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terça-feira, 21 de julho de 2009

Política é rebaixada

O que será que ainda temos no Congresso? O que quer que seja, seu valor acabou de tocar o chão hoje. Ou ficou um pouco mais perto dele. Eu, pelo menos, creio que não há necessidade para continuarmos com um sistema bicameral do jeito que está.

Ontem, durante o CQC, vimos uma porção de deputados que sequer sabia sobre os assuntos que rolavam dentro daquela casa. Matérias que deveriam saber de cor e salteado. Falava-se sobre a taxa de juros e a inflação, pergunta fácil de responder (o repórter do CQC fez uma pegadinha com os deputados), mas mesmo assim não souberam. Um foi categórico ao afirmar que não sabia do que estava se falando naquele momento. Uma porção de gente e pouco conhecimento de caso. Muitos brasileiros dependem do que estes cidadões pensam a respeito do que aflige a vida do povo, o seu cotidiano. Mas... NADA!

Hoje, mais cedo, o Casseta e Planeta, em sua paródia semanal da novela Caminho das Índias, da própria TV Globo, marcava sua crítica, desfarçada, ao senado Brasileiro. Vejam só: A cena misturava a questão do lixo, o valor de um senador "usado" e o fato de estar um dos personagens tentando o caminho de volta, depois de ser enganado por uma mulher que lhe surrupiou o dinheiro, que, aliás, havia sido roubado da empresa da família (ladrão que rouba ladrão...). A fala dos personagens foi enfática. Chegaram em uma barca e, de repente, levanta-se um "velho", ao que o outro retruca: "Ah, deixa esse pra lá, não serve pra nada".

Em comum, homens das duas casas tem um apetite especial pelo poder. Para defender um lado ou outro, espera-se que tenham ao menos alguma moral, ética. Mas nem isso: o Congresso às vezes, parece cheio de gente que não vale um centavo furado. Quero tanto crer estar enganado, mas sempre me forçam a acreditar que a história é essa mesma, de que estamos todos caminhando para o buraco, feito tatus, procurando o produto de sua fome ali. Come-se o que se tem pela frente. Oposição e situação divididos apenas por ideologias. No fundo, são sempre a mesma coisa. Todos querendo ganhar o seu naco...

Precisamos de uma lavagem do congresso, mas também precisamos de uma lavagem nos nossos cérebros. Muitos eleitores ainda trocam o seu voto por um quilo de farinha ou mesmo uma camisa. Eleitos, os candidatos procuram nem saber o que os levou ao poder e nem mesmo o que defender durante sua estada.

Muitas pessoas morrem na fila dos hospitais. Outras tantas padecem na fila das vagas nas escolas. E ainda tem gente que troca a sua maior arma por alguns grãos. De feijão, farinha ou o que mais for, mas por essa coisa "pouca", eles ajudam a piorar o nosso país. A emporcalhar a política. A denegrir o pouco de bom que ainda podemos ver.

O que você ainda quer para este país?

Faça a sua parte!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Compare as crises: 1929 e 2009.

Faz tempo eu digo que esta é uma crise muito grave. Mas poucos me dão ouvidos.

Hoje abri o e-mail e me deparei com uma informação interessante. Com o que li sobre o desenho daquela história de 70 anos atrás, vejo que aquela não foi uma crise difícil de se superar. Esta é que é um big problema. Porque não demos a devida atenção para a que ainda estamos vivendo. Se repararmos direitinho, veremos que o que eu digo é mesmo a verdade: Esta crise ainda não está nem perto de acabar...

Queda inicial da indústria é semelhante nos dois tempos. Mas a do comércio e do mercado de ações é mais grave na atual, até esta etapa. Temos ainda o viés autoritário que se desenha em cada nação, em cada país, velho ou novo, que se vislumbre hoje. EUA, Irã, Itália, Brasil... São vários os motivos para a preocupação, mas o que acaba acontecendo é uma coisa só.

Ausência de liberdades é uma coisa ainda bem pior. E ainda estão falando que Lula poderia ir para o Banco Mundial. Querem um motivo maior para terem medo? Não, eu não vou mais assustar vocês com esse tipo de informação. Já estou me sentindo meio que como o Neo da trilogia Matrix.

Clique abaixo e depois clique outra vez em cada um dos três gráficos.
Apresentação da MCM - consultores.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Populismo e manipulação: Argentina em crise?

A transição democrática argentina abriu com três forças políticas. O tradicional binômio - União Cívica Radical (UCR), de origem liberal, depois social-liberal e social-democrata, o Partido Justicialista (PJ), peronista, com todas as suas correntes, da esquerda à direita, e o sindicalismo e uma Frente de Esquerda (FE). O governo Alfonsín (UCR) inaugurou o período democrático no final dos anos 80. Se por um lado estabeleceu as instituições democráticas, por outro, perdeu o controle da economia, com hiper-inflação. Com isso, antecipou em alguns meses a posse do novo presidente, Menem.

Menem surpreendeu nas primárias do PJ, enfrentando Cafiero, poderoso governador de Buenos Aires e favorito. Numa pré-campanha com todo tipo de populismo, tornou-se candidato do PJ. Vencer a UCR, num quadro como esse, era tarefa simples. Assume, se esquece das promessas e introduz a mais radical das políticas econômicas liberais. Seu superministro, Cavallo, aplica uma paridade fixa com o dólar e conversibilidade. A economia responde, cresce, a euforia interna e externa se traduz numa Argentina como parâmetro para todos.

Nesse processo a FE cresce, agrupando segmentos social-democratas e socialistas e as Mães da Praça de Maio, com Gabriela Meijide à frente. Confronta Menem, em sua reeleição, com Bordon e quase provoca um segundo turno. O quadro econômico argentino vai se desfazendo e a conversibilidade sendo desmontada. Menem desiste de um terceiro mandato e o PJ apresenta Duhalde, governador da província de Buenos Aires (quase 40% do eleitorado). Menem torce por sua derrota, certo que voltaria consagrado em outra eleição.

A FE se alia a UCR, já social-democrata. Nas primárias vence o prefeito de Buenos Aires-DF, De La Rua, um político sem cores, um administrador regular, mas que fazia o contraponto da ética com Menem. Torna-se presidente com o líder da FE, Chacho Álvarez, como vice (que preside o senado). Meijide perde a eleição para governadora da província de Buenos Aires. Com poucos meses, instaura-se a crise política por escândalo no senado e a passividade de De La Rua. Seu vice renuncia em nome da ética.

O processo de desmanche da conversibilidade prossegue até que explode e junto com ele os protestos, até a anarquia pela desintegração dos depósitos da população. Retorna Cavallo e o quadro piora. A Argentina para, no meio do caos. De La Rua renuncia e sai fugido do palácio, de helicóptero. Os presidentes da câmara e senado assumem e horas depois renunciam. Até que se busca em Duhalde a solução. Este assume e enfrenta a crise com o reconhecimento de apenas 25% da dívida externa, dando prazo aos credores. Com seu ministro Lavagna estabelece bases realistas até a situação caminha para a normalização.

Convoca eleição presidencial, e como máximo respaldo, indica um governador de pequena província, Kirchner, do PJ, que garantiria a continuidade de suas políticas com Lavagna e o retorno de Duhalde na próxima eleição. Menem passa para o segundo turno e desiste. A economia mundial entra em fase ascendente. Kirchner adota medidas populistas, que impulsionam o crescimento para 8% a 9%, com uma inflação crescente e preços tabelados da energia e combustíveis.

Adquire enorme popularidade. Passa a governar por lei delegada e sem oposição. Rompe com Duhalde e Lavagna e designa sua mulher, Cristina, para a presidência, de forma a que possa voltar presidente na eleição seguinte. Desintegra o PJ, que passa a ter sublegendas autônomas, e articula frentes regionais com partidos pequenos, desmontando o quadro partidário. A UCR, desmoralizada com De La Rua, se desmonta e adere em grande medida a Kirchner. O quadro partidário desaparece na Argentina, transformando-se em forças eleitorais agrupadas pragmaticamente.

A economia argentina, já em 2008, dá sinais de esgotamento, e com a crise mundial, se desarruma, levando com ela Cristina para uma forte rejeição. O confronto com o setor rural se aprofunda. A oposição se reagrupa em dois vetores mesclados sob diversas lideranças, como o novo prefeito de Buenos Aires-DF, Macri, a deputada Carrió, o senador Reutemann e o deputado Narváez, empresário que adquire no vácuo, popularidade.

Kirchner, temeroso da derrota na eleição parlamentar de outubro (50% da Câmara e 1/3 do senador) de 2009, e de perder a maioria no Congresso, resolve antecipar as eleições para 28 de junho, de forma a evitar o pior. Propõe uma eleição plebiscitária do tipo "eu ou o caos". Estabelece listas testemunhais (com governadores e prefeitos na cabeça para dar votos e não assumirem os mandatos). As pesquisas apontam a derrota dos Kirchner, mas não necessariamente a perda de maioria no Congresso.

É isso o que o eleitor argentino decidirá dia 28: se a vitória das oposições (provável) será suficiente para retirar a maioria dos Kirchner, ou não. Na medida em que Kirchner oferece a disjuntiva "eu ou o caos", constrói-se um clima de incertezas quanto a estabilidade futura política e econômica argentina. Este binário de incertezas -maioria e estabilidade- começa a ser desvendado a partir da noite do dia 28 de junho próximo. O governo brasileiro acompanha silencioso esse processo. Os empresários nem tanto. Os políticos olham para dentro, para seus problemas. E La Nave Va...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Vida custa R$ 500 em Portel

Ontem, mais um escândalo maculou a imagem do Estado. Durante o Fantástico, revista de domingo, como prefere ser chamado, o jornalístico da TV Globo, mostrou a cidade de Portel. Distante 18 horas de barco de Belém, é um município do arquipélago do Marajó. Pobre, não há atrações locais a que se esperar, a não ser o turismo sexual. O repórter filmou tudo. Está na internet, eu acho. Primeiro a mãe pediu R$ 10 para que a filha fizesse sexo com o repórter. Depois, pediu R$ 500 para que ela fosse embora com ele. Para onde quiser!!! Gravado, depois o repórter aparece inquirindo a mãe. Está lá, no vídeo, que ela oferece a filha. Mas, em seguida, ela diz: "Eu nunca venderia minha filha". Mentira deslavada: Como uma pessoa pode sobreviver da venda de cervejas em uma cidade tão pobre quanto Portel?

Simplesmente não dá para ser assim tão honesto nessa situação. De onde vem o dinheiro para comprar o pão nosso de cada dia? De onde vem a receita da conta de energia? De onde vem o bônus da féria do passeio do final de semana? Lógico que não vem da venda da cerveja, né? Vem mesmo do comércio dos filhos para serviços sexuais. O cidadão não está nem ai se isso não é uma coisa, digamos assim, ética. Quer prazer e paga para isso, não se importando com a vida humana. Aliás, quem se importa, não?

Talvez ninguém se importe mais com ela. Nanhuma manifestação foi feita em favor dela que emanasse do povo. Nada do que era esperado ser feito foi feito. É como se nada mais valesse a pena, como se as guerras pelas quais lutamos diariamente não tivessem mais nenhum sentido de se continuar... Culpa da falta de vergonha da oposição em não pedir o impeachment do presidente quando era para ter pedido. Quando estourou o escândalo do Mensalão, o presidente deveria ter caído. Mas se não cai, houveram vários momentos que poderia ter sido feito. Então o país perdeu a moral. Não se pode mais acreditar que quem quer que seja, ao cometer desvio semelhante, tenha a obrigação de cair. Estamos entrando em uma época negra da vida humana, como se o próprio satanás estivesse governando este planeta, sem que Deus conseguisse mandar em nada.

Será que ainda podemos fazer alçguma coisa para mudar esse nosso dia-a-dia, que mais parece com uma via-crúcis de sofrimento e descortesia? Será que ainda podemos esperar um novo amanhã, sem dores, sem frio, sem exageros, de mais respeito à vida?

Para falar a verdade, eu acredito que, desse jeito, só se esperarmos de Deus. Só ele, meus caros, é que pode devolder algum sentido à esta vida louca que vivemos hoje. Só ele para acabar esse sofrimento que macula a vida, que fere a moral, que constrange, acaba.

Senhor, venha ao teu reino!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Crise: Povo merece respeito!

E o desemprego bate recordes mundo afora. No Brasil, as notícias vêm agora como um prego para rterminar de nos crucificar. No mundo, governos adotam uma postura mais À direita para se livrarem de prejuízos certos. Porquê? Por que jogar com o dinheiro do povo em épóca de crise braba como essa que ainda nos cerca é certamente mexer com a paciência do povo. Este quer saber se amanhã haverá dinheiro para comprar a comida que ele sempre come. Aquele está esperando para saber quando poderá pegar mais um pouco do dinheiro do povo via impostos.

Nos EUA, o povo sabe disso. Prova é que, ao primeiro sinal de aumento dos impostos para que a crise mantenha os principais empregos do país, eles não são tolos em afirmar que podem lidar muito bem com a crise e o governo que pague a sua parte de sacrifício. Como o governo não pode arcar com mais do que já está arcando, ele põe À venda o que ele pode. Experimente aumentar lá os importos em uma fraçãozinha que seja e prepare-se para ser achacado e tirado do poder. Faça a mema coisa aqui e o povo fica triste, no máximo - isso quando sabe do aumento dos impostos.

Tivemos uma oportunidade imensa quando tiramos Collor do Palácio do Planalto. Naquele momento, a mensagem a ser passada aos políticos era: "Tomem cuidado conosco. Nós colocamos vocês ai dentro e nós podemos tirar". Ao primeiro sinal de que eles estivessem gozando da nossa cara, deveríamos sair às ruas para achacar e tirar aquele que ousou achar que manda. Mas nós não sabemos ainda lidar com esse instrumento novo que é a democracia. Pagamos mas não sabemos cobrar. O oposto dos americanos, que dizem sempre que encontram um político mal visto: "I'm a Citizen".

Aqui a bandalheira corre solta, sem que nos apercebamos do que estamos perdendo. Um exemplo prático? Procure um jovem que, ao ouvir o sinal da Voz do Brasil, diga: "silêncio, eu quero ouvir". Nada. Na mesma passagem, ele diz: "Ih, muda logo de estação. Põe aquele CD ai. Escutar isso é o fim da picada". Existem excessões, é claro, assim como toda a regra. Mas a imensa maioria vai pedir para desligar o rádio.

Resultado? O Brasil ainda é regido por leis que cairam em desuso. Cada hora aparece mais um imposto sem que saibamos para quê ele serve. CPMF, PIS, Cofins, IR, ICMS, IPTU, IPI, CSS... São tantos que às vezes dá até para confundir. Veja: Na sua conta de energia elétrica vem uns 4 logo: ICMS, COFINS, Iluminação Pública e alguma outra taxa que eu não lembro. E isso se repete em cada conta que você tem que pagar. Água, Telefone... A questão é que nós aceitamos pagar tudo isso e, sempre que o governo cria um imposto novo ou aumenta uma alíquota qualquer, não reclamamos. Mas achamos ruim que alguém fique rico depois de ter trabalhado bastante. Que mal está em ganhar dinheiro, desde que ele seja honesto?

Quem enriquece honestamente é porque merece, faz por onde. Muitos parlamentares enriquecem injustamente e não achamos tão mal nisso. Vejam exemplos os exemplos. De onde acham que o Jáder tirou dinheiro para financiar suas inserções em negócios aqui e acolá? No Estado, garanto. E, se tomarem como base o salário maior da república, verão que não dá para amealhar fortuna trabalhando no governo. Se um político ganhar, limpo, R$ 40 mil, em um mês, ele consegue R$ 40 milhões em cinco mandatos? Claro que não, nem se ele ganhasse dez vezes isso. A menos que ele tenha uma forma obscura de ganhar esse dinheiro. Dai tem. Tome-se por exemplo o deputado do Castelo, de R$ 25 milhões. Quantos meses ele passou sem comer nada. Sem pagar contas de luz e água. Sem pagar a gasolina do transporte do carro dele e sem pagar as contas da casa dele e da família. DEZ? Não dá para simplesmente evitar falar nisso.

Nós precisamos nos conscientizar de que temos carregado esse país nas costas. Pagamos cada luxo do governo Lula, Ana Júlia e Duciomar. CADA funcionário público recebe o dinheiro que pagamos com impostos. Eles não tem mais direito que nós de sobreviver. É exatamente isso o que acontece quando estamos ao lado de um governo que toma conta de tudo, como o nosso. Os políticos tomam tanto conta de cada coisa que tem mais direito do que nós, que lhes pagamos. Veja: Quando você vai em um hospital e é mal atendido, não pode falar nada porque há uma lei que proíbe e até pode te levar em cana. Mas quem está sendo lesado é você. Quando você ouve as reclamações de que o governo está pagando dinheiro aos deputados para aprovar mais um esquema em Brasília, você até pode achar ruim, mas não pode simplesmente dizer que está insatisfeito lá no Congresso, pois sai até mais caro, uma vez que a polícia escalada para defender o governo pode chegar a te bater, mas não acontece nada com quem te machucou ou com o governo, que te roubou. O que fazer, então?


Impeachment neles!

Temos uma poderosa arma para acabar com a esculhambação da República. Já não dá mais para escutar calado tudo isso o que acontece por ai sem fazer nada. Quando o Governo falou que a CPMF era substancial para a Saúde, muitos achavam que o SUS sucumbiria. Hoje, o governo até cortou alguns impostos. E o SUS do mesmo jeito que estava antes. Logo, os impostos não são necessários assim como o governo defende. Eles são acessórios. Se eles combatessem a corrupção com mais afinco, já fariam um bom uso do dinheiro, pois que o dinheiro economizado daria para melhorar tudo no país e até baixar ainda mais os impostos, sem prejuízo de ninguém. Você não acha? Então aproveite para saber quando o governo brasileiro arrecada com impostos: R$ 400 bi, do dia 1 de janeiro até o dia 24 de MAIO. O que você faz com essa grana? E se tivesse que cuidar do brasil, pagando o salário do funcionalismo de todas as prefeituras durante todo esse tempo. Você pensa que não dá? Pois saiba que dá e sobra muito. Há prefeituras no interior que, bem administradas, ainda conseguem pagar 15º salário!

E você, com isso? Não é do seu bolso que está saindo essa dinheirama toda, não é mesmo? Se você pensa assim, saiba que, cada brasileiro já gastou, em média, com impostos, R$ 2.119,25, desde o dia primeiro de janeiro. Apenas para se ter uma idéia, são R$ 28.000 por segundo. O que você ainda quer mais? Se esse dinheiro todo fosse usado mais inteligentemente, teríamos menos gente passando fome. Teríamos menos gente desempregada. Teríamos menos gente precisando de um imóvel para morar. Teríamos, até, mais dinheiro com impostos sendo gerado. Mas agora esta fatura deve estar maior, porque o impostômetro parece uma Brawn GP em um grande prêmio. Corre mais que uma Ferrari ou um Lamborguini de rua. Nós só apanhamos e ninguém nos defende. É hora de mudar esse quadro.

Acesse o site http://www.impostometro.com.br/ e saiba mais sobre o quanto você está pagando em impostos e o quanto você contribui para que o governo lhe devolva em benefícios e serviços.


As más notícias:


g Usiminas demite 810 até sábado, segundo o jornal Folha de São Paulo.

g Samarco (Vale) prorroga por 4 meses a paralisação e dá licença com metade do salário a 2 mil trabalhadores entre junho e setembro. Se a crise não diminuir de tamanho, tudo leva a crer que estes mesmos trabalhadores poderão ser demitidos.

g Internet derruba a revista Playboy. Prejuízo no primeiro trimestre de 2009 foi de 13,7 milhões de dólares. Publicidade diminui em 39%. Hefner pede 390 milhões de dólares. (Daily Mail-Clarin)

g Países da Zona do Euro gerarão um déficit público de 1 trilhão de euros até 2011.

g FMI prevê que a divida dos países ricos chegue a 140% de seus PIBs em 2014. (El País)

g Estado da Califórnia põe à venda prisão de San Quintin, um cinematográfico píer na baía de S. Francisco e o estádio dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, o mítico Memorial Coliseum. Crise fiscal aumenta e os californianos rechaçaram aumento nos impostos. A mesma EFE também deu conta de que a economia russa despencou 9,8% no primeiro quadrimestre de 2009 em relação ao mesmo período de 2008.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Impostos descartáveis

Discussão sobre os impostos em Brasília versa sobre o que o governo vai fazer para reduzir o rombo que vai ficar com a queda na arrecadação de impostos. Com a crise, o governo teve que agir rápido e colocou o seu caixa a perder quando abdicou de parte da arrecadação em prol do trabalho e das vendas do comércio. Alguém fala em aumento na carga tributária, que se aliviou um pouco com a decisão de cortar alguns bilhões de reais em impostos. Porém ninguém falou do reflexo bom que chegou a pouco: As vendas aumentaram.

A discussão que eu quero criar dentro do povo é a seguinte: O governo deixou de contratar mas não de funcionar. O excesso só do governo Lula é de aproximadamente R$ 100 bi só na folha de pagamentos. O presidente de honra do PT gerou mais cargos na máquina estatal do que qualquer outro presidente brasileiro na história. Porém, não creio que algum tenha sido demitido. Lula tem pouco mais de 6 anos no comando da Nação e já deu tudo isso de prejuízo aos cofres. Sim, prejuízo sim, porque eu não senti nenhuma melhora nos serviços públicos. Senti, sim, uma piora. Mais tarde mostro onde está a piora.

Pouco tempo atrás, o congresso congelou a CPMF porque a pressão da opinião pública foi demais. O povo se juntou diante do congresso para pedir o fim do imposto. E ele foi derrotado. Mais tarde se notou que ele não fazia a menor diferença. O que se quer fazer acreditar é que os súditos do rei precisam pagar cada vez mais pelos excessos de sua majestade. E sua alteza não precisa suar tanto a sua vestimenta assim para justificar o excesso de dinheiro que gasta em agrados aos aliados de plantão. O PMDB é um partido sem muita expressão, haja vista que ainda há naquele partido muitos que são de esquerda e outros tantos que são mais centro. Detalhe é que no Brasil ainda não temos um partido legítimo de direita, representante desta classe...

Bom, a pergunta é: Se funciona com impostos baixos, porque não se continua com a tática? Não sei porque não se diminui mais ainda estes impostos como regra básica ao aumento da competitividade e estímulo à contratação. Pensem: Um trabalhador apenas médio, que receba pouco nos estados unidos ganha US$ 7,50 a hora. Falei direito? Se ele trabalhar oito ao dia (ele pode trabalhar o dobro disso), faz exatos US$ 60 por cada dia de labuta. Pense melhor: A cada mês trabalhado, terá US$ 1800. Para você ver a diferença, pense em um trabalhador um pouco acima. Outro dia ouvi dizer que um motorista de ônibus de Belém não recebe R$ 1000... Se recebesse, o seu patrão lhe pagaria aproximadamente R$ 4,16 por hora trabalhada. Mas estamos falando de mil reais, quase o triplo do mínimo no Brasil e pouco maior que o piso americano. A diferença? Nos EUA, com um salário médio, com muita economia, se pode comprar um carro alemão que, no Brasil, custaria uns R$ 100.000,00 Onde está a graça em trabalhar por estas terra???

Eu acho que esta crise esta crise serviu para mostrar que o Governo gasta muito e reclama ainda mais. O que é interessante é saber que qualquer plus de imposto que é cobrado no Brasil só vai pagar as despesas da corte com besteiras e não financiar um incremento com a saúde, por exemplo. Ainda que elevemos o aporte nesta área, teremos um padrão África para os pacientes e padrão Finlândia para impostos. Nada mudaria. Ou se mudaria, seria bem pouco. Pense: O nosso padrão de corrupção é muito alto e ainda temos os deputados que acham que o nosso dinheiro que vai embora dos nossos bolsos via impostos lhes pertencem. Ao povo, "as lágrimas. Nós estamos trabalhando para engordar nossos bolsos mesmo". E assim vai. O povo só muda alguma coisa quando achar que uma bolsa qualquer coisa não vale a pena por quatro anos de governo ruim. Uma camisa não valer o mesmo que um voto. Um político analfabeto não puder entrar em uma prefeitura a não ser para pedir emprego (sim, porque um político analfabeto é só massa de manobra e assina qualquer documento, mesmo que este diga que todos os seus bens agora passarão à outra pessoa).

Se vocês forem ver o projeto de reforma administrativa do Senado Federal, tomarão um susto. Sarney troca apenas 6 por meia dúzia. Os cargos acabam mas os salários continuam. Cria uma porção de incongruência e lero-lero para dizer que o povo é burro mesmo, de nascença e que vai aceitar tudo isso calado, como sempre fez. Os políticos não vão mudar e, como diria Sérgio Moraes, a imprensa bate e eles se reelegem. Assim, como diria o personagem de V no filme V de Vingança, se queremos um culpado para essa baderna que está ai devemos olhar pelo espelho.

A consciência só será tranquila à uma pessoa com a certeza de seu trabalho cumprido, honestamente, com espaço para o crescimento do país em detrimento do resto. Quando o povo e seus políticos forem tementes á Deus, nação nenhuma nos segura! Os EUA são assim, apesar da crise. Se mudarem a escolha por outro "Deus" mudarão seu rumo e perder~çao o que conseguiram até hoje. Israel é assim e é um país rico no meio de pobres. São os escolhidos de Deus. Quem é escolhido de Deus é, também, protegido do Senhor. Isso explica quem está nas graças, quem pode e quem não pode.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Nada de novo no Front

Para os leitores deste blog desde os tempos mais remotos de sua criação, não é nenhuma novidade que a Fifa anuncie a subsede amazônica da Copa para Manaus (e não em Belém), como era esperado. O projeto manauara é muito mais bonito e moderno que o paraense, ainda que consideremos a tradição do povo daqui em matéria de futebol.

Publicações mais técnicas já davam por certa a escolha da outra capital. Manaus já teve glamour em outras épocas e, com a copa, tem a sua chance de recuperar esse charme. O Teatro Amazonas, palco de uma das mais belas composições alemãs, mostra que a imposição sobre as obras artísticas do nosso estado não tem mais tanta importância nesse tipo de escolha. Para quem não entende partavinas disso, basta olhar em sites da internet mesmo os projetos que estão sendo levados em consideração para que os nossos visinhos levem a competição: Estádios modernos, investimentos em transportes e segurança (o que, aliás, por conta da incompetência administrativa do nosso governo, estão sendo cortados). O que nós temos e que não será nunca menor que o do manauara é a tradição no futebol. Aliás, em se falando em times de futebol, só vamos ver alguma competição depois do nordeste para baixo.

Para a governadora, estar fora da copa deve ser um alívio. Ter que potencializar obras em época de contenção de despesas deve ser duro. Investir não é gastar, como supõem alguns. Investir é enxergar mais além, antever posições, fazer ser a melhor opção para que, no futuro, apanhar o bonde da história e não apenas vê-lo passar. E quem não o faz em tempo útil, pode apenas passar perto do trem e não fazer parte da história. Muitos, por exemplo, dividem a história do Pará em Antes e Depois de Almir Gabriel passar pelo comando do Estado. Hoje a capital do Estado é algo realmente moderno, muito embora não se tenha feito nem metade do que era para ter sido.

Mas agora é tarde. Quem votou no PT esperando mudar alguma coisa na direção do comando do Estado pode se conformar em ter conseguido. Mudamos. Para pior. Hoje a saúde é tudo o que há de desumano, intragável para muitos. Nossa Segurança Pública amarga a corrupção, como no filme "tropa de elite". Não há uma política de desenvolvimento sólida. Apesar de estarmos com bastante dinheiro em caixa, soçobram as atitudes proativas, de vanguarda. Mas não é o que se vê na propaganda. E muitos ainda conseguem ver benesses na falta de segurança e saúde...

Bom, era o que eu tinha para dizer. Prometo ainda voltar ao tema quando sair a decisão oficial da FIFA. Mas não esperem mudanças...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Notícias nada animadoras

Vindo direto do Ex-Blog do César Maia pousando direto neste blog, algumas notícias nada animadoras sobre o futuro. Como eu já previa, o desemprego deve aumentar e a oferta de trabalho, diminuir. Muita coisa que está ai para inglês ver é só bafo. Os números ainda não deixam dizer que teremos um aumento do PIB. Mas vamos lá:


VAREJO!

1. TVs ligadas caem de 63% para 60% no primeiro quadrimestre em SP (TV-ESP).

2. Indústria Automobilística cai em abril 13,6% em relação a 2008 e 10,2% em relação a março (ESP).

3. Sarkozy cai. Le Figaro diz que popularidade caiu para 32%. Metro diz que 63% acham sua presidência negativa (El Pais).

4. Começa hoje a visita do ministro de relações exteriores de Israel -Avigdor Lieberman- a Europa, em Roma. A expectativa é grande, pois tem fama de ser falcão número 1.

5. MMX de Eike Batista demite 326 no MS.

6. Imprensa do Rio continua demitindo (site comuniquese.com).

7. Collor e Jefferson falam em terceiro mandato de Lula (Painel FSP).


Com essas notícias vindo por ai, não dá para falar em terceiro mandato. A menos que o Lula seja o anticristo ou então que ele consiga alguma fórmula mágica de manter o povo no cabresto... Dai, tudo é possível!

Curta sobre o governo

Nessa não dá para acreditar. Eu ainda não estou acreditando.

Recebi uma notícia estarrecedora. No finalzinho da noite de ontem, dia 5. Fala que os gastos da governadora subiram 99%. Isso para não falar no resto. Porém, o seu funcionalismo, que outrora recebia antes do final do mês, agora come o pão que o diabo amassou. Em alguns casos, nem pão come. Só se pagar do seu próprio bolso, pois não tem nada na dispensa!

E agora, governadora?

Se esses números forem reais mesmo, eu vou ficar pasmo porque não vejo ninguém de manifestar. Mesmo quando esse povo todo é o maior prejudicado.

Depois não querem afirmar que aquele jornal que surgiu no outro dia não seja manobra política. Até porque acho que ninguém defende um governo que lhe faz algum mal, como o atraso nos salários. A menos que tenha alguma coisa por explicar.

terça-feira, 5 de maio de 2009

A ética do poder

Onde estamos neste mundo de meu Deus que ainda não aprendemos a ser éticos?

A semana que começa está marcada de escândalos. Matéria no jornal O Liberal mostra que MST recruta tantas quantas forem as pessoas que perderam o emprego na crise, num contingente que chega a ser, muitas vezes, maior que o próprio efetivo da PM. Neste caso, poderemos assistir, em breve, um novo episódio de Canudos. Lá, como aqui, também se prega o messianismo. E todos sabemos que a solução para os problemas do homem não passa necessariamente pela guerra. Passa, obrigatoriamente, pela Palavra de Deus. Basta refletir sobre o que disse Jesus, quando tentado pelo Satanás: "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que vem de Deus".

A revista Isto é revela outra façe em que se encontra o nosso judiciário. Basta ler a matéria de capa, onde um dos juízes do nosso STF pede passagem para transportar a família. A prova está lá, com uma parte na capa da revista. Se é válida são outros quinhentos. Onde estava o direito, neste caso específico? Onde estava o homem público?

O episódio das passagens aéreas é um fato perdido. Uma das pessoas que disseram ter usado das passagens em proveito de terceiros, foi o próprio presidente. Na ocasião, ele afirmou que não havia nenhum problema nesse tipo de uso. Quem não mostrou normalidade em caso semelhante foi o deputado Fernando Gabeira, demonstrando certa tristesa com o ocorrido. O caso oposto foi apresentado pela mesma Istoé, falando a respeito de Ciro Gomes: "Quem a imprensa pensa que é? Eu uso as passagens do jeito que quero"

É triste que nossos representantes pensem isso. Mais triste ainda é saber que eles não estão nem ai para a opinião pública, como se deles fosse o direito de gastar os recursos que são oriundos dos impostos que todos nós, brasileiros honestos, pagamos. Para mim, que pago meus impostos, esse tipo de atitude me enoja. E me leva a pensar que as pessoas que agem dessa forma deveriam ser presas perpetuamente. Ou, no mínimo, não ter mais direitos políticos. Como uma pessoa que pensa que o público é parte de seu patrimônio pode me representar no legislativo ou no executivo? Claro que não pode! Este é do mesmo grupo das pessoas que desviam dinheiro.

Infelizmente, eu não acredito que esta situação tenha solução. Temos que primeiro ensinar o este missivista a ler direito. Parece que, por muitas vezes, ele não sabe o que é democracia. Falo isso com a mesma certeza de quem entende que 1 + 1 é 2. democracia é um poder em que mandam poucos e, aos outros, é facultada a ação de obedecer. Não existem praticamente direitos para quem paga a conta no final. Mas é que a vida distorceu o significado das palavras.

Bom, mas a única coisa que eu vejo é que há uma luz ao final deste túnel de burrice que parece ter se instalado em todos. Se não for assim, então estamos mesmo no mato sem cachorro.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Dias piores virão

O ministro Guido Mantega relatou, nesta semana que passou, que o mundo está a beira de um colapso. No texto, ele afirma que o mundo está em chamas, dizendo que Wall Street sozinha não tinha condições de apagar essas labaredas. O certo, entretanto é que o ministro é um dos primeiros a ver com olhos desprovidos da paixão o fato de que o mundo ainda não raciocinou sobre a extensão da crise financeira que fomos acossados nestes tempos.

Um dos primeiros e mais graves sinais dessa crise é que alguns empregos são irrecuperáveis, faça o governo o que ele quiser. Porém, o mundo poderia gozar de relativa calmaria se todos fossem menos catastrofistas, ao contrário do que possa parecer a este blogger. O que relato é unicamente as coisas que vejo acontecerem. A crise institucionalizada foi prevista por mim ainda no ano passado, quando a crise americana começava a dar seus primeiros sinais. Hoje, outra crise ocupou as manchetes dos jornais: A crise da república, que pode vir a dar seu lugar a um outro sistema de governo — este o verdadeiro motivo de preocupação que os legisladores deveriam dar atenção.

ainda no final desta década, prevejo que virá à tona um grande líder que fará as pessoas entrarem nesta calmaria. O esquecimento dos dias piores está por vir. Mas isto não é exercício de futurologia. Basta lerem as manchetes: Em Belém, a vereadora Vanessa Vasconcelos é acusada de empregar sua secretária na câmara, sem, contudo, pagar-lhe os vencimentos do cargo. No Brasil, os vários deputados usam de forma abusada os recursos da câmara. Não que estes sejam errados, apenas que a crise pede que sejam mais comedidos. E, no caso, como ganham bem para não produzirem nada, poderiam melhorar um pouco seus salários e cortar os extras que acabam indo parar em seus próprios bolsos, enganando o povo.

Comparartivo da revista época mostra que o congresso americano custa mais caro que o Brasileiro. Porém, os políticos de lá não temem investigações sobre suas vidas, Sabem que, ao menor sinal de escândalo, correm risco de impeachment e preferem não corrê-lo. O contrário dos daqui, que acham que são donos de seus mandatos e de tudo o que conseguiram na vida pública. alguns são até austeros, como o ex-senador Jeferson Peres. Outros apenas mostram a capa da vergonha com que sustentam seus mandatos. Isso porque suas figuras públicas estão na cabeça de eleitores que receberam alguma vantagem.

Contando por este lado da moeda, podemos citar partidários do sistema socialista, onde se propõe esconder a corrupção (porque nesse sistema o governo não admite crítica e nem a imprensa que não a estatal) e mesmo os de direita, que não são senão lobos travestidos de coelhos. Ambos deveria ser banidos da política. Fariam um serviço ao povo brasileiro.

Agora, como recomendação ao povo, que espere que o sistema se acabe por sua própria ignorância, que continua a eleger políticos sem conhecê-los e por estes próprios cidadãos, que continuam a enganar o povo e o sistema democrático. Aliás, a democracia encontra-se sob fogo cerrado. Por este mesmo povo que não respeita as leis, mas é eleito para respeitá-las.

Deus nos salve. Deus nos livre da desgraça destes filhos da mãe...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Operação Castelo de Areia: Uma nota.


Quem está por trás da operação que investiga a construtora Camargo Corrêa por crimes financeiros e doações a partidos políticos? Segundo leitores do site do PPS, o mais certo é que o presidente Lula esteja por trás da operação, seguido pelo seu ministro da Justiça, Tarso Genro, com 40 e 29%, respectivamente. O mais interessante é a participação da imprensa em terceiro, com 21%. As informações foram tiradas ainda pouco do site.

O que isso prova? Nada. As informações não tem cunho científico. Mas mostra que as pessoas têm verdadeiro asco
quando sabem de notícias desse tipo. A salvação do sistema democrático passaria, necessariamente, pela deposição do presidente, caso essa informação seja correta, ou seja, o presidente seja realmente o culpado. O povo pode até ser iletrado, mas não é burro.

Até pouco tempo, eu pensava que o presidente Lula seria deposto pelo voto. Depois passei a acreditar que ele é duro no páreo. É interessante achar isso, mas ouvi esta semana algo surpreendente partindo de um venezuelano (e ele não era da oposição nem partidário de nenhum dos lados da disputa eleitoral, exceto interessado em melhorar o seu país. Quando se elege uma pessoa vindo de muito baixo, como é o caso do nosso presidente, ele empobresse tanto a população e os pobres ganham cada vez mais "poder" que este acaba por se perpetuar no poder. É interessante porque às vezes penso que não há mais cérebros neste mundo — e este exemplo prova o contrário.

Mas a pesquisa é no mínimo curiosa. Partindo de um partido socialista, deveria apresentar outros resultados. Porém, trata-se de um partido que se aliou politicamente com a direita da esquerda, ou seja os sociais democráticos.

É interessante também prestarmos atenção à campanha veiculada nacionalmente na TV em horário nobre. Fala um pouco sobre esse Brasil que todos abominam, cuja tradição de honestidade e justiça vem de tempos passados. Porém, acreditando sempre que "todos" pensem como eu descrevi, um povo que é, acima de tudo, ético e honesto. E não demagogo, como parece ser o PT

segunda-feira, 20 de abril de 2009

MST espanta Promotor

Nosso assunto de hoje é um assunto meio chato, uma vez que já me voltei à ele muitas vezes. Mas é necessário porque pode ajudar algumas pessoas a entenderem a fase que estamos passando nos cenários econômico, político, social e religioso. Alguns podem encontrar nessa reflexão algo de imensa necessidade para tomar algumas precauções quanto ao futuro, mudando algumas coisas em suas vidas. E essas mudanças urgem. Porque a paciência divina quanto ao que as pessoas devem fazer para se decidirem está se esgotando. Isso pode significar que há uma revolução em curso e ninguém prestou atenção.

Esta semana que passou, o promotor Sul Riograndense Gilberto Thums teve encerradas as suas batalhas judiciais contra o movimento radical. O promotor se viu de calças curtas, quando foi ameaçado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, que enviou uma representação ao Conselho Nacional do Ministério Público que acusara de afrontar os direitos fundamentais das crianças quando colocou na clandestinidade as escolas itinerantes do MST, A comissão Pastoral da Terra (CPT), que soterrou a caixa de e-mails do promotor, alguns setores não identificados, que grampearam ilegalmente sua linha telefônica, enfim, até tentativa de assassinato ele sofreu.

A frase que entoou ecoa nos rincões do Brasil, tanto como uma ameaça à revolução quanto uma ameaça à democracia: "Cansei. Essa luta não pode ser apenas minha. Se não for de todos, não é de ninguém". Frase esta que deveria tirar o sono de todos nós. Porque desestimula a vida, estimulando sempre a bandidagem com as ações socialistas do movimento. Veja a gravidade que é um promotor estar sob fogo cerrado de um grupo armado revolucionario e do governo. O problema é esse fogo cerrado também chegarà você, caro leitor. E, aceitemos, vai chegar. Se ninguém fizer nada, diga-se.

Como forma de auferir a verdade, eu recomendo que leiam a reportagem e consultem a fonte, o grupo RBS ou qualquer jornal do RS.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A outra crise

Em setembro do ano passado, confidenciei a alguem uma reflexão sobre a crise econômica que estava entrando em vigor. Reflexões apocalípticas, diga-se. Elas diziam sobre a catástrofe que se abateria o mundo seria a mais devastadora de todas, com sinais de destruição que marcariam para sempre a humanidade. O detalhe é que ela acabava da seguinte maneira: "Quando esta crise acabar, veremos outra em maior proporção, que será uma crise moral". O que vemos hoje senão uma crise de valores morais e éticos?

É mais comum ver hoje nos jornais alguma notícia de que um pai estuprou o seu próprio filho do que ver uma notícia de que alguém casou seu filho com uma moça direita. É mais comum saber que um bandido matou uma pessoa de bem do que ver que ele foi preso antes de que pudesse cometer algum mal mais grave. É mais comum uma pessoa ter sido sequestrada e, em face ao mal, pagar o seu resgate, sendo que a vítima já estava morta. É mais comum ver o mal sendo feito e perpetuado e ninguém fazer nada.

As autoridades, como que usando de um pano de artifício para tal assunto, assumem posturas defensivas do que resolverem os problemas de fato. Pensam em besteiras e resolvem criar legislações que proíbem o cidadão comum de ter armas, por exemplo, ao invés de cobrar responsabilidades de quem as possui.

Se o cidadão leitor fizer uma pesquisa baseada em resultados, verá que apenas nos lugares onde as armas são priobidas nos EUA é que acontecem as maiores atrocidades. Bandidos só enfrentam um lar onde ali more uma jovem idosa ou onde o líder masculino da família não tenha armas ou tenha porte físico menos avantajado. Ou, então, a maldade se apodera daqueles infelizes que tem a infelicidade de ter acesso à armas e, subitamente, cometem os crimes depositando sua confiança no poder de fogo que o projétil é capaz de criar. Em última instância, alguns são acometidos da inocência que é ter armas de brinquedo e de verdade no mesmo baú. e acabam pagando com a vida, muitas vezes sem ter a certeza de que estão lidando com equipamento mortal. Nesse caso, os pais devem pagar pela irresponsabilidade de terem deixado suas armas ao alcance das crianças.

O problema é que o simples estatuto do desarmamento não acaba o problema do aumento da criminalidade, acabando por tornar criminoso aquele que vive armado. Aquele que porta armas para a sua pura e simples defesa não pode ser considerado cidadão de bem. E as armas entregues ao Estado acabam indo parar nas mãos de bandidos. Ou seja, o estatuto acaba por municiar bandidos. Cria-se um Estado que arma o bandido e desarma o cidadão, de forma que quem mais sofre com isso é apenas aquela pessoa que pensa apenas em viver sua vida e não aquela que pensa em ceifar a vida do próximo.

O que fazer? Acabar o Estatuto seria uma medida, mas os resultados poderiam ser ainda piores. Mas não agir seria a atitude mais errada a se tomar.

Mais e mais o estado tem tomado conta de nossas vidas de forma que quase não podemos fazer nada. Em roupa de cordeiro, o Estado cada vez mais se apresenta uma verdadeira raposa. Deide não fazer nada para proteger o cidadão, agindo apenas quando é tarde demais. E deixa aqueles que deveriam ser protegidos ao Deus dará, à própria sorte.

Você fica de fora dessa luta? Saiba que essa parte da história também já foi contada. O resultado pode ser visto em qualquer filme ou livro do holocausto judeu ou que fale sobre a revolussão Bolchevique, na Russia ou de Mao, na China.

Intervenção na economia e a crise do capitalismo

Parece irreal que um presidente afirme, com todas as letras, que o Estado deve gerir a economia e os líderes do Banco Mundial aprovem a idéia. É insano que as pessoas defendam um modelo social de gestão, contribuindo para a "privatização" dos direitos e dos deveres. Pois isso aconteceu na reunião da WEF (sigla para Fórum Econômico Mundial), que se realiza no Rio de Janeiro. A defesa do socialismo deveria ser deixada para a "internacional comunista" ou ONG's de esquerda — e não para os líderes mundiais ou mesmo os banqueiros.

Para o presidente Lula, a economia deveria estar intrinsecamente controlada pelas "forças produtivas" e, como o presidente não concebe que essas forças sejam algo diferente do estado, então ele defende a estatização de tudo. Nesse sentido, perdem a razão de ser os partidários do PSTU e do PSol. Se o presidente quer mais estado em um momento que este não tem condições de se autossustentar, então significa o fim do que podemos chamar de democracia.

É bom lembrarmos que a crise do capitalismo começou devido a intervenção do estado na economia. O ex-presidente americano Bill Clinton mandou que se abrissem as portas da economia à pessoas financeiramente inaptas. Começaria ali o aumento no fluxo de crédito aos mercados. Porém, como havia a possibilidade de calote às empresas, os bancos não abriam mão de receber a mais pela emissão de crédito. A isso, deram o nome de Sub-prime, pois pagavam juros diferenciados, o oposto do crédito prime, que quase não os pagava.

Agora, porque essa crítica é um exemplo que deveríamos nos apoiar? Primeiro porque o governo não tem condições de sustentar a economia como um todo sem que haja perdas significativas para todos. As necessidades de comunicação não retrocederiam, mas os mercados teriam que se adaptar para menos Internet, por exemplo. As necessidades de exportação de minérios não retrocederiam. A indústria da construção não retrocederia... Enfim, retrocederiam apenas os direitos do cidadão, porque o estado negaria conceções em troca de crescimento econômico. Mas nós sabemos como termina esta história.

Hoje, o mundo desfruta de relativa calmaria nos mercados. O Brasil um pouco mais que os outros porque fez ajustes antecipados em sua economia. O Proer, muito criticado pela esquerda, foi um desses bons exemplos. Porém, ainda não fizemos tudo.

Deste o final do governo Fernando Henrique, temos acertado na escolha dos presidentes do Banco Central. Armínio Fraga, Pedro Malan, Henrique Meireles. Boas escolhas que só fortalecem a imagem da nossa economia. Mas, quando defendem que o Estado pode mandar e desmandar na economia, falam grego em um mercado que não entende grego. Isso gera instabilidade. Insegurança. O problema é que o mercado aceita isso pela crise criada pelos governos.

Onde vamos chegar? Talvez no inferno.

Lembram do plano Cruzado e do confisco da caderneta de poupança? Sabia que isso está em votação no congresso? Uma proposta de lei para confiscar, oficialmente, todo o dinheiro de quem tem mais de R$ 7.000,00 depositados, mesmo que a origem seja limpa, proba, qualquer recurso superior a esta margem poderá ser confiscado pelo governo se a tal lei for aprovada. Será que você quer que isso aconteça?

Segundo o governo, o dinheiro iria para "questões sociais". Será mesmo que irão? Se todos os recursos maiores que os R$ 7 mil tiverem que voltar para os governos, é como forçar uma indústria ao trabalho, sendo que o patrão seria o governo federal, que pagaria apenas R$ 7000 pela obra toda, além do salário dos funcionários. O prejuízo brutal da empresa ficaria com os acionistas, que teriam que fechar. Resultado: Desemprego em massa.

O pior viria depois, com os trabalhadores recebendo algo equivalente a R$ 350. O que pode ser pior? Pior é você não ter liberdade mais para nada. Pior é você ter confiscada a sua casa depois de ter trabaçhado durante tanto tempo, economizado seu dinheiro para pagar tudo e, da noite para o dia, o governo entender que outras pessoas têm mais carência e devem ficar com o seu imóvel. Isso para não passar do exemplo do imóvel.

Pense nas infinitas possibilidades que um governo desses trariam para a sua vida. Até ela eles poderiam decidir. Ou seja, você pode perdê-la apenas por pensar diferente. OU seja, este blogger seria um dos candidatos ao paredão, podendo morrer fuzilado, enforcado em praça pública, afogado, queimado, cortado...

Eu é que não quero imaginar isso...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Gasolina: Em alta no Brasil e em baixa no mundo

A vantagem de ter um governo populista,como o do sr. Lula da Silva é que, com o balanço da economia desfavorável, ele sempre arruma uma maneira de fazer ela ficar melhor para nós. A desvantagem é que, sempre que há um ar de bonança nos mercados mundiais, há a necessidade de ganhar aquele dinheiro que deixou de entrar quando ventos instáveis sopravam para este lado, gerando turbulência.

Hoje chega a notícia de que o que estava ruim pode ficar ainda pior. Uma mexida do governo estadual no cálculo do ICMS, faz os combustíveis aumentarem cerca de R$ 0,07, acrescimo de cerca de 2%. Um combustível que fica mais barato vez por outra no mercado mundial, ainda encontra uma maneira de ficar mais caro no Brasil. É, o governo do Pará fica no vermelho gastando exorbitantemente e a maneira de recuperar estes investimentos é cobrando mais e mais do contribuinte. O jeito é deixar de andar de carro e comprar uma bicicleta. Com o combustível nesse patamar, proibitivo, é o jeito para economizar mais dinheiro nessa crise em que o mundo está mergulhado.

E esperem mais medidas desse tipo. Com a arrecadação em baixa, a medida encontrada pelos governos populistas é isso ai: Aumentar impostos e dar mais dinheir aos pobres, via bolsas qualquer coisa. Só não esperem, com estas medidas, uma melhora no cenário da economia local. Porque quando há um aumento desses aqui, as pessoas arrumam um jeito de economizar dinheiro andando menos de carro e isso se reflete nas contas públicas... E por ai vai.