Uma informação da Reuters (lê-se Róiters) do dia 18 dá conta que uma pesquisa realizada nos EUA mostra que não existe nada mais confiável que a Internet. Segundo uma pesquisa do instituto Zogby Interactive, mais da metade dos americanos afirmam usar a fonte como mais confiável do que todos os outros meios de pesquisa.
Preocupante? Talvez. Quem pensa que o futuro está nos jornais, se engana. Pelo menos no jornalismo de hoje. As pessoas devem estar mais acostumadas com a verdade do que a invenção ultrapassada dos jornais. Embora eu mesmo duvide que eles cairão em desgraça, isso parece estar mais perto do que se imagina.
A informação está no ex-blog do César Maia, conforme segue abaixo.
Reuters
18/06
Mais de metade das pessoas entrevistadas durante a pesquisa da Zogby Interactive afirmaram que selecionariam a Internet, se tivessem de escolher uma única fonte de notícias; o percentual que optou pela televisão foi de 21%, e o rádio e jornais ficaram cada qual com 10%. A Internet também foi selecionada como a mais confiável das fontes de notícia por cerca de 40 por cento dos adultos, ante os 17 por cento que optaram pela televisão, os 16 por cento que ficaram com jornais e os 13 por cento do rádio.
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terça-feira, 23 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
NY Observer demite 1/3 da Redação
Extraído do Ex-Blog do César Maia
http://www.adnewstv.com.br/gente.php?id=89457
O semanário norte-americano New York Observer anunciou corte de um terço de sua equipe de reportagem. "Reduzir o tamanho de nossa equipe de reportagem não é uma decisão fácil de fazer. Infelizmente, o New York Observer não está imune às pressões econômicas”, disse o presidente da empresa, Cristopher Barnes. O New York Observer é um semanário estadunidense especializado na cobertura de entretenimento, mídia, política e cultura. O jornal foi criado há 12 anos pelo investidor Arthur L. Carter e tem como editor o veterano jornalista Peter Kaplan.
http://www.adnewstv.com.br/gente.php?id=89457
O semanário norte-americano New York Observer anunciou corte de um terço de sua equipe de reportagem. "Reduzir o tamanho de nossa equipe de reportagem não é uma decisão fácil de fazer. Infelizmente, o New York Observer não está imune às pressões econômicas”, disse o presidente da empresa, Cristopher Barnes. O New York Observer é um semanário estadunidense especializado na cobertura de entretenimento, mídia, política e cultura. O jornal foi criado há 12 anos pelo investidor Arthur L. Carter e tem como editor o veterano jornalista Peter Kaplan.
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quarta-feira, 27 de maio de 2009
Morte à vista
Quem diria que minhas previsões seriam acertadas este ano? Não se trata de apostar contra o meu próprio povo, mas sim de antever o que está por vir: Uma gravíssima recessão. E a que se avisinha não é nem sombra perto da que o mundo já viveu em 30. Aquela foi fichinha. Quem ainda não entendeu de quem foi a culpa pela bolha nesta, entenda: GOVERNO. Pode parecer piada, mas com a idéia de intervir no mercado e mandar abrir crédito para quem não podia pagar foi do Governo americano (Partido Democrata, diga-se, nada tem a ver com o partido Democratas brasileiro).
Os primeiros sinais de que estamos sob uma chuva de notícias ruins é a que esta semana proviu de Nelson Tanure, dono da CBM (Companhia Brasileira de Multimídia), que havia comprado o jornal Gazeta Mercantil. Segundo informação contida no Ex-blog do César Maia, Tanure teria dito: "Não se iludam porque o jornal acabou". Os passivos trabalhistas chegaram a mais de R$ 200 milhões. Com os salários atrasados e sem poder pagar as suas obrigações, o jornal decreta a sua própria falência. Quer dizer, pode ser a mesma coisa que aconteceu com a Província do Pará (que fechou suas portas em 2001), porque um produto atual tem que acompanhar as mudanças e ter bons profissionais na redação. Se ficar obsoleto, será ultrapassado. Se ficar feio, será devorado! Foi o que aconteceu com os dois jornais: Província do Pará e Gazeta Mercantil. A reforma gráfica não melhorou em nada o jornal e, some-se a isso as dívidas...
Mas nada como um dia atrás do outro, com a noite no meio. Se fosse só o meio que tivesse acabado, teríamos a falência de outro jornal do mesmo segmento. Valor Econômico. Este, criado a partir de uma Joint Venture das empresas Globo e Folha de São Paulo, ainda suspira, aliviado, com a ajuda das duas redações. Nesse caso, parece que a visão do negócio parece mesmo ser o caminho das fusões. Assim, preparem-se, porque temos um produto que pode estar ultrapassado, mas que, se sobreviver, terá que matar alguns. Por isso eu digo que, se você não for o melhor dentro daquilo que você está fazendo, corra e se atualize para ser o menos pior. Se você não se mexer, fatalmente perderá o seu emprego. Se o jornal não se mexer, fatalmente será assassinado com o tempo.
Ex-Blog dá a real dimensão
da tragédia nos Jornais.
Gazeta Mercantil deve parar de circular. Dono pede que funcionários não se iludam porque o jornal "acabou". Passivo trabalhista de 200 milhões e salários atrasam. (FSP, 26/05)
Portanto, se você é Redator, Editor, Reporter, Diagramador, Artefinalista ou alguma outra função que dependa unicamente do jornal, fique esperto e corra. esta crise pode lhe custar o emprego a curto ou médio prazos.
Os primeiros sinais de que estamos sob uma chuva de notícias ruins é a que esta semana proviu de Nelson Tanure, dono da CBM (Companhia Brasileira de Multimídia), que havia comprado o jornal Gazeta Mercantil. Segundo informação contida no Ex-blog do César Maia, Tanure teria dito: "Não se iludam porque o jornal acabou". Os passivos trabalhistas chegaram a mais de R$ 200 milhões. Com os salários atrasados e sem poder pagar as suas obrigações, o jornal decreta a sua própria falência. Quer dizer, pode ser a mesma coisa que aconteceu com a Província do Pará (que fechou suas portas em 2001), porque um produto atual tem que acompanhar as mudanças e ter bons profissionais na redação. Se ficar obsoleto, será ultrapassado. Se ficar feio, será devorado! Foi o que aconteceu com os dois jornais: Província do Pará e Gazeta Mercantil. A reforma gráfica não melhorou em nada o jornal e, some-se a isso as dívidas...
Mas nada como um dia atrás do outro, com a noite no meio. Se fosse só o meio que tivesse acabado, teríamos a falência de outro jornal do mesmo segmento. Valor Econômico. Este, criado a partir de uma Joint Venture das empresas Globo e Folha de São Paulo, ainda suspira, aliviado, com a ajuda das duas redações. Nesse caso, parece que a visão do negócio parece mesmo ser o caminho das fusões. Assim, preparem-se, porque temos um produto que pode estar ultrapassado, mas que, se sobreviver, terá que matar alguns. Por isso eu digo que, se você não for o melhor dentro daquilo que você está fazendo, corra e se atualize para ser o menos pior. Se você não se mexer, fatalmente perderá o seu emprego. Se o jornal não se mexer, fatalmente será assassinado com o tempo.
Ex-Blog dá a real dimensão
da tragédia nos Jornais.
Gazeta Mercantil deve parar de circular. Dono pede que funcionários não se iludam porque o jornal "acabou". Passivo trabalhista de 200 milhões e salários atrasam. (FSP, 26/05)
Portanto, se você é Redator, Editor, Reporter, Diagramador, Artefinalista ou alguma outra função que dependa unicamente do jornal, fique esperto e corra. esta crise pode lhe custar o emprego a curto ou médio prazos.
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
Pesquisa aponta preferência por jornais
Estudo conduzido por PWC e Associação Mundial de Jornais em sete países comparou a preferência das pessoas pelas mídias jornal e internet, com destaque para o primeiro
Meio e Mensagem
20/05/2009 - 15:48
A WAN (Associação Mundial de Jornais) e a consultoria PricewaterhouseCoopers lançaram estudo que comparam a preferência de consumidores, editores e publicitários entre as mídias jornal e internet. Segundo os dados da pesquisa, que envolveu 4.900 pessoas em sete países, os jornais são os preferidos por 69% das pessoas, contra 29% da internet. Se consideradas as faixas etárias, a preferência pelo jornal é de 60% no público entre 16 e 29 anos, 65% entre 30 e 49 anos e 73% entre 50 e 64 anos. Dos países pesquisados, o único que teve resultados mais equilibrados foram os Estados Unidos, onde a internet chega a 43% das preferências, contra 53% dos impressos.
As características que mais atraem no jornal são "visão rápida" e "cobertura aprofundada"; os que preferem o online dizem que "preferem ver primeiro as notícias", além de ter acesso a vídeos e visão rápida.
Um dado interessante é que as pessoas pesquisadas, cerca de 62% delas, se disseram propensas a pagar pelo conteúdo online, contra 100% que pagariam pelo impresso. A proporção da internet é maior entre os mais novos (menos de 29 anos), com 72% e menor entre os mais idosos, onde somente 45% pagariam por conteúdo na internet.
O estudo envolveu Canadá, Alemanha, França, Estados Unidos, Holanda, Suíça e Reino Unido, e será apresentado durante a conferência Poder da Imprensa, que ocorre nos dias 27 e 28 de maio em Barcelona.
Com informações de O Globo.
Nota de redação: A respeito do meio ser o preferido dos povos desses países, complemento: Será que as pessoas que estão lendo estes jornais tem apenas 18 anos? Creio que não. Jovens hoje querem mais é saber da Internet. Porém, mesmo no futuro, os mesmos jovens que estão ligados na Net de hoje quererão ser os jovens informados de amanhã. Não querem ser apenas expectadores. Querem interagir. Por isso a internet está do jeito que está. Expreimente um editor de jornal inventar uma moda em que o leitor interage com a redação, ao mesmo tempo que transforma a sua publicação em algo mais atual (com mais formação do que informação) e verá que essa é a chave para o meio refazer sua história.
Para confirmar o que eu digo, basta perguntar: Qual o meio de informação que você usa para se informar das coisas: a maioria dos jovens vai dizer que é o MSN e Orkut. Ou porquer alguém leu a mensagem em algum outro meio e lhe repassou a informação, agora com alguma coisa a respeito da maneira como pensa aquela pessoa, que visa, com isso, reformar a opinião alheia, ou este já recebeu a informação via internet. Mesmo assim na passagem da notícia vai sempre um pouco de opinião. Façam o teste. Basta que apenas uma matéria tenha opinião. Ou então vejam a resposta da leitura do jornal. Verão que as matérias mais lidas são as de opinião, além das páginas de esportes e a policial - nisso incluídas as colunas. Jornal de notícias, repito, só na Internet. No papel, só jornal de opinião, reflexão.
No papel, mais caro, as pessoas querem se manter formadas. Elas já recebem muitas informações o dia inteiro. Querem saber o que está acontecendo. Querem se situar. Não ficarem mais perdidas. Quem quer ficar perdido vai para o universo da internet. quem quer se encontrar vai ler um livro. Logo, as pessoas precisam aprender a escrever um livro para ter um jornal que realmente funcione. Sem isso, teremos um meio morto, sem movimento, disputando mercado com um meio que se renova a cada minuto ou segundo. E isso é um fato!
Meio e Mensagem
20/05/2009 - 15:48
A WAN (Associação Mundial de Jornais) e a consultoria PricewaterhouseCoopers lançaram estudo que comparam a preferência de consumidores, editores e publicitários entre as mídias jornal e internet. Segundo os dados da pesquisa, que envolveu 4.900 pessoas em sete países, os jornais são os preferidos por 69% das pessoas, contra 29% da internet. Se consideradas as faixas etárias, a preferência pelo jornal é de 60% no público entre 16 e 29 anos, 65% entre 30 e 49 anos e 73% entre 50 e 64 anos. Dos países pesquisados, o único que teve resultados mais equilibrados foram os Estados Unidos, onde a internet chega a 43% das preferências, contra 53% dos impressos.
As características que mais atraem no jornal são "visão rápida" e "cobertura aprofundada"; os que preferem o online dizem que "preferem ver primeiro as notícias", além de ter acesso a vídeos e visão rápida.
Um dado interessante é que as pessoas pesquisadas, cerca de 62% delas, se disseram propensas a pagar pelo conteúdo online, contra 100% que pagariam pelo impresso. A proporção da internet é maior entre os mais novos (menos de 29 anos), com 72% e menor entre os mais idosos, onde somente 45% pagariam por conteúdo na internet.
O estudo envolveu Canadá, Alemanha, França, Estados Unidos, Holanda, Suíça e Reino Unido, e será apresentado durante a conferência Poder da Imprensa, que ocorre nos dias 27 e 28 de maio em Barcelona.
Com informações de O Globo.
Nota de redação: A respeito do meio ser o preferido dos povos desses países, complemento: Será que as pessoas que estão lendo estes jornais tem apenas 18 anos? Creio que não. Jovens hoje querem mais é saber da Internet. Porém, mesmo no futuro, os mesmos jovens que estão ligados na Net de hoje quererão ser os jovens informados de amanhã. Não querem ser apenas expectadores. Querem interagir. Por isso a internet está do jeito que está. Expreimente um editor de jornal inventar uma moda em que o leitor interage com a redação, ao mesmo tempo que transforma a sua publicação em algo mais atual (com mais formação do que informação) e verá que essa é a chave para o meio refazer sua história.
Para confirmar o que eu digo, basta perguntar: Qual o meio de informação que você usa para se informar das coisas: a maioria dos jovens vai dizer que é o MSN e Orkut. Ou porquer alguém leu a mensagem em algum outro meio e lhe repassou a informação, agora com alguma coisa a respeito da maneira como pensa aquela pessoa, que visa, com isso, reformar a opinião alheia, ou este já recebeu a informação via internet. Mesmo assim na passagem da notícia vai sempre um pouco de opinião. Façam o teste. Basta que apenas uma matéria tenha opinião. Ou então vejam a resposta da leitura do jornal. Verão que as matérias mais lidas são as de opinião, além das páginas de esportes e a policial - nisso incluídas as colunas. Jornal de notícias, repito, só na Internet. No papel, só jornal de opinião, reflexão.
No papel, mais caro, as pessoas querem se manter formadas. Elas já recebem muitas informações o dia inteiro. Querem saber o que está acontecendo. Querem se situar. Não ficarem mais perdidas. Quem quer ficar perdido vai para o universo da internet. quem quer se encontrar vai ler um livro. Logo, as pessoas precisam aprender a escrever um livro para ter um jornal que realmente funcione. Sem isso, teremos um meio morto, sem movimento, disputando mercado com um meio que se renova a cada minuto ou segundo. E isso é um fato!
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