Mostrando postagens com marcador Violência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Violência. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de junho de 2009

Onde o mundo vai parar?

Esta semana uma imagem chocou milhares de brasileiros e não veio do Estado. A cena é muito mais que repugnante porque um bandido, armado com revólveres de brinquedo, resolve ensinar duas crianças a assaltar e a matar. A criança parece não entender o código do rapaz, mas ele leciona a matéria em que é um PHD: Roubo e furto. Intencionalmente.

Seu tio é o personagem principal do vídeo. Ele ensina seu sobrinho a assaltar e a matar. Que padrão ele deve ter na cabeça para ensinar tão vil atitude? Sua esposa é alcoviteira do crime. Que tipo de mãe poderia ser ela

Sinceramente não sei o que pensar desse episódio. Mas você não pode ficar indiferente a isso. Quem não assistiu que assista aqui

quinta-feira, 19 de março de 2009

Violência e corrupção: Qual a ligação?

A impunidade começa a amedrontar as pessoas e a cingir o comércio legal. Veja o exemplo da post deste blogger em 16 de Março de 2009, sob o título Cidade sem leis. Quem a leu e acompanhou os jornais a partir de então pode reconhecer, no jornal Amazônia de 18 de março, uma matéria que dizia que outro comerciante, desta vez na Doca, fechava o seu estabelecimento por causa de assaltos e da violência.

Dizia o comerciante que não dava para enfrentar os prejuízos causados pelos assaltos. Quem se prejudica mais ainda com isso são os trabalhadores. E a exemplo do que se vê na rasteira dos acontecimentos, os trabalhadores não fazem marcha contra a bandidagem, que se instala tanto no congresso quanto nas favelas e ruas das cidades. Isso me lembra uma história antiga:

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Bertold Brecht (1898-1956)

Lembra também uma parecida que venho a conhecer agora:

"Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores,
matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.

Maiakovski

E uma mais famosa, que todos devem conhecer, que corre solta na Internet, mas que poucos sabem a autoria:

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...

Martin Niemöller, 1933

Hoje saiu a sentença do monstro austríaco: Prisão perpétua. Seus crimes: Sequestro, violação, escravatura, incesto e também homicídio pela morte de uma das sete crianças que este cidadão austríaco teve com a própria filha, que manteve encarcerada durante 24 anos na cave da residência onde vivia. Ele assim se pronunciou diante do juri: "Eu lamento do fundo do meu coração. Não posso mais consertar isso". A procuradoria retornou ao juri e disse: "Não se deixem enganar como a filha deste foi, há 24 anos"...

Como a procuradoria da Austria, eu convoco aos brasileiros a não deixarem ser enganados. Pois que quem mais sofre somos nós mesmos. Assim como os trabalhadores da loja fechada na Doca, ainda mais nestes tempos de crise, precisamos brigar pela manutenção dos poucos empregos que ainda podemos ter.

Porfim, lembrando a história de Brecht, manifestemo-nos, afim de evitar que, não sendo negros, desempregados, miseráveis ou operários, nos levem pois que "não havia ninguém mais para levar"


JUSTIÇA!!!

terça-feira, 17 de março de 2009

Cidade sem leis

Eu postei ontem, pela manhã, um comentário sobre a violência que assola a cidade. Pois bem. Hoje à noite fui comer um lanche na Doca, com minha noiva, e qual não foi a minha surpresa ao ver uma faixa negra em frente à uma loja na esquina da Antônio Barreto com a Almirante Wandenkolk, Malawy, onde se podia ler em letras garrafais:

Fechado pela Violência. 2 assaltos em 3 meses.


Os bandidos parecem iniciar a mesma trajetória que marca os cariocas, onde o tráfico determina a abertura e fechamento das lojas no centro comercial da capital fluminense. E aqui vai fazendo escola, seguindo os passos dos mestres do sul, concorrendo para aumentar o desemprego, já abalado com a crise financeira que derruba milhões de empregos em todos os cantos do mundo.

Mais uma vez perguntamos às autoridades: "Quem é que vai pagar por isso?". Sim, porque as pessoas, quanto mais vão perdendo seus empregos, mais tem a necessidade de recorrer ao Governo para terem suas dívidas quitadas, ou, no mínimo, uma ajuda para sanar suas perdas. Depois, de onde o governo vai tirar dinheiro para se sustentar, se os empregos estão acabando?

Está mais que na hora de tirar a venda dos olhos, arregaçar as mangas e fazer valer a lei. Afinal, o que eleva os índices de violência é exatamente a injustiça. Quando as pessoas têm a sensação de que a impunidade impera, acham que jamais serão apenadas quaisquer sejam os crimes cometidos. Afinal, como diria Rui Barbosa, "De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem sente vergonha de ser honesto"

Rezemos para que não se veja mais faixas e/ou cartazes como este em loja nenhuma em Belém. E que os homens de bem não precisem mais apelar para a violência.

Faça-se a Justiça! Afinal, ela sempre cabe no nosso dia-a-dia.