Hoje escolhi como tema para minhas reflexões no meu Blog um e-mail corrente, mas que vale a pena ser lido. Precisamos entender que depois do aumento estratosférico a que se deram nossos parlamentares, esta discussão vem bem a calhar. Como e o quê esperar de uma sociedade que paga uma miséria para aqueles que ensinam a geração do futuro quando esta mesma sociedade aceita pagar um salário monumental aos seus representantes no governo?
Bom, isso passa obviamente por rever o poder que damos aos nossos governadores. Eles fazem tudo para se beneficiar, quando o resto do povo não consegue nem o suficiente para se manter. “Eles fingem que pagam e os professores fingem que ensinam”, conforme falou esse cidadão. Eu mesmo já trabalhei com gente assim, que finge que paga, mas quando o assunto é coisa de estado, assunto que deveria merecer manchetes dos jornais, ai a coisa precisa mudar de figura. Afinal, quem se importa se um professor recebe R$ 440 ou R$ 4400 por mês? Eu me importaria se fosse a escola do meu filho. Porque se um professor está insatisfeito, ele vai mudar a cabeça do meu filho, não o ensinando da maneira correta. E, desse jeito, prefiro eu mesmo educar meu filho em casa.
Eis a carta:
Prezado amigo, sou professor de Física de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00. Fico até com vergonha de dizer, mas meu salário é de R$ 650,00. Isso mesmo, você não olhou um zero a menos. E olha que eu ganho mais do que outros colegas de profissão, que não possuem curso superior como eu e recebem minguados R$ 440,00. Será que alguém acha que com um salário assim a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar?
Não quero generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova um aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, leciono porque sou idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!
Descobri que um parlamentar brasileiro custa ao país R$ 10,2 milhões por ano. São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$ 11.545. Na Itália, são gastos com parlamentares R$ 3,9 milhões, na França, pouco mais de R$ 2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e, na vizinha Argentina, R$ 1,3 milhões. Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior!
Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema seria:
“Troque um parlamentar por 344 professores”.
Vamos colaborar. Afinal de contas, o professor é aquele cara que pode mudar o nosso futuro. Não que tenhamos que levar ao pé da letra isso, mas pelo menos fazendo com que nossos políticos se importem menos com os bolsos deles do que com a formação dos filhos dos outros que, por acaso, pode ser o seu...
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sábado, 22 de janeiro de 2011
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Educação européia não é tão boa
Nível educacional dos americanos surpreende
Peter Baldwin
Los Angeles
As diferenças dos dois lados do Atlântico são o contrário do que se imagina. A porcentagem de americanos formados em universidades e escolas secundárias é mais alta do que em qualquer país europeu. Os americanos adultos são melhor educados do que os adultos da Europa. E os EUA gastam mais dinheiro por criança, em todos os níveis da educação, do que qualquer país do oeste da Europa.
Os europeus costumam acreditar que as boas escolas americanas são particulares e servem apenas à elite. Mas a educação americana é menos privatizada do que a da maioria dos sistemas europeus. A educação pública foi um dos primeiros programas sociais a receber financiamento público massivo nos EUA. E os americanos, descobriu-se, leem. Para os padrões europeus, a porcentagem de americanos analfabetos é mediana. Há mais jornais per capita nos EUA do que em qualquer lugar da Europa, fora a Escandinávia, Suíça e Luxemburgo.
A longa tradição de bibliotecas públicas com bom financiamento nos EUA significa que o leitor médio americano tem uma oferta de livros melhor do que seus colegas da Alemanha, Inglaterra, França, Holanda, Áustria e os países do Mediterrâneo. O americano médio usou mais livros de biblioteca do que seus colegas na Alemanha, Áustria, Noruega, Irlanda, Luxemburgo, França e por todo o Mediterrâneo. Os americanos compram mais livros per capita do que qualquer europeu. E eles também escrevem mais livros per capita do que as nações europeias.
Comparações transatlânticas. Retirado do Ex-blog do César Maia
Peter Baldwin
Los Angeles
As diferenças dos dois lados do Atlântico são o contrário do que se imagina. A porcentagem de americanos formados em universidades e escolas secundárias é mais alta do que em qualquer país europeu. Os americanos adultos são melhor educados do que os adultos da Europa. E os EUA gastam mais dinheiro por criança, em todos os níveis da educação, do que qualquer país do oeste da Europa.
Os europeus costumam acreditar que as boas escolas americanas são particulares e servem apenas à elite. Mas a educação americana é menos privatizada do que a da maioria dos sistemas europeus. A educação pública foi um dos primeiros programas sociais a receber financiamento público massivo nos EUA. E os americanos, descobriu-se, leem. Para os padrões europeus, a porcentagem de americanos analfabetos é mediana. Há mais jornais per capita nos EUA do que em qualquer lugar da Europa, fora a Escandinávia, Suíça e Luxemburgo.
A longa tradição de bibliotecas públicas com bom financiamento nos EUA significa que o leitor médio americano tem uma oferta de livros melhor do que seus colegas da Alemanha, Inglaterra, França, Holanda, Áustria e os países do Mediterrâneo. O americano médio usou mais livros de biblioteca do que seus colegas na Alemanha, Áustria, Noruega, Irlanda, Luxemburgo, França e por todo o Mediterrâneo. Os americanos compram mais livros per capita do que qualquer europeu. E eles também escrevem mais livros per capita do que as nações europeias.
Comparações transatlânticas. Retirado do Ex-blog do César Maia
domingo, 14 de junho de 2009
Escola que ensina a perder sonhos
Educação não se compra. Ainda mais em se falando nos dias de hoje, em que vemos a compra de tudo. Dá raiva até. Tudo bem que eu sou a favor do livre comércio, mas certas coisas não podem e nem devem ser vendidas. A nossa dignidade, por exemplo. O que pensar daquele que, por veleidade, escolhe vender seus sonhos por míseros R$ 500. Sonhos não tem preço! Ainda que sejam utopias, querer fazer um mundo melhor não deve ser objeto de limitação. Mas esse limite tem que ser razoável. Não vamos permitir que alguém sonhe com um mundo onde todo mundo pode matar todo mundo. Daí já é loucura. Mas imaginem algo sublime, sendo tirado antes mesmo que possamos ter discernimento entre o certo e o errado. E, pior, mostrado por todos como aceito pela grande massa, que acha isso legal e bom. Claro, sempre a história é contada como fado, lenda possível e normal. Essa fábula começa na escola.
É na escola que começamos a dar os primeiros passos dos nossos sonhos. Começamos a tornar real aquilo que nos vai mover até a última fase de nossas vidas: A velhice. Vai funcionar como moto contínuo, uma força impossível de ser parada. Vai derrubar conceitos. Vai nos levar, enfim, ao paraíso. Mas dai a vida vem com a realidade e suja o que achávamos belo. E essa sujeira parte da escola. Sob a rubrica de uma simples brincadeira, mestres e diretores de escola sempre fazem uma festa de quadrilhas juninas onde aquele que arrecadar mais dinheiro (votos) é quem vence. VOTOS VALEM DINHEIRO. Passa a idéia de que vender votos é lícito
Educação não se compra. Mas as escolas teimam ainda em ensinar que a compra de votos não só é sadia como também insistem que ela ainda vale a pena. E depois reclamamos que nada vai bem no país porque sempre se elege alguém que investiu mais dinheiro do que era preciso se todos votassem com os olhos da ética. Se todos votassem naquele candidato que realmente tivesse propostas boas, que fizessem coisas que realmente fossem melhorart nossas vidas, ai sim, quem sabe, nosso país fosse algo melhor, diferente, sem ladrões. Mas é sonhar alto demais: Nem mesmo as leis se respeitam neste lado do globo...
Ninguém precisa disso. Ninguém precisa do exemplo que vem das escolas. Porque ensinar a vender o seu próprio voto é como vender a própria dignidade. E vender a dignidade é como vender seu sonho. E vender o seu sonho é como vender o espírito. E isso significa que nem sempre teremos aquilo que seria o melhor. Mas sempre teremos o melhor para os políticos. E eles sempre se fartarão de coisas que os engrandecerão. E sempre existirá aquele que vende o seu voto. E sempre existirá aquele que chora por alguma coisa. E sempre existirá aquele que morre de fome. E sempre existirá o mal. Só não haverá sonho, porque ele, teoricamente, não existe mais... Porque as escolas, no passado, ensinaram a perdê-lo! Porque elas são coniventes com o que é errado
É na escola que começamos a dar os primeiros passos dos nossos sonhos. Começamos a tornar real aquilo que nos vai mover até a última fase de nossas vidas: A velhice. Vai funcionar como moto contínuo, uma força impossível de ser parada. Vai derrubar conceitos. Vai nos levar, enfim, ao paraíso. Mas dai a vida vem com a realidade e suja o que achávamos belo. E essa sujeira parte da escola. Sob a rubrica de uma simples brincadeira, mestres e diretores de escola sempre fazem uma festa de quadrilhas juninas onde aquele que arrecadar mais dinheiro (votos) é quem vence. VOTOS VALEM DINHEIRO. Passa a idéia de que vender votos é lícito
Educação não se compra. Mas as escolas teimam ainda em ensinar que a compra de votos não só é sadia como também insistem que ela ainda vale a pena. E depois reclamamos que nada vai bem no país porque sempre se elege alguém que investiu mais dinheiro do que era preciso se todos votassem com os olhos da ética. Se todos votassem naquele candidato que realmente tivesse propostas boas, que fizessem coisas que realmente fossem melhorart nossas vidas, ai sim, quem sabe, nosso país fosse algo melhor, diferente, sem ladrões. Mas é sonhar alto demais: Nem mesmo as leis se respeitam neste lado do globo...
Ninguém precisa disso. Ninguém precisa do exemplo que vem das escolas. Porque ensinar a vender o seu próprio voto é como vender a própria dignidade. E vender a dignidade é como vender seu sonho. E vender o seu sonho é como vender o espírito. E isso significa que nem sempre teremos aquilo que seria o melhor. Mas sempre teremos o melhor para os políticos. E eles sempre se fartarão de coisas que os engrandecerão. E sempre existirá aquele que vende o seu voto. E sempre existirá aquele que chora por alguma coisa. E sempre existirá aquele que morre de fome. E sempre existirá o mal. Só não haverá sonho, porque ele, teoricamente, não existe mais... Porque as escolas, no passado, ensinaram a perdê-lo! Porque elas são coniventes com o que é errado
domingo, 7 de junho de 2009
Onde o mundo vai parar?
Esta semana uma imagem chocou milhares de brasileiros e não veio do Estado. A cena é muito mais que repugnante porque um bandido, armado com revólveres de brinquedo, resolve ensinar duas crianças a assaltar e a matar. A criança parece não entender o código do rapaz, mas ele leciona a matéria em que é um PHD: Roubo e furto. Intencionalmente.
Seu tio é o personagem principal do vídeo. Ele ensina seu sobrinho a assaltar e a matar. Que padrão ele deve ter na cabeça para ensinar tão vil atitude? Sua esposa é alcoviteira do crime. Que tipo de mãe poderia ser ela
Sinceramente não sei o que pensar desse episódio. Mas você não pode ficar indiferente a isso. Quem não assistiu que assista aqui
Seu tio é o personagem principal do vídeo. Ele ensina seu sobrinho a assaltar e a matar. Que padrão ele deve ter na cabeça para ensinar tão vil atitude? Sua esposa é alcoviteira do crime. Que tipo de mãe poderia ser ela
Sinceramente não sei o que pensar desse episódio. Mas você não pode ficar indiferente a isso. Quem não assistiu que assista aqui
domingo, 29 de março de 2009
Projeto de lei da educação
Recebi este mail da leitora Layse Christine, que recebeu por uma corrente da educação na Internet, mas que vale a pena ler. O Projeto de Lei do Senado (PLS), do senador, ex-governador do DF e ex-candidato do PDT à Presidência, Cristóvam Buarque, visa a obrigar todos os políticos eleitos no país a matricularem seus filhos em escolas públicas. Pela visão do próprio senador, a lei faria com que os políticos se preocupassem mais com a qualidade do ensino, uma vez que não poderiam fazer os filhos estudarem em colégio particular, fazendo com que a educação melhorasse de modo geral.
Eu não tenho certeza de que isto bastaria, pois que os políticos arranjariam um meio de enganar a legislação e matriculariam seus filhos em colégios particulares ou mesmo no exterior, como é o caso de alguns. E isso faria com que a legislação se tornasse inócua. Mas é uma primeira idéia, o que contribui para o aprofundamento da questão. Vamos propor o aprofundamento desta questão mais adiante. Por ora, vou apresentar para vocês a cópia do texto do e-mail que recebi da leitora, que aliás, é minha esposa. O projeto é de 2007. Ei-lo:
PROJETO QUE OBRIGA POLÍTICOS A MATRICULAREM SEUS FILHOS EM ESCOLAS PÚBLICAS.
UMA CORRENTE DIFERENTE - Trata-se de um movimento de apoio à idéia do senador Cristovam Buarque, que foi candidato a presidente com a proposta da educação. Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, governador, presidente) seja obrigado a pôr os filhos na escola pública. As conseqüências seriam as melhores possíveis.. Quando os políticos se virem obrigados a pôr seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos atualmente no Brasil. SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM no seu dia-a-dia e pela Internet (em cópia oculta e apague o endereço de quem lhe enviou, para evitar SPAM). E ajude a REALIZAR essa idéia. Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país. O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166
PLS - PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 480 de 2007
Autor: SENADOR - Cristovam Buarque
Ementa: Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
Data de apresentação: 16/08/2007
Situação atual:
Local: 17/11/2008 - Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
Situação: 29/05/2008 - PRONTA PARA A PAUTA NA COMISSÃO
Indexação da matéria: Indexação: FIXAÇÃO, OBRIGATORIEDADE, AGENTE PÚBLICO, OCUPANTE, CARGO ELETIVO, EXECUTIVO, LEGISLATIVO, REPÚBLICA FEDERATIVA, ESTADOS, (DF), MUNICÍPIOS, MATRÍCULA, FILHOS, DEPENDENTE, ESCOLA PÚBLICA, EDUCAÇÃO BÁSICA, ENSINO FUNDAMENTAL, ENSINO DE PRIMEIRO GRAU, DEFINIÇÃO, PRAZO MÁXIMO, APLICAÇÃO, NORMAS.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.
Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.
Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.
JUSTIFICATIVA - No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público. Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, em vez de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios. Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiar de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos. Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais - vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República - deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoral.
O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:
a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a "evasão legal" de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;
d) estratégico: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão. Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações - uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo -, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres.
Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação deste projeto.
É IMPRESCINDÍVEL FAZER ISSO TAMBÉM PARA A SAÚDE!
Sala das Sessões,
Senador CRISTOVAM BUARQUE
Eu não tenho certeza de que isto bastaria, pois que os políticos arranjariam um meio de enganar a legislação e matriculariam seus filhos em colégios particulares ou mesmo no exterior, como é o caso de alguns. E isso faria com que a legislação se tornasse inócua. Mas é uma primeira idéia, o que contribui para o aprofundamento da questão. Vamos propor o aprofundamento desta questão mais adiante. Por ora, vou apresentar para vocês a cópia do texto do e-mail que recebi da leitora, que aliás, é minha esposa. O projeto é de 2007. Ei-lo:
PROJETO QUE OBRIGA POLÍTICOS A MATRICULAREM SEUS FILHOS EM ESCOLAS PÚBLICAS.
UMA CORRENTE DIFERENTE - Trata-se de um movimento de apoio à idéia do senador Cristovam Buarque, que foi candidato a presidente com a proposta da educação. Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, governador, presidente) seja obrigado a pôr os filhos na escola pública. As conseqüências seriam as melhores possíveis.. Quando os políticos se virem obrigados a pôr seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos atualmente no Brasil. SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM no seu dia-a-dia e pela Internet (em cópia oculta e apague o endereço de quem lhe enviou, para evitar SPAM). E ajude a REALIZAR essa idéia. Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país. O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166
PLS - PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 480 de 2007
Autor: SENADOR - Cristovam Buarque
Ementa: Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
Data de apresentação: 16/08/2007
Situação atual:
Local: 17/11/2008 - Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
Situação: 29/05/2008 - PRONTA PARA A PAUTA NA COMISSÃO
Indexação da matéria: Indexação: FIXAÇÃO, OBRIGATORIEDADE, AGENTE PÚBLICO, OCUPANTE, CARGO ELETIVO, EXECUTIVO, LEGISLATIVO, REPÚBLICA FEDERATIVA, ESTADOS, (DF), MUNICÍPIOS, MATRÍCULA, FILHOS, DEPENDENTE, ESCOLA PÚBLICA, EDUCAÇÃO BÁSICA, ENSINO FUNDAMENTAL, ENSINO DE PRIMEIRO GRAU, DEFINIÇÃO, PRAZO MÁXIMO, APLICAÇÃO, NORMAS.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.
Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.
Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.
JUSTIFICATIVA - No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público. Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, em vez de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios. Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiar de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos. Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais - vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República - deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoral.
O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:
a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a "evasão legal" de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;
d) estratégico: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão. Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações - uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo -, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres.
Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação deste projeto.
É IMPRESCINDÍVEL FAZER ISSO TAMBÉM PARA A SAÚDE!
Sala das Sessões,
Senador CRISTOVAM BUARQUE
sábado, 28 de março de 2009
Educação na desgraça
Confirmando-se a tese ministrada por este poster estes dias e que todos já sabem ser verdade. Apenas para as pessoas não terem que recorrer à leitura do artigo inteiro, citarei apenas o exemplo que se encontra na coluna e darei o link para onde está publicada a matéria real:

"Porque (SIC) a carga horária almentar?", grafado incorretamente, define a preocupação dos estudantes com o aumento da carga horária. É triste ver que defendem a redução da carga horária mas não demonstram preocupação com a qualidade do seu ensino. Ressalve-se que os alunos só descobriram o erro quando já era tarde demais. E o fotógrafo já tinha feito a foto.
Não sabemos por onde começar a correção no ensino. A esquerda fala que o mais importante é melhorar o acesso à universidade. Com base científica, comprova-se que o ideal seria melhorar as condições para o acesso ao ensino médio. Já eu acho que o ideal seria beneficiar a pesquisa como forma de melhorar a qualidade do ensino. Os professores receberiam por produção e seriam obrigados a apresentar alguma melhora ao final do ano, sob pena de terem que pagar em dobro tudo o que receberam.
Por outro lado, isso não teria efeito prático. Alunos e mestres ficariam perdidos em sala, pois um não entende patavinas o que o outro fala. Os jovens tem uma linguagem cada vez mais pobre e os mestres, talvez procurando se adequar a ela, acabam passando do stermos do que seria aceitável. Isso sem contar com os problemas que a Internet moderna cria: "VC" para cá, "FIK" para lá e por ai vai... O "almento" só vem confirmar isso. Para confirmar o que eu digo, digite a palavra no google e veja a quantidade de links que aparecem.
Dá para entender isso? Os alunos resolvem fazer paralização por menos tempo de aula e ainda cometem uma gafe dessas? No mínimo a gente entende que eles precisam mesmo é de muito mais aulas. 365 dias no ano, pelo menos.
Mas pelo que li no site do jornal Gazeta OnLine, a reivindicação é por infra-estrutura nas escolas. Querem que os alunos fiquem mais tempo nas escolas, mas os bebedouros estão estragados em algumas; noutras, carteiras estão tomadas por cupins, enfim, são milhares de problemas.
Agora o que não dá para entender a faixa, isso não dá.
* a foto foi tirada do site Gazeta Online

"Porque (SIC) a carga horária almentar?", grafado incorretamente, define a preocupação dos estudantes com o aumento da carga horária. É triste ver que defendem a redução da carga horária mas não demonstram preocupação com a qualidade do seu ensino. Ressalve-se que os alunos só descobriram o erro quando já era tarde demais. E o fotógrafo já tinha feito a foto.
Não sabemos por onde começar a correção no ensino. A esquerda fala que o mais importante é melhorar o acesso à universidade. Com base científica, comprova-se que o ideal seria melhorar as condições para o acesso ao ensino médio. Já eu acho que o ideal seria beneficiar a pesquisa como forma de melhorar a qualidade do ensino. Os professores receberiam por produção e seriam obrigados a apresentar alguma melhora ao final do ano, sob pena de terem que pagar em dobro tudo o que receberam.
Por outro lado, isso não teria efeito prático. Alunos e mestres ficariam perdidos em sala, pois um não entende patavinas o que o outro fala. Os jovens tem uma linguagem cada vez mais pobre e os mestres, talvez procurando se adequar a ela, acabam passando do stermos do que seria aceitável. Isso sem contar com os problemas que a Internet moderna cria: "VC" para cá, "FIK" para lá e por ai vai... O "almento" só vem confirmar isso. Para confirmar o que eu digo, digite a palavra no google e veja a quantidade de links que aparecem.
Dá para entender isso? Os alunos resolvem fazer paralização por menos tempo de aula e ainda cometem uma gafe dessas? No mínimo a gente entende que eles precisam mesmo é de muito mais aulas. 365 dias no ano, pelo menos.
Mas pelo que li no site do jornal Gazeta OnLine, a reivindicação é por infra-estrutura nas escolas. Querem que os alunos fiquem mais tempo nas escolas, mas os bebedouros estão estragados em algumas; noutras, carteiras estão tomadas por cupins, enfim, são milhares de problemas.
Agora o que não dá para entender a faixa, isso não dá.
* a foto foi tirada do site Gazeta Online
quinta-feira, 26 de março de 2009
Estudo: Prioridade?
Quem quiser ler, os jornais estão ai: Educação em Ananindeua não é prioridade, nem do governo municipal e nem do governo estadual. Notem que a educação deveria ser prioridade número um para um país que pleiteia uma vaga no CS da ONU e outra no primeiro mundo, o desenvolvido.
Salários são mais altos para quem estuda mais. Para quem não estuda, resta passar uma vida inteira com uma bolsa que mal paga o almoço e o jantar — a maioria das famílias com pouca instrução tem mais de 3 filhos e os usam para recolher alguns trocados nas ruas além da verba de ajuda do governo.
A foto mostra bem o que todos podem ver in loco: Alunos de mais em salas de menos. Isso sem contar que os professores ensinam errado os alunos: Minha prima, quando ainda fazia o primeiro grau, reclamou à professora que uma colega colava em sua prova, no que recebeu de alento da professora: "Faça a sua prova errado que ela vai colar errado".
São milhares de exemplos que, como o citado acima, mostram que a culpa da educação está, também nos professores. O que falta para o governo apostar nos bons em detrimento dos maus? O que é melhor para um professor: Gastar mais tempo aprendendo ou trabalhar mais para ganhar mais? A questão, ao meu ver, torna-se ensinar melhor o aluno. Mas se o professor não ganha nada a mais por isso, o que esperar da qualidade do ensino?
Nosso estado deturpa muito os salários dos seus trabalhadores. Já vi gente trabalhando, com diploma de nível superior e doutorado, que recebia pouco mais de 400 de salário-base. Ai tem que trabalhar em outras atividades como forma de complementar seus parcos caraminguás. O que esperar desse profissional?
Fico pensando o que podem esperar, daqui 10, 100 anos, as pessoas que dependem do serviço público. No privado, embora os salários sejam melhores, não muda muita coisa...
O engraçado é que, se compararmos as rendas de Brasil e Coréia de 50 anos atrás, veremos que a per-capita era semelhante nos dois países. Hoje, é quase 4 vezes a nossa. O que houve para tamanha discrepância? Investimento maciço em educação por lá. Isso só mostra que o Brasil só caminha por estradas erradas. Pior: Nunca volta e tenta percorrer nas estradas boas, que levam ao desenvolvimento.
Porquê será isso?
Salários são mais altos para quem estuda mais. Para quem não estuda, resta passar uma vida inteira com uma bolsa que mal paga o almoço e o jantar — a maioria das famílias com pouca instrução tem mais de 3 filhos e os usam para recolher alguns trocados nas ruas além da verba de ajuda do governo.
A foto mostra bem o que todos podem ver in loco: Alunos de mais em salas de menos. Isso sem contar que os professores ensinam errado os alunos: Minha prima, quando ainda fazia o primeiro grau, reclamou à professora que uma colega colava em sua prova, no que recebeu de alento da professora: "Faça a sua prova errado que ela vai colar errado".
São milhares de exemplos que, como o citado acima, mostram que a culpa da educação está, também nos professores. O que falta para o governo apostar nos bons em detrimento dos maus? O que é melhor para um professor: Gastar mais tempo aprendendo ou trabalhar mais para ganhar mais? A questão, ao meu ver, torna-se ensinar melhor o aluno. Mas se o professor não ganha nada a mais por isso, o que esperar da qualidade do ensino?
Nosso estado deturpa muito os salários dos seus trabalhadores. Já vi gente trabalhando, com diploma de nível superior e doutorado, que recebia pouco mais de 400 de salário-base. Ai tem que trabalhar em outras atividades como forma de complementar seus parcos caraminguás. O que esperar desse profissional?
Fico pensando o que podem esperar, daqui 10, 100 anos, as pessoas que dependem do serviço público. No privado, embora os salários sejam melhores, não muda muita coisa...
O engraçado é que, se compararmos as rendas de Brasil e Coréia de 50 anos atrás, veremos que a per-capita era semelhante nos dois países. Hoje, é quase 4 vezes a nossa. O que houve para tamanha discrepância? Investimento maciço em educação por lá. Isso só mostra que o Brasil só caminha por estradas erradas. Pior: Nunca volta e tenta percorrer nas estradas boas, que levam ao desenvolvimento.
Porquê será isso?
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quarta-feira, 18 de março de 2009
Uns com muito enquanto outros têm pouco
Chamou-me a atenção, hoje, de uma matéria exibida no JG sobre educação. Foram mostradas escolas no interior do Pará onde os alunos não recebem merenda algumas vezes. Soube agora que, enquanto isso ocorre para alguns, que estudam ainda em livros defasados (e a governadora gasta milhões em agendas escolares), outras escolas tem merenda para dar e vender. O exagero é tanto que se dão ao luxo de jogar merenda fora.
A fonte que me passou a notícia pediu para que eu não divulgasse. Porém, não compactuo com essa indiferença. Não posso ficar ao lado do exagero, enquanto pessoas deixam de frequentar a escola apenas porque sentem fome. Meu pai já dizia: "Saco vasio não para em pé". Como acreditar em um mundo melhor enquanto ainda há quem possa ser manipulado por outras pessoas assumidamente de má-fé?
Enquanto defendo a "igualdade" ao acesso do conhecimento, ou seja, as pessoas devem ter as mesmas chances de saber, sou absolutamente contra as ditaduras, que lutam exatamente pelo contrário, ou seja, apenas podem ter acesso ao conhecimento, na visão delas, elas mesmas.
Platão acreditava em um fim prático, moral, à sua filosofia. Este fim realiza-se, no entanto, intelectualmente, através da especulação, do conhecimento da ciência. Se eu acredito em uma coisa, devo experimentar aquilo com a finalidade de saber até que ponto eu estou certo. Ninguém tem o direito de me impor um provável erro que eu esteja cometendo. Se tenho a liberdade de pensar, logo posso ter o mundo, a menos que eu me permita estar errado depois de minhas observações.
Então, não posso crer que alguém possa ter o monopólio do ensino apenas por determinar que os alunos vão à escola ou não. Se eles têm acesso aos livros do conhecimento ou não. Tenho que entregar à eles os livros que eles necessitarem, com a verdade que todos possam ver. Não tenho o direito de negar-lhes a sapiência, a verdade. Não posso fazer isso sob pena de negar a vida, a luz. A luz da verdade. A centelha divina.
Nego aqueles que tem por medida disciplinar a negação da verdade. Porque não aceito a mentira como discurso. Mentiras são a negação da verdade, da luz. Não posso associar a verdade à Lúcifer, anjo de luz, apenas por isso. Embora haja a ligação, Lucifer é o mestre da mentira. A verdade é o fato, enquanto que a mentira é a enganação, deslisura, torpor.
Na negação do direito à alimentação, negam-lhe também a verdade, o conhecimento, negam-lhe Deus, por fim.
Alguém precisa mudar essa forma de tratar a educação.
A fonte que me passou a notícia pediu para que eu não divulgasse. Porém, não compactuo com essa indiferença. Não posso ficar ao lado do exagero, enquanto pessoas deixam de frequentar a escola apenas porque sentem fome. Meu pai já dizia: "Saco vasio não para em pé". Como acreditar em um mundo melhor enquanto ainda há quem possa ser manipulado por outras pessoas assumidamente de má-fé?
Enquanto defendo a "igualdade" ao acesso do conhecimento, ou seja, as pessoas devem ter as mesmas chances de saber, sou absolutamente contra as ditaduras, que lutam exatamente pelo contrário, ou seja, apenas podem ter acesso ao conhecimento, na visão delas, elas mesmas.
Platão acreditava em um fim prático, moral, à sua filosofia. Este fim realiza-se, no entanto, intelectualmente, através da especulação, do conhecimento da ciência. Se eu acredito em uma coisa, devo experimentar aquilo com a finalidade de saber até que ponto eu estou certo. Ninguém tem o direito de me impor um provável erro que eu esteja cometendo. Se tenho a liberdade de pensar, logo posso ter o mundo, a menos que eu me permita estar errado depois de minhas observações.
Então, não posso crer que alguém possa ter o monopólio do ensino apenas por determinar que os alunos vão à escola ou não. Se eles têm acesso aos livros do conhecimento ou não. Tenho que entregar à eles os livros que eles necessitarem, com a verdade que todos possam ver. Não tenho o direito de negar-lhes a sapiência, a verdade. Não posso fazer isso sob pena de negar a vida, a luz. A luz da verdade. A centelha divina.
Nego aqueles que tem por medida disciplinar a negação da verdade. Porque não aceito a mentira como discurso. Mentiras são a negação da verdade, da luz. Não posso associar a verdade à Lúcifer, anjo de luz, apenas por isso. Embora haja a ligação, Lucifer é o mestre da mentira. A verdade é o fato, enquanto que a mentira é a enganação, deslisura, torpor.
Na negação do direito à alimentação, negam-lhe também a verdade, o conhecimento, negam-lhe Deus, por fim.
Alguém precisa mudar essa forma de tratar a educação.
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