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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Exportações industriais para a Argentina:

No estadão de hoje:

A situação é mais grave na Argentina, onde o Brasil ainda é o principal fornecedor de produtos industriais, mas a distância para a China diminui velozmente. Em 2003, o Brasil vendia
8,6 vezes mais produtos para a Argentina que a China. Nos 12 meses até março de 2009, a diferença foi de 2,5 vezes.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Brasil em recessão normal, avaliam economistas.

Segundo a manchete do jornal Folha de São Paulo de hoje, o Brasil, diferentemente do que acredita o ministro Mantega, está em uma recessão normal, porém, as chances de ele continuar descendo a ladeira são mais remotas. Assim pensam os economistas Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central) e Delfim Neto (ex-ministro da Fazenda). Segundo estas mesmas personalidades, o país deve voltar a crescer no ano que vem. Ainda segundo o jornal, a queda no mercado mundial atingiu a cifra de 16%. Isso levou os investimentos a uma queda acentuada, de 12%O Brasil só se salvou mesmo pelo setor de Serviços (alta de 0,8%) o consumo das famílias (0,7%) e do temido aumento no gasto público (de módicos 0,6%).

O que esses números indicam? Que se a economia melhorar muito este ano podemos ter estagnação econômica. E se esses números se mantiverem desse jeito, ainda teremos um cenário ainda mais pessimista. Atrelado aos números do mercado mundial, o Brasil, assim como qualquer estado capitalista, depende muito do mercado para vender seus produtos. Mudanças na economia mundial nos afetam, sim, e estamos dependentes desses mercados. Não podemos simplesmente pensar em mudar o jogo porque isso afetaria de forma ainda mais catastrófica. Uma decisão insensata agora nos levaria ainda mais para o buraco do desemprego. Já estamos principiando viver uma guerra civil, pois as autoridades não dão à mínima para o cumprimento das leis. Já noticiei fato relevante aqui. Mais cedo ou mais tarde vocês verão que estou certo.

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No Ex-blog do César Maia:

K E N N E T H R O G O F F :

Americanos ficarão chocados
quando chegar fatura da crise!

Palestra em SP promovida pelo DEM, na segunda-feira, 08/06.

1) 2009 é um ponto de crise sem precedentes. Desde que o FMI começou a medir o crescimento mundial (1970) não temos um crescimento mundial negativo. O desemprego nos EUA vai atingir dois dígitos. Podemos voltar aos níveis anteriores "normais"? A taxa de poupança do EUA era de 12% em 1983. Em 2007 foi de -1%. Isso era normal? A Economia Americana teve um enfarte e, como infartado, tem que mudar hábitos. Não é possível manter os patamares anteriores de gasto.

2) É a primeira crise desde 1929 realmente global. A superação da crise está levando os EUA a níveis inacreditáveis de déficit, que levam a aumento de impostos ou inflação sem precedentes. Obama foi eleito com a promessa de mais gastos. Isso será um problema para ele. A conta do socorro aos bancos ainda não foi apresentada ao contribuinte americano. Ele ficará chocado quando receber a fatura.

3) Brasil: Em 2009 o Brasil deverá decrescer em 2%. No Brasil a recessão parece ser normal e não uma crise severa como nos EUA. Como problemas, o Brasil tem: o crescimento do governo, a perda do momento das reformas e a taxa de investimentos em apenas 11%.


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Ou seja, o momento está favorável para nós e ruim para os americanos, que, depois de um "proer" lá, agora terão que fazer mais cortes em sua estrutura estatal, permitindo menor gasto. Afinal, o cidadão americano tem horror a gastos dos quais ele não tem controle, que não sejam do seu estrito controle. Melhor que o gasto seja dele do que do Estado.

Para Armínio Fraga, papel do Banco Central mostra-se estritamente positivo. Mas mesmo assim isso não mudará o cenário lá adiante. "Aritiméticamente, não é impossível um PIB positivo este ano, mas não é o mais provável". Provavelmente, ele deve estar se referindo aos ajustes conseguidos na última década, com o governo FHC.

Seguimos em uma maré melhor do que a que estava quando entramos nessa crise. Lula, como sempre, deve sair melhor do que entrou. Afinal, alguém já disse que este é o presidente Teflon. Mas eu e você pagaremos a conta de qualquer insanidade...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Receita para crescer: Cortar impostos

"A pergunta deve ser, como vamos voltar a gerar crescimento. Nós (CDU) não queremos aumentar a carga tributária sobre as pessoas que reativarão a economia. Para crescer de novo, necessitamos mais motivação, um equilíbrio entre salários e lucros e isso inclui reduzir os impostos. Baixar os impostos agora é porque se trata de ter uma perspectiva de crescimento".
ANGELA MERKEL
Primeira Ministra da Alemanha
El País.


Está certa a primeira ministra alemã. É o que a tempos defendemos. Menos impostos significa mais riquesas geradas. Menos imposto é menos espaço para a corrupção. Menos imposto é mais dinheiro para o governo. Menos, portanto, é mais!

Afinal, não podemos apenas acreditar que o governo brasileiro pode fazer mais apenas porque tem mais dinheiro em caixa. Eu, por exemplo, não sei se estou na plena faculdade de meu juizo, mas sempre me bate uma curiosidade: Porque, nos EUA, as pessoas compram coisas mais baratas e recebem bem mais dinheiro que os brasileiros? É uma pesquisa diária que faço para chegar ao ponto de que somos mesmo o país onde o governo faz menos e cobra mais em todo o mundo. E onde mais se manda na vida das pessoas, mesmo se considerando nações comunistas, as que se dizem mais progressistas (aquelas que abriram um pouco para o capitalismo e democracia).

Vamos fazer um comparativo básico entre dois produtos típicos dos dois países para vermos onde eu estou errado e onde eu estou certo? Não preciso pesquisar muito: Gasolina e Computadores. Vamos pesquisar uma configuração bem pesada para mostrar o que estamos perdendo nessa batalha toda. Para que não fique sombra de dúvida sobre o que eu estou procurando, publicarei os endereços das empresas e vocês poderão conferir "IN LOCO" o que eu digo.







Primeiro os computadores. Quanto custa um computador moderno, HP Pavilion a6707c. No Brasil, usaremos, para efeito de comparação o site da empresa Americanas e nos EUA, o site da empresa J&R. O que será que vamos encontrar? Enquanto nos EUA podemos comprar um PC de marca por meros R$ 700 (se considerarmos o câmbio a R$ 2) e aqui, computador semelhante (não o mesmo modelo, pois não o encontrei) não sai por menos de R$ 1600. E olha que eu nem estou colocando o modelo equivalente (o modelo americano é melhor, apesar da marca).

Agora vamos ao petróleo. O galão de gasolina nos EUA (a medida equilave a 3,7854 litros) custa a módica quantia de R$ 7,57. Sabe quanto custa a mesma medida, em média, no Pará? 10,60. Isso equivale a afirmar que um liro de gasolina nos EUA custa R$ 1,99, aproximadamente. Os impostos são muito mais baixos por lá. Não quero mostrar as comparações mais óbvias: O dinheiro pago aos trabalhadores americanos (o salário) e o preço de um automóvel zero km. E neste caso, preços mais baixos lá equivalem a modelos que, aqui, batem a casa dos R$ 100 mil.

Porque ainda sofremos com o padrão da nossa política? Porque ainda pagamos para o fiasco da nossa economia? E a mais crucial: Porque não fazemos nada para mudar isso tudo?

Uma pergunta para nós respondermos... No que depender de mim, eu mudava isso tudo agora mesmo. Para melhor!