Recebi hoje um e-mail falando sobre manobras eleitoreiras no estado do Pará. Já havia percebido o uso de dinheiro para corromper a opção de alguns no interior, o que não deu em nada. Parece haver um estado de letargia no povo, de forma que não há punição que bem caiba para certos "interesseiros" do poder. Maquiavélicos, diria ainda. Porém, tudo deve caminhar para o esquecimento e, talvez, aqueles que zombam das leis e de sua própria posição de destaque, podem acabar sendo os verdadeiros beneficiados pelos escândalos. Basta ver Lula depois que foi apanhado com a mão na massa.
A pauta do novo negócio fala em contratações temporárias que se extinguem em um mês após o final das eleições. A aposta é de que o pessoal vota em quem lhe concedeu o poder de ganhar alguns trocados, pagando com o próprio voto por aquele minguado dinheiro nesse curto espaço de tempo. O que dizer do lado dos apenados "pequenos", que transgridem a lei em troca do pão que o diabo amassa? Nada. Porque fazem de maneira impensada, uma vez que quem não respeita lei antes não respeitará, certamente, depois. Mais: como confiar em alguém que só oferece um benefício para um curto espaço de tempo?
Não consigo, sinceramente, aceitar tamanha chacota. Mesmo que pense em tempos difíceis, em que qualquer migalha faz a maior diferença, não passa pela cabeça que um afago destes possa ser tão ou mais benéfico para mim. Ralado mesmo é entender o tamanho do buraco no estomago de quem resolveu aceitar a provocação e ter que pagar o preço da merenda. Ainda que o tempo não compense. Deferências como esta me provocam muito nojo...
Para alguns, é difícil recusar propostas indecentes como esta. Para outros, porém, difícil mesmo é aceitá-las. O duro é o preço a pagar. Conheço gente que quando lhe convém, diz que se arrepende do voto. Mas na hora do aperto, a resposta é padrão: SIM. O que as pessoas não sabem mesmo é que sofrer não é regra. Sofre quem quer ou gosta, por masoquismo ou opção errada, como no voto inconsciente. E por tempo prolongado. Melhor pesar antes se não está levando gato por lebre!!!
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Porque estamos sem governo?
O Governo do Estado, sob a tutela do PT, é ineficiente. É burocrático em dar informações. É infiel ao seu povo. É manipulador. É sarcástico. Nunca fomos tão brutalmente enganados. Ao se eleger Ana Júlia governadora, o primeiro susto com a ineficiência foi a nomeação de sua cabeleireira para o staff do governo. Mas isso não adiantou. Precisou parar o governo por um bom tempo - e parar o que não podia no meio privado. Tendo criticado duramente o governo anterior por sua morosidade na Segurança, acabou por piorar o quadro de "sensação de insegurança" que vivíamos à época. Estamos chegando ao final do terceiro ano de seu mandato e não vimos este governo dar o ar de sua graça.
E ai começaram as desculpas: "estamos sem dinheiro e precisamos parar algumas atividades para que possamos equilibrar o caixa". Chegou-se a discutir a possibilidade de fechar serviços básicos como os hospitais públicos, proposta duramente questionada e que, em última instância, foi extirpada da cabeça da governadora. E os salários do funcionalismo começaram a atrasar. Foi um quiprocó danado. Eu mesmo cheguei a sustentar que chegaria o dia em que a governadora precisaria demitir funcionários. Essa situação, para quem conheceu o status do caixa do Estado, chegou perto de acontecer.
Ontem, depois de tanta promessa de arrumar o caixa do Estado, a governadora manda para o DO, com a justificativa de "promover o uso do modelo certificado de origem amazônica nas obras públicas e privadas do Estado da Califórnia, juntamente com o Grupo Soluções da Amazônia", decreto em que libera pelo período de 5 a 10 de setembro de 2009 o Secretário de Estado do Meio Ambiente, Aníbal Picanço, além de outros subsecretários e assessores - e em menos de 30 dias ele ganha uma "folga" de 12 dias.
Além dele, vários outros funcionários são"convidados para uma "missão governamental" nos states. Confira a lista abaixo:

Bom, se a disculpa oficial é a falta de verba, o que a governadora vai fazer nos EUA? Vender alguma coisa do Pará?
E ai começaram as desculpas: "estamos sem dinheiro e precisamos parar algumas atividades para que possamos equilibrar o caixa". Chegou-se a discutir a possibilidade de fechar serviços básicos como os hospitais públicos, proposta duramente questionada e que, em última instância, foi extirpada da cabeça da governadora. E os salários do funcionalismo começaram a atrasar. Foi um quiprocó danado. Eu mesmo cheguei a sustentar que chegaria o dia em que a governadora precisaria demitir funcionários. Essa situação, para quem conheceu o status do caixa do Estado, chegou perto de acontecer.
Ontem, depois de tanta promessa de arrumar o caixa do Estado, a governadora manda para o DO, com a justificativa de "promover o uso do modelo certificado de origem amazônica nas obras públicas e privadas do Estado da Califórnia, juntamente com o Grupo Soluções da Amazônia", decreto em que libera pelo período de 5 a 10 de setembro de 2009 o Secretário de Estado do Meio Ambiente, Aníbal Picanço, além de outros subsecretários e assessores - e em menos de 30 dias ele ganha uma "folga" de 12 dias.
Além dele, vários outros funcionários são"convidados para uma "missão governamental" nos states. Confira a lista abaixo:

Bom, se a disculpa oficial é a falta de verba, o que a governadora vai fazer nos EUA? Vender alguma coisa do Pará?
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