Para os leitores deste blog desde os tempos mais remotos de sua criação, não é nenhuma novidade que a Fifa anuncie a subsede amazônica da Copa para Manaus (e não em Belém), como era esperado. O projeto manauara é muito mais bonito e moderno que o paraense, ainda que consideremos a tradição do povo daqui em matéria de futebol.
Publicações mais técnicas já davam por certa a escolha da outra capital. Manaus já teve glamour em outras épocas e, com a copa, tem a sua chance de recuperar esse charme. O Teatro Amazonas, palco de uma das mais belas composições alemãs, mostra que a imposição sobre as obras artísticas do nosso estado não tem mais tanta importância nesse tipo de escolha. Para quem não entende partavinas disso, basta olhar em sites da internet mesmo os projetos que estão sendo levados em consideração para que os nossos visinhos levem a competição: Estádios modernos, investimentos em transportes e segurança (o que, aliás, por conta da incompetência administrativa do nosso governo, estão sendo cortados). O que nós temos e que não será nunca menor que o do manauara é a tradição no futebol. Aliás, em se falando em times de futebol, só vamos ver alguma competição depois do nordeste para baixo.
Para a governadora, estar fora da copa deve ser um alívio. Ter que potencializar obras em época de contenção de despesas deve ser duro. Investir não é gastar, como supõem alguns. Investir é enxergar mais além, antever posições, fazer ser a melhor opção para que, no futuro, apanhar o bonde da história e não apenas vê-lo passar. E quem não o faz em tempo útil, pode apenas passar perto do trem e não fazer parte da história. Muitos, por exemplo, dividem a história do Pará em Antes e Depois de Almir Gabriel passar pelo comando do Estado. Hoje a capital do Estado é algo realmente moderno, muito embora não se tenha feito nem metade do que era para ter sido.
Mas agora é tarde. Quem votou no PT esperando mudar alguma coisa na direção do comando do Estado pode se conformar em ter conseguido. Mudamos. Para pior. Hoje a saúde é tudo o que há de desumano, intragável para muitos. Nossa Segurança Pública amarga a corrupção, como no filme "tropa de elite". Não há uma política de desenvolvimento sólida. Apesar de estarmos com bastante dinheiro em caixa, soçobram as atitudes proativas, de vanguarda. Mas não é o que se vê na propaganda. E muitos ainda conseguem ver benesses na falta de segurança e saúde...
Bom, era o que eu tinha para dizer. Prometo ainda voltar ao tema quando sair a decisão oficial da FIFA. Mas não esperem mudanças...
Mostrando postagens com marcador Desenvolvimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desenvolvimento. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 11 de maio de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
Estudo: Prioridade?
Quem quiser ler, os jornais estão ai: Educação em Ananindeua não é prioridade, nem do governo municipal e nem do governo estadual. Notem que a educação deveria ser prioridade número um para um país que pleiteia uma vaga no CS da ONU e outra no primeiro mundo, o desenvolvido.
Salários são mais altos para quem estuda mais. Para quem não estuda, resta passar uma vida inteira com uma bolsa que mal paga o almoço e o jantar — a maioria das famílias com pouca instrução tem mais de 3 filhos e os usam para recolher alguns trocados nas ruas além da verba de ajuda do governo.
A foto mostra bem o que todos podem ver in loco: Alunos de mais em salas de menos. Isso sem contar que os professores ensinam errado os alunos: Minha prima, quando ainda fazia o primeiro grau, reclamou à professora que uma colega colava em sua prova, no que recebeu de alento da professora: "Faça a sua prova errado que ela vai colar errado".
São milhares de exemplos que, como o citado acima, mostram que a culpa da educação está, também nos professores. O que falta para o governo apostar nos bons em detrimento dos maus? O que é melhor para um professor: Gastar mais tempo aprendendo ou trabalhar mais para ganhar mais? A questão, ao meu ver, torna-se ensinar melhor o aluno. Mas se o professor não ganha nada a mais por isso, o que esperar da qualidade do ensino?
Nosso estado deturpa muito os salários dos seus trabalhadores. Já vi gente trabalhando, com diploma de nível superior e doutorado, que recebia pouco mais de 400 de salário-base. Ai tem que trabalhar em outras atividades como forma de complementar seus parcos caraminguás. O que esperar desse profissional?
Fico pensando o que podem esperar, daqui 10, 100 anos, as pessoas que dependem do serviço público. No privado, embora os salários sejam melhores, não muda muita coisa...
O engraçado é que, se compararmos as rendas de Brasil e Coréia de 50 anos atrás, veremos que a per-capita era semelhante nos dois países. Hoje, é quase 4 vezes a nossa. O que houve para tamanha discrepância? Investimento maciço em educação por lá. Isso só mostra que o Brasil só caminha por estradas erradas. Pior: Nunca volta e tenta percorrer nas estradas boas, que levam ao desenvolvimento.
Porquê será isso?
Salários são mais altos para quem estuda mais. Para quem não estuda, resta passar uma vida inteira com uma bolsa que mal paga o almoço e o jantar — a maioria das famílias com pouca instrução tem mais de 3 filhos e os usam para recolher alguns trocados nas ruas além da verba de ajuda do governo.
A foto mostra bem o que todos podem ver in loco: Alunos de mais em salas de menos. Isso sem contar que os professores ensinam errado os alunos: Minha prima, quando ainda fazia o primeiro grau, reclamou à professora que uma colega colava em sua prova, no que recebeu de alento da professora: "Faça a sua prova errado que ela vai colar errado".
São milhares de exemplos que, como o citado acima, mostram que a culpa da educação está, também nos professores. O que falta para o governo apostar nos bons em detrimento dos maus? O que é melhor para um professor: Gastar mais tempo aprendendo ou trabalhar mais para ganhar mais? A questão, ao meu ver, torna-se ensinar melhor o aluno. Mas se o professor não ganha nada a mais por isso, o que esperar da qualidade do ensino?
Nosso estado deturpa muito os salários dos seus trabalhadores. Já vi gente trabalhando, com diploma de nível superior e doutorado, que recebia pouco mais de 400 de salário-base. Ai tem que trabalhar em outras atividades como forma de complementar seus parcos caraminguás. O que esperar desse profissional?
Fico pensando o que podem esperar, daqui 10, 100 anos, as pessoas que dependem do serviço público. No privado, embora os salários sejam melhores, não muda muita coisa...
O engraçado é que, se compararmos as rendas de Brasil e Coréia de 50 anos atrás, veremos que a per-capita era semelhante nos dois países. Hoje, é quase 4 vezes a nossa. O que houve para tamanha discrepância? Investimento maciço em educação por lá. Isso só mostra que o Brasil só caminha por estradas erradas. Pior: Nunca volta e tenta percorrer nas estradas boas, que levam ao desenvolvimento.
Porquê será isso?
Marcadores:
Desenvolvimento,
Educação,
Renda
Assinar:
Postagens (Atom)