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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Brasil em recessão normal, avaliam economistas.

Segundo a manchete do jornal Folha de São Paulo de hoje, o Brasil, diferentemente do que acredita o ministro Mantega, está em uma recessão normal, porém, as chances de ele continuar descendo a ladeira são mais remotas. Assim pensam os economistas Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central) e Delfim Neto (ex-ministro da Fazenda). Segundo estas mesmas personalidades, o país deve voltar a crescer no ano que vem. Ainda segundo o jornal, a queda no mercado mundial atingiu a cifra de 16%. Isso levou os investimentos a uma queda acentuada, de 12%O Brasil só se salvou mesmo pelo setor de Serviços (alta de 0,8%) o consumo das famílias (0,7%) e do temido aumento no gasto público (de módicos 0,6%).

O que esses números indicam? Que se a economia melhorar muito este ano podemos ter estagnação econômica. E se esses números se mantiverem desse jeito, ainda teremos um cenário ainda mais pessimista. Atrelado aos números do mercado mundial, o Brasil, assim como qualquer estado capitalista, depende muito do mercado para vender seus produtos. Mudanças na economia mundial nos afetam, sim, e estamos dependentes desses mercados. Não podemos simplesmente pensar em mudar o jogo porque isso afetaria de forma ainda mais catastrófica. Uma decisão insensata agora nos levaria ainda mais para o buraco do desemprego. Já estamos principiando viver uma guerra civil, pois as autoridades não dão à mínima para o cumprimento das leis. Já noticiei fato relevante aqui. Mais cedo ou mais tarde vocês verão que estou certo.

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No Ex-blog do César Maia:

K E N N E T H R O G O F F :

Americanos ficarão chocados
quando chegar fatura da crise!

Palestra em SP promovida pelo DEM, na segunda-feira, 08/06.

1) 2009 é um ponto de crise sem precedentes. Desde que o FMI começou a medir o crescimento mundial (1970) não temos um crescimento mundial negativo. O desemprego nos EUA vai atingir dois dígitos. Podemos voltar aos níveis anteriores "normais"? A taxa de poupança do EUA era de 12% em 1983. Em 2007 foi de -1%. Isso era normal? A Economia Americana teve um enfarte e, como infartado, tem que mudar hábitos. Não é possível manter os patamares anteriores de gasto.

2) É a primeira crise desde 1929 realmente global. A superação da crise está levando os EUA a níveis inacreditáveis de déficit, que levam a aumento de impostos ou inflação sem precedentes. Obama foi eleito com a promessa de mais gastos. Isso será um problema para ele. A conta do socorro aos bancos ainda não foi apresentada ao contribuinte americano. Ele ficará chocado quando receber a fatura.

3) Brasil: Em 2009 o Brasil deverá decrescer em 2%. No Brasil a recessão parece ser normal e não uma crise severa como nos EUA. Como problemas, o Brasil tem: o crescimento do governo, a perda do momento das reformas e a taxa de investimentos em apenas 11%.


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Ou seja, o momento está favorável para nós e ruim para os americanos, que, depois de um "proer" lá, agora terão que fazer mais cortes em sua estrutura estatal, permitindo menor gasto. Afinal, o cidadão americano tem horror a gastos dos quais ele não tem controle, que não sejam do seu estrito controle. Melhor que o gasto seja dele do que do Estado.

Para Armínio Fraga, papel do Banco Central mostra-se estritamente positivo. Mas mesmo assim isso não mudará o cenário lá adiante. "Aritiméticamente, não é impossível um PIB positivo este ano, mas não é o mais provável". Provavelmente, ele deve estar se referindo aos ajustes conseguidos na última década, com o governo FHC.

Seguimos em uma maré melhor do que a que estava quando entramos nessa crise. Lula, como sempre, deve sair melhor do que entrou. Afinal, alguém já disse que este é o presidente Teflon. Mas eu e você pagaremos a conta de qualquer insanidade...

domingo, 24 de maio de 2009

Pib da Venezuela retrai 16,4%

Do Ex-Blog do César Maia
Com redação local


Este blogger tenta dizer há tempos que a crise não acabou. É verdade que tinha dado um tempo de colocar notícias ruins, senão fica parecendo que eu sou torcida do pessimista Brasileiro. Mas convém não ser tão festivo ainda, haja vista que o mercado mundial tem se retraído bastante. Tenho pensado que o ´Presidente Lula foi uma pessoa de grande sorte. Pegou um mar de incertezas antes dele e, hoje, navega em águas mais calmas. Porém, justamente por causa do antecessor, que fez um bom caixa de governo e um bom plano econômico.

As notícias piores dão conta que o presidente, no entanto, deve emprestar, via BNDES, uma cifra de umns bilhões de reais à Venezuela, que teima em estatizar a já cambaleante economia de seu país. Pelo curriculum, não pagará esse dinheiro ao Brasil, repassando o custo aos venezuelanos, causando ainda mais desgraça social em seu país, enquanto ele mesmo nada em dinheiro e riquesas.

Bons economistas falam que a crise ainda fará vítimas até o final deste ano, quando os ventos favoráveis devem trazer as melhores economias ao topo, despojando da posição de liderança as outras que são muito gastosas (leia-se EUA, Venezuela, etc.). A vantagem ao primeiro desses dois países é que eles ainda são os EUA, e podem sair rápido da crise, bastando, para isso, serem coesos com sua própria história. Já a Venezuela, só sai da crise depois que trocar seu governante por outro menor porralouca. Veja que, mesmo com o Déficit trilhonário dos EUA, sua economia cai um décimo da Venezuelana.

Na avaliação do Bloomberg, o PIB que mais deu lugar à desesperança nos últimos dias
é o da Russia, com queda de 23%. Culpa, em parte do seu presidente (antigo partidário da KGB), que faz mexidas que remetem à Guerra Fria, que já não existe. Segue ela a Venezuela, com queda de 16%. A queda deste ano deve ser ainda maior, pois o país é altamente dependente do petróleo (e esta commoditie tem se mostrado com seu preço em baixo), além de ser um exímio gastador de supérfluo. Em vez de proteger seu povo, vai acabar por destruí-lo.

Vejam os números por vocês.

O que vocês acham que vá acontecer com a economia brasileira, que depende de alguma coisa da economia desses países? Crescer, como disse o presidente? Ou decair, como apostou o ministro Guido Mantega?



Variação do PIB no primeiro trimestre de 2009
em relação ao último de 2008. Todos negativos.


França -1,2%
Chile -1,5%
EUA -1,6%
Espanha -1,9%
Reino Unido -1,9%
Itália -2,4%
Alemanha -3,8%
Japão -4%
Hong Kong -4,3%
México -5,9%

A Venezuela, de Chavez, anunciou a nacionalização de cinco empresas de capitais japoneses, mexicanos, europeus e australianos que operam na região de Guayana, no sul do país. A empresa Cerâmicas Carabobo também passará às mãos do governo venezuelano, depois que Chávez a ameaçou em 2008 se não se solucionasse um conflito trabalhista".

Venezuela -16,4%
Rússia -23,2%


O PIB do México despencou 8,2% no primeiro trimestre
em relação ao primeiro trimestre de 2008.