seu presidente (antigo partidário da KGB), que faz mexidas que remetem à Guerra Fria, que já não existe. Segue ela a Venezuela, com queda de 16%. A queda deste ano deve ser ainda maior, pois o país é altamente dependente do petróleo (e esta commoditie tem se mostrado com seu preço em baixo), além de ser um exímio gastador de supérfluo. Em vez de proteger seu povo, vai acabar por destruí-lo.

Vejam os números por vocês.

O que vocês acham que vá acontecer com a economia brasileira, que depende de alguma coisa da economia desses países? Crescer, como disse o presidente? Ou decair, como apostou o ministro Guido Mantega?



Variação do PIB no primeiro trimestre de 2009
em relação ao último de 2008. Todos negativos.


França -1,2%
Chile -1,5%
EUA -1,6%
Espanha -1,9%
Reino Unido -1,9%
Itália -2,4%
Alemanha -3,8%
Japão -4%
Hong Kong -4,3%
México -5,9%

A Venezuela, de Chavez, anunciou a nacionalização de cinco empresas de capitais japoneses, mexicanos, europeus e australianos que operam na região de Guayana, no sul do país. A empresa Cerâmicas Carabobo também passará às mãos do governo venezuelano, depois que Chávez a ameaçou em 2008 se não se solucionasse um conflito trabalhista".

Venezuela -16,4%
Rússia -23,2%


O PIB do México despencou 8,2% no primeiro trimestre
em relação ao primeiro trimestre de 2008.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Eleição ameaçada

Para aqueles que contam copmo certa a participação de Dilma Roussef nas eleições gerais do próximo ano, um aviso: A continuar os caminhos por onde estão, a ministra pode não concorrer no pleito. Tudo porque a doença lhe consome mais rapidamente que a campanha presidencial. Então, o governo aposta em um terceiro mandato, pois não tem nenhum outro nome para lançar à sucessão. O problema é que, com o terceiro mandato, cria-se um impasse, além de macular a imagem do presidente lula. Mas as classes menos favorecidas aceitam, claro, que o presidente continue no governo. Para estes, a ditadura, com Lula no Poder, não é bem uma ditadura.

O contraste entre Lula e FHC é desprezível. Lula falou mal do sociólogo porque ele viajava demais. Agora comete o mesmo erro. Lula condenou a corrupção e agora faz pior. Mas é desprezível porque os dois são da mesma corente: A social democracia. A única diferença exibível é que o partido dos trabalhadores conta com representantes que, outrora, eram representantes da ilegalidade no passado não muito distante. Fazem menos de 20 anos. Lembro-me que, naquela época, militantes do PT chegaram a agredir quem passava em carreata de candidato de oposição à indicação de Lula. Eu estava em um desses carros. a agressão foi com paus e pedras, como se quisessem fazer uma revolução a força neste país. Tal como na Rússia.

O problema da população é que, em todos os países que partiram para a mudança no regime governamental a partir de uma revolução, todos foram feitos com muitas mortes. China, com Mao-Tsé; Rússia, com Vladimir Lenin; Tchecoslováquia, com Tito; Irã, com Komeini, todos usaram de força físico-militar para implantar um governo que, embora fosse querido por todos, matava mais do que todas as guerras mundiais juntas! Quem mais sofreu com isso? OS POBRES. Eles pagaram (e ainda pagam) com a vida nessas mudanças. Em regimes democráticos, todos sabem que ainda que a situação seja ruim, nada fica realmente mascarado.

Conversei certa vez com o escritor Pedro Juan Gutierres, cubano, escritor famoso por seus livros, que me falou que jamais deixaria Cuba, apesar do sofrimento da ilha. E nada pior que tentar convencê-lo do contrário. Umn dos poucos que acreditam em uma mudança democrática. Hoje, pessoalmente, acredito justamente no contrário. Com a crise, as pessoas acreditam, erroneamente, que o melhor a fazer é afastar-se do melhor para crer que mais vale uma marquise junto ao governo tirânico que uma árvore aberta com possibilidades mil na democracia. Eles acreditam, nessa hora, em qualquer mentira que lhes venham a contar algum "sábio", furtando-lhes a consciência. Ai fica o chamado da razão, dizendo: "Isso não é a melhor maneira de resolver um problema. E você sabe que não". Então as pessoas se fazem de moucas e continuam trilhando o caminho da irresponsabilidade. E assim caminha a humanidade.

Assim fica fechado o circuito: Ou fazemos a vontade dos homens, dominados pela corrupção, ou fazemos a vontade de Deus, que é distribuir amor entre seus pares. Venceria a segunda se não fosse o orgulho do amor amalgado pelo narcisismo. Então o homem se aproxima da imundície mais sórdida, a corrupção, a falta de ética, a insensatez.

Outro dia, vi um acidente na confluência das avenidas Almirante Barroso, Nazaré e José Bonifácio. Enquanto guardas e os proprietários dos veículos envolvidos estavam por lá, apareceu um destes "malabaristas" de semáforo que a prefeitura do Edmilson criou apenas para pedir esmola com um pouco mais de classe e ganhar o mesmo trocado. Dirigiu-se aos veículos, na tentativa de observar o estado dos dois. E não se intimidou com a presença de ninguém. Parecia querer tirar proveito de alguma peça ou algo que tivesse ficado no chão no momento do choque. Para mim, foi o que pareceu no momento.

E é assim. Não podemos melhorar o mundo enquanto não melhorarmos nós mesmos. A ministra Dilma Roussef, digo para ter mais cuidado com ela mesma. Senão, como melhorará o mundo como presidente do Brasil? Quero dizer, se ela ganhar! Não acredito que ganhe, ainda que possa vir a dizer o contrário. Como se dizia no passado, "Cada um tem o governo que lhe convém". E o brasileiro não é diferente. Se quisesse um mundo melhor, começaria escolhendo governos melhores. Como nãopensa por esta chave...

sábado, 16 de maio de 2009

Bélgica intervém no banco KBC por seus enormes prejuízos

(El País).

O governo belga anunciou um novo plano para o banco KBC, no qual já injetou 5,5 bilhões de euros nos últimos meses. O governo deu garantias para sanear parte de seus prejuízos e cobrir os riscos derivados de ativos tóxicos até um aporte de 22,5 bilhões de euros. O KBC apresentou perdas no primeiro trimestre de 3,6 bilhões de euros, devido a "correções de valor e outros fatores excepcionais" derivados da crise financeira.

Pesquisa da Unisys mostra que a crise econômica aumenta o temor dos consumidores.

Do Ex-Blog do César Maia
Rio de Janeiro

1. (www.unisyssecurityindex.com). Segundo o Índice de Segurança Unisys, as fraudes com cartões e o roubo de identidades estão entre os maiores preocupações; além disso, houve um aumento de preocupação com a segurança na Internet. Dois terços dos consumidores de todo o mundo acreditam que a atual crise econômica afetou seu risco pessoal de roubo de identidade ou fraudes, de acordo com uma pesquisa conduzida em fevereiro e março pela Unisys Corporation.

2. Também mostra que aumentou o medo de fraudes com cartões bancários e o roubo de identidade. Essas áreas se mantêm no topo da lista de preocupações gerais dos consumidores em todo o mundo. Além disso, a pesquisa detectou um aumento de 10 pontos no medo relacionado à segurança da Internet em todo o mundo; isso incluiu altas quase iguais nas preocupações com transações bancárias e compras pela Internet, além de vírus de computador e spam.

3. Os resultados são enquadrados em uma escala de 0 a 300, onde 300 representa o nível mais elevado de preocupação observado. Mais de 8.500 consumidores da Ásia-Pacífico, Brasil, Europa e EUA responderam à última pesquisa conduzida no final de fevereiro e em março de 2009.

4. Com uma pontuação de 178 no Índice de Segurança Unisys, o Brasil é o país mais preocupado de todos, além de ocupar a primeira ou a segunda posição (atrás da Alemanha) em todas as categorias. "O Índice de Segurança Unisys é um alerta. As empresas precisam adotar uma abordagem mais unificada de segurança e levar em conta as ameaças e tendências comuns a todo o mundo, além da maneira como elas se relacionam em âmbito local, dependendo das condições do mercado".

Despenca a economia da Europa

A crise econômica ainda não chegou para valer no Brasil. A única coisa que foi afetada com ela foi apenas o crédito, que diminuiu. Muitos empregos fecharam (e, repito o que já disse aqui, não tornarão a abrir) e o estado vai precisar dimunuir, por bem ou por mal. O Brasil se sustenta na base, porque o salários ali são baixos. No topo, não, porque o ganho, por ser maior, limita os pagamentos. A rigor, só quem sofre a crise de fato é a classe média e a classe alta, pois não pode mais "viajar para Miami" para fugir da crise.

Porém, se pensarmos em nossa pauta de exportações, chegará uma hora que não poderemos mais exportar, pois o mundo está em plena crise. E a cise está secando os bolsos dos consumidores dos países de primeiro mundo. A crise poderia ser atenuada? Sim. Se as pessoas comprassem e pagassem direitinho, a crise demoraria para se instalar. Mas isso não dá mais para fazer. O governo não pode mais inibir a iniciativa privada de criar, mas se investir muito esperando a manutenção de empregos, colherá apenas a ruína. (leia a matéria do El Pais)

http://www.elpais.com/elpaismedia/ultimahora/media/200905/15/economia/20090515elpepueco_2_Pes_PDF.pdf

Eurostat informou que a economia europeia sofre a maior recessão desde a Segunda Guerra Mundial. Tanto a eurozona como a UE apresentam 4 meses consecutivos de queda da atividade, que a cada mês é mais intensa. Na área do euro, o PIB que caiu 0,2% no segundo e terceiro trimestres de 2008, caiu 1,6% no quarto e 2,5% no primeiro trimestre de 2009. Na economia dos 27 (UE) caiu respectivamente 0,1%, 0,3%, 1,5% e 2,3%. As porcentagens são cumulativas.

Em comparação com o primeiro trimestre de 2008, o PIB dos países do euro despencou 4,6% e no dos 27 despencou 4,4%. (El País).

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Impostos descartáveis

Discussão sobre os impostos em Brasília versa sobre o que o governo vai fazer para reduzir o rombo que vai ficar com a queda na arrecadação de impostos. Com a crise, o governo teve que agir rápido e colocou o seu caixa a perder quando abdicou de parte da arrecadação em prol do trabalho e das vendas do comércio. Alguém fala em aumento na carga tributária, que se aliviou um pouco com a decisão de cortar alguns bilhões de reais em impostos. Porém ninguém falou do reflexo bom que chegou a pouco: As vendas aumentaram.

A discussão que eu quero criar dentro do povo é a seguinte: O governo deixou de contratar mas não de funcionar. O excesso só do governo Lula é de aproximadamente R$ 100 bi só na folha de pagamentos. O presidente de honra do PT gerou mais cargos na máquina estatal do que qualquer outro presidente brasileiro na história. Porém, não creio que algum tenha sido demitido. Lula tem pouco mais de 6 anos no comando da Nação e já deu tudo isso de prejuízo aos cofres. Sim, prejuízo sim, porque eu não senti nenhuma melhora nos serviços públicos. Senti, sim, uma piora. Mais tarde mostro onde está a piora.

Pouco tempo atrás, o congresso congelou a CPMF porque a pressão da opinião pública foi demais. O povo se juntou diante do congresso para pedir o fim do imposto. E ele foi derrotado. Mais tarde se notou que ele não fazia a menor diferença. O que se quer fazer acreditar é que os súditos do rei precisam pagar cada vez mais pelos excessos de sua majestade. E sua alteza não precisa suar tanto a sua vestimenta assim para justificar o excesso de dinheiro que gasta em agrados aos aliados de plantão. O PMDB é um partido sem muita expressão, haja vista que ainda há naquele partido muitos que são de esquerda e outros tantos que são mais centro. Detalhe é que no Brasil ainda não temos um partido legítimo de direita, representante desta classe...

Bom, a pergunta é: Se funciona com impostos baixos, porque não se continua com a tática? Não sei porque não se diminui mais ainda estes impostos como regra básica ao aumento da competitividade e estímulo à contratação. Pensem: Um trabalhador apenas médio, que receba pouco nos estados unidos ganha US$ 7,50 a hora. Falei direito? Se ele trabalhar oito ao dia (ele pode trabalhar o dobro disso), faz exatos US$ 60 por cada dia de labuta. Pense melhor: A cada mês trabalhado, terá US$ 1800. Para você ver a diferença, pense em um trabalhador um pouco acima. Outro dia ouvi dizer que um motorista de ônibus de Belém não recebe R$ 1000... Se recebesse, o seu patrão lhe pagaria aproximadamente R$ 4,16 por hora trabalhada. Mas estamos falando de mil reais, quase o triplo do mínimo no Brasil e pouco maior que o piso americano. A diferença? Nos EUA, com um salário médio, com muita economia, se pode comprar um carro alemão que, no Brasil, custaria uns R$ 100.000,00 Onde está a graça em trabalhar por estas terra???

Eu acho que esta crise esta crise serviu para mostrar que o Governo gasta muito e reclama ainda mais. O que é interessante é saber que qualquer plus de imposto que é cobrado no Brasil só vai pagar as despesas da corte com besteiras e não financiar um incremento com a saúde, por exemplo. Ainda que elevemos o aporte nesta área, teremos um padrão África para os pacientes e padrão Finlândia para impostos. Nada mudaria. Ou se mudaria, seria bem pouco. Pense: O nosso padrão de corrupção é muito alto e ainda temos os deputados que acham que o nosso dinheiro que vai embora dos nossos bolsos via impostos lhes pertencem. Ao povo, "as lágrimas. Nós estamos trabalhando para engordar nossos bolsos mesmo". E assim vai. O povo só muda alguma coisa quando achar que uma bolsa qualquer coisa não vale a pena por quatro anos de governo ruim. Uma camisa não valer o mesmo que um voto. Um político analfabeto não puder entrar em uma prefeitura a não ser para pedir emprego (sim, porque um político analfabeto é só massa de manobra e assina qualquer documento, mesmo que este diga que todos os seus bens agora passarão à outra pessoa).

Se vocês forem ver o projeto de reforma administrativa do Senado Federal, tomarão um susto. Sarney troca apenas 6 por meia dúzia. Os cargos acabam mas os salários continuam. Cria uma porção de incongruência e lero-lero para dizer que o povo é burro mesmo, de nascença e que vai aceitar tudo isso calado, como sempre fez. Os políticos não vão mudar e, como diria Sérgio Moraes, a imprensa bate e eles se reelegem. Assim, como diria o personagem de V no filme V de Vingança, se queremos um culpado para essa baderna que está ai devemos olhar pelo espelho.

A consciência só será tranquila à uma pessoa com a certeza de seu trabalho cumprido, honestamente, com espaço para o crescimento do país em detrimento do resto. Quando o povo e seus políticos forem tementes á Deus, nação nenhuma nos segura! Os EUA são assim, apesar da crise. Se mudarem a escolha por outro "Deus" mudarão seu rumo e perder~çao o que conseguiram até hoje. Israel é assim e é um país rico no meio de pobres. São os escolhidos de Deus. Quem é escolhido de Deus é, também, protegido do Senhor. Isso explica quem está nas graças, quem pode e quem não pode.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

INTERNET SUBSTITUI IMPRESSOS!

22% já cancelaram assinatura de impressos por causa da internet. Um estudo da Annenberg School for Communication, da University of Southern California, indica que 22% dos usuários nos EUA cancelaram a assinatura de um veículo impresso porque podem obter o mesmo produto na internet. (AP).

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Notícias nada animadoras

Vindo direto do Ex-Blog do César Maia pousando direto neste blog, algumas notícias nada animadoras sobre o futuro. Como eu já previa, o desemprego deve aumentar e a oferta de trabalho, diminuir. Muita coisa que está ai para inglês ver é só bafo. Os números ainda não deixam dizer que teremos um aumento do PIB. Mas vamos lá:


VAREJO!

1. TVs ligadas caem de 63% para 60% no primeiro quadrimestre em SP (TV-ESP).

2. Indústria Automobilística cai em abril 13,6% em relação a 2008 e 10,2% em relação a março (ESP).

3. Sarkozy cai. Le Figaro diz que popularidade caiu para 32%. Metro diz que 63% acham sua presidência negativa (El Pais).

4. Começa hoje a visita do ministro de relações exteriores de Israel -Avigdor Lieberman- a Europa, em Roma. A expectativa é grande, pois tem fama de ser falcão número 1.

5. MMX de Eike Batista demite 326 no MS.

6. Imprensa do Rio continua demitindo (site comuniquese.com).

7. Collor e Jefferson falam em terceiro mandato de Lula (Painel FSP).


Com essas notícias vindo por ai, não dá para falar em terceiro mandato. A menos que o Lula seja o anticristo ou então que ele consiga alguma fórmula mágica de manter o povo no cabresto... Dai, tudo é possível!

Mais uma notinha sobre o governo

Esta é mais uma notinha sobre o governo, apenas para afazer lembrar o que eu disse faz tempo e continuo acreditando: O governo pode estar perto de cometer a maior sandice para se livrar da pecha de incompetente. Segundo levantamento deste colunista, não tarda muito e vai aparecer gente procurando emprego em outras freguesias. É que eu acho que o governo vai demitir gente. Mas não por justa causa. Acho até que o correto seria "Dispensar".

Teoricamente, com o expediente diferenciado, isso favorece a disseminação de que as pessoas poderiam trabalhar com outras coisas, ganhando mais dinheiro. Pode ser que isso gere apenas um segundo emprego, porém, isso pode significar mais longe a desistência deste empregado em continuar no atual emprego. Tudo depende de quanto tempo vai demorar esta crise administrativa e de quanto tempo vai levar para o cidadão encontrar o segundo. Ainda há uma outra variável: Se esta pessoa está satisfeita com o trabalho atual, referente ao que passa a ganhar no Estado.

Quem quer apostar comigo no prazo? Eu afirmo que entre 6 e 12 meses estaremos recebendo esta notícia... Mais precisamente, não dá.

Inversão dos tempos

Em Belém, as chuvas são quase que religiosas. Caem quase sempre no mesmo horário, como dizem lá fora: 3h.

Hoje há uma pequena divergência. O tempo, outrora estável, agora amalucou-se não se sabe porque. Uns dias chovem o dia inteiro. Em outros, nem uma gota de água.

O pior é quando se analiza climas que costumavam ser mais amenos. Santa Catarina, que vinha sofrendo com o excesso de água, agora sofre com a falta. É de muito tempo que por lá não cai gota d'água sequer. E os catarinenses estão reclamando.

Penso eu, em minha humilde reflexão, que isto não tarda a acontecer em Belém. Quem esperar pode ver: em um ano belém vai ficar muito quente, um verdadeiro forno. E quem não estiver acreditando, escreva. Faz tempo que falo sobre essa crise que ai está e continuo afirmando: Ela não passa para já.

Só, por favor, não se subestimem com ela. Se todos ficarem acamados, a doença pode se espalhar! Mas que ela vai demorar muito, ah, sim, vai!

Curta sobre o governo

Nessa não dá para acreditar. Eu ainda não estou acreditando.

Recebi uma notícia estarrecedora. No finalzinho da noite de ontem, dia 5. Fala que os gastos da governadora subiram 99%. Isso para não falar no resto. Porém, o seu funcionalismo, que outrora recebia antes do final do mês, agora come o pão que o diabo amassou. Em alguns casos, nem pão come. Só se pagar do seu próprio bolso, pois não tem nada na dispensa!

E agora, governadora?

Se esses números forem reais mesmo, eu vou ficar pasmo porque não vejo ninguém de manifestar. Mesmo quando esse povo todo é o maior prejudicado.

Depois não querem afirmar que aquele jornal que surgiu no outro dia não seja manobra política. Até porque acho que ninguém defende um governo que lhe faz algum mal, como o atraso nos salários. A menos que tenha alguma coisa por explicar.