sexta-feira, 10 de abril de 2009

O trânsito ontem pegou fogo.

Quem esperava mais calma para pegar a estrada do jogo do Remo e Flamengo sofreu. De duas maneiras: Primeiro pelo trânsito, que estava uma dureza, principalmente para quem experimentou pegar a primeiro de dezembro. Depois pelo jogo que, segundo meu sogro, estava "duro" de assistir.

Ninguém questiona o futebol das equipes (quem viu o jogo e relatou a experiência à este blogger, disse que estava péssimo) , mas o trânsito da cidade, pior do que de costume. Com as obras em adiantado passo na Vinte Cinco de Setembro, o que tira o sono dos paraenses nestas épocas é mesmo o entroncamento. Há quem considere que antes era melhor. Mas todos concordam que não dá mais para manter como única via de escoamento do tráfego a Almirante Barroso. Se houvesse uma segunda alternativa, pelo menos até Benevides, já quebraria o galho.

Cidades modernas, cujos administradores refletem a política sob a ótica de seus residentes, considerariam criar um sistema de transporte alternativo, como um metrô de superfície, que não sairia caro se considerarmos as necessidades dos cidadãos que residem nela e precisam pegar o tráfego desordenado para chegarem aos seus destinos. Porém, ainda carecemos de cérebro nas administrações daqui. O máximo que conseguimos fazer de bom para o trânsito de nossa cidade foi elaborar um "Plano Diretor", que há dez anos não saiu do papel. Fora isso só o asfaltamento, que precisa de reparos de tempos em tempos.

Esta semana, técnicos japoneses vieram para Belém criar o que seria um estudo para refazer este "plano diretor", que foi criado em 2003, para atender à demanda por transporte que Belém tem e que urge sair do papel. Teimosamente, os "mestres" da administração que teimam em receber milhares (ou milhões) de votos não conseguem tirar nenhum coelho de suas cartolas para nos abençoar com idéias que nos livrem do problema do trânsito que nos faz perder horas e mais horas na direção de um carro. É esse estresse que, às vezes, é o responsável por muitas barbeiragens do nosso dia-a-dia.

Felizmente, ainda temos os técnicos japoneses...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Mais crise: Governo gasta sem licitação

E X T R A :
Governo do Pará gasta mais
de R$ 5 bilhões sem licitação

Dessa maneira o povo não dorme sossegado. Noticiado pelo blog "A perereca da vizinha", da jornalista Ana Célia Pinheiro, o Governo do Estado do Pará gastou, nos últimos dois anos, R$ 5 bilhões, dinheiro que daria para aplacar a crise financeira pela qual o Estado passa para quitar o fincionalismo. No final do mês, haverá muita dificuldade para que cada um funcionário lotado no Estado receba seu salário.

A governadora deve, pelo menos, uma explicação bem dada sobre esse gasto. Pior: Aos funcionários públicos, deve muito mais que explicação. Deve segurança.

Aliás, porque temer a lei para não justificar os gastos, julgando que este deva ser de extrema importância? Se a justificativa para tamanho despautério (grifo deste blogger) for apenas não mostrá-lo, a governadora deveria perder seu cargo por meio de processo de impeachment.

As atualizações do "Bruno Filósofo"

Aos meus leitores,

A atualização deste Blog, desde o mês de março, se dá diariamente, ora no final do dia, pela noite, ora pela manhã, bem cedo — em todos os dias, com excessão dos sábados (depois de 18h de sexta, já não escrevo nada).

Assim, espero contribuir com a paciência do leitor para que não faça a visita à este blog neste dia. A menos que haja notícia extraordinária, não ocuparei o tempo de vocês. É o dia do descanso

E desculpem pelo possessivo no caput deste post.

Copa em Belém???

Pelas terras tupiniquins, tudo vai bem. Exceto pela copa de 2014, onde os observadores da Fifa fazem viajens país adentro querendo ver se encontram as cidades-sede para os jogos do maior evento futebolístico do mundo. Entre todos os estados, alguns se esforçam em fazer de suas capitais verdadeiros canteiros de obras. Aqui, entretanto, as únicas obras são tuteladas pelo governo do Estado na Perimetral. Dizem que haverá outras, entretanto só a Perimetral recebe investimentos neste momento.

Na minha cabeça uma dúvida paira sobre uma nota que li tempos atrás na Veja. Na coluna Radar, página 52, edição 2098 (capa é do Robinho), onde se lê a nota "Lula pede por Belém", fico imaginando o que acontecerá com a capital do meu estado. Das duas coisas, uma pode acontecer: Ou Belém será automaticamente a subsede amazônica da competição ou não será nem isso, algo como um centro de treinamento de alguma equipe classificada paraa Copa.

Dai volto um pouco no tempo e lembro o que aconteceu quando Lula apoiou o seu time do coração, o "Curinthia": Queda para a segunda divisão. Foi uma maré de fracassos do alvinegro paulista que teve que esquecer aquele ano e jogar tudo para outro lado e lutar para não cair ainda mais. Mesmo com uma grande e talentosa equipe, diga-se. Numa sucessão de erros, não sei se provocada por Lula ou se uma "energia negativa" emanada do presidente, coisas que elepôs a mão foram condenadas. Veja se não seria o caso de se colocar as barbas de molho. Quem olha pode achar coincidência, eu, entretanto, não acho:

:: Com o título de "Lula revela que quis tomar banho de petróleo do pré-sal", o jornal Estadão mostrou que Lula não entende mesmo de muita coisa. "Eu queria tomar um banho de petróleo. Mas o Gabrielli (José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras) me disse que não podia", afirmou o presidente. A questão nem tanto é o desejo do presidente quanto ao petróleo, mas pela cotação do nosso 'ouro negro', que, pouco após o presidente colocar a mão no líquido precioso, a comoddite despencou nos mercados. Pensem: era a salvação do Brasil e virou uma dor de cabeça para a Petrobras...

:: Gustavo Kuerten, o Guga, resolveu presentear o presidente Lula com uma raquete. Na ocasião, o tenista brasileiro já havia sido premiado com o título de campeão de um grande torneio internacional. Os brasileiros estavam radiantes, até, com a performance do tenista! Foi o único que venceu. Antes, Guga havia vencido até grandes nomes do tênis internacional, como Kafelnikov, Federer, entre outros. Dai ele resolveu presentear o presidente com sua raquete. Ai ele começou a se dar mal. Até a derrocada final de sua carreira de tenista. Se foi culpa do presidente, não sei. Mas fica a imagem de que o pé frio de Lula ajudou a complicar a imagem do Guga...

:: As ligações com o sobrenatural maculam tanto a presença de Lula em eventos assim que, recentemente, depois de uma campanha melancólica, o técnico Felipe Scolari deixou o chelsea. O que eu não sabia (ou não lembrava) é que o presidente também recebeu o brasileiro desgraçado pelas urucubacas palacianas, este presenteando-o com uma camisa autografada do Chelsea. Numa campanha onde o time inglês não venceu um único clássico, a despedida não podia ser mais melancólica. E depois falam que a culpa é do Scolari. Será mesmo??? Eu acho que não!

:: Lula também ajudou a minar a imagem de alguns artistas. Popó, Alexandre Pires, Lenny Kravitz, Roberto Carlos (o lateral da Seleção)... Qual foi a última vez que se viu esse pessoal na mídia? Alexandre Pires aparece raramente nas emissoras e horários de menor audiência, como Band e Record. O roberto Carlos, não o vejo desde a copa. Popó é outro. O que eu digo dos seus amigos que acompanhavam de perto: que o presidente é um prestidigitador e os fez sumir O que eu digo para o presidente? A imagem pública dele não é a mesma.

Muitas outras "coincidências" aconteceram ligando o presidente Lula a trágicas ocorrências no esporte, na política e na economia. Certa vez, lembro que o presidente falou em uma entrevista, não lembro se em um jornal ou revista, que não gostaria de ter estado na cadeira de presidente durante a crise do Real, como esteve Fernando Henrique. Ele falou que não saberia o que fazer diante dos ataques especulativos na moeda brasileira. Imagina, senhor presidente, que a crise agora é internacional!!! E o senhor está no cargo... "Eis que estou à porta e bato" (Ap, 3:20)

Agora, a obra do presidente é transformar o país em uma imensa competição, que é a copa do mundo. Tudo bem. Ele ganhou a copa com a desistência de outros países. Agora, porém, as coisas são diferentes. Quem decide é a turma da Fifa (Fédération Internationale de Football Association, no original em inglês). E o presidente, ainda que leve-se em conta a "popularidade" dele no mundo, isso não muda em nada se a Fifa não quiser realizar jogos em mais de 10 cidades brasileiras. Digo, em mais de 10 cidades-sede.

E o presidente quer decidir pelo suíço Joseph Blatter...

Deveria deixaresse lance de decisão dos locais das copas para o pessoal da Fifa. É melhor!

PS: Para atualizar esta nota, que jazia na gaveta faz 1 mês, quero afirmar que Belém não estará na lista de cidades-sede. Pelos projetos, Manaus está muito mais bonita e aparece muito mais na foto que Belém. Escrevam o que eu digo para me cobrarem depois: BELÉM NÃO ESTARÁ NA LISTA.

Crianças Alimentadas com Colher

Reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas. Provérbios 3:6, NVI.

Na minha fase de jovem adulta, tomar decisões sozinha era difícil. Uma das primeiras decisões complicadas veio quando eu tinha uns 23 anos. Eu estava quase terminando a pós-graduação e, no verão anterior, havia conhecido John, um obreiro bíblico. Lembro-me bem do dia em que nos conhecemos. Naquela noite, orei: “Senhor, gostei desse rapaz; mas, por favor, não permitas que ele saiba.”


E ele nunca soube – até chegar o fim do verão. Assim, depois de se aconselhar com seus mentores, ele perguntou se podia me “cortejar”. Como eu voltaria dentro de duas semanas para concluir meu estudos, a decisão ficou mais difícil, porém depois de uma breve hesitação eu disse: “Sim”.


Na equipe daquele verão também havia um jovem pastor, Kim Johnson. Ele convidou John para ser obreiro bíblico na sua igreja, e me convidou para ser educadora na área da saúde. (Ele não sabia que John e eu estávamos namorando.) De volta ao colégio, enfrentei uma tremenda decisão: Aceito essa oferta de trabalho? E se as coisas não derem certo entre nós dois? Como eu trabalharia se John continuasse ali? As perguntas me perturbavam dia e noite. Todas as manhãs, enquanto fazia meu exercício de caminhada pela vizinhança, parava freqüentemente na casa de minha amiga Fran e lamentava meu dilema e as decisões difíceis diante de mim.


Depois de muitos desses encontros, Fran (sem dúvida cansada dos meus lamentos) deu-me uns conselhos de que me lembro até hoje: “O Senhor deseja que cresçamos e deixemos de ser crianças alimentadas com colherinha, esperando que Deus diga tudo o que devemos fazer. Deseja que nos tornemos adultos maduros, dispostos a considerar Suas providências e a tomar a melhor decisão que pudermos, e então dispor-nos a assumir as conseqüências, caso não tenha sido a melhor decisão.”


John e eu nos casamos há 27 anos. Foi a decisão certa para ambos. Agora não mais fico esperando aquela carta manuscrita de Deus, aquele telefonema – ou mesmo um e-mail – para me oferecer a decisão certa numa colherinha. Em vez disso, analiso a orientação de Deus, Suas providências; procuro conselho de amigos dignos de confiança, para juntos tomarmos a melhor decisão possível. E nos dispomos a assumir as conseqüências!


Escrito por Becki Knobloch

CPI DA PETROBRÁS, JÁ!

DIOGO MAINARDI
Em Veja.com


Em meados de 2007, a PF prendeu treze pessoas na Operação Águas Profundas, acusadas de fraudar e superfaturar contratos com a Petrobras. Durante as investigações, os agentes da polícia fazendária do Rio de Janeiro descobriram outro esquema fraudulento, envolvendo empresas de consultoria, prefeituras e a ANP. Tratava-se de um esquema de desvio de dinheiro de royalties do petróleo. A PF abriu uma nova investigação, batizada de Operação Royalties. Nos primeiros meses de 2008, o delegado responsável pela Operação Royalties preparou um relatório sobre o resultado de suas investigações.

De acordo com os dados recolhidos pelos agentes da PF, Victor Martins, apesar de ser diretor da ANP, continuaria a se ocupar dos interesses da Análise Consultoria e Desenvolvimento, empresa da qual ele seria sócio. Usaria seu cargo para direcionar os pareceres da ANP sobre a concessão de royalties do petróleo, favorecendo as prefeituras que aceitassem contratar os préstimos de sua empresa de consultoria. Num episódio descrito pela PF, Victor Martins estaria "ajeitando uma cobrança de royalties da Petrobras, no valor de um bilhão e trezentos milhões de reais, e teria uma comissão de duzentos e sessenta milhões de reais), a título de honorários".

Pergunta que se faz: Este será mais um escândalo a ir para debaixo do tapete depois de um outro escândalo do Governo ou será que o povo anda extasiado com a popularidade de Lula e com o fato de ele ter sido tratado pelo presidente Obama como "o cara"?

Uma coisa é certa: Ou o Brasil toma jeito, dando um fim nessas coisas erradas que teimamos em fazer sempre, OU acabaremos como um eterno país subdesenvolvido, do qual todos acham graça e sempre seremos motivo de chacota internacional. Ou seja, na verdade, os problemas que Mr. Lula tem enfrentado levam aos presidentes dos maiores países do mundo, chaves das economias mais poderosas, a acreditar que o Brasil tem problemas simples, que pode, inclusive, manter um presidente que viaja e não faz nada de concreto para solucioná-la.

Com a palavra, mais uma vez, o governo.

(extraído do Ex-Blog do César Maia, com edição deste poster)

NOTA: Desafios da informática

É interessante saber que muitos locais que usam da informática (é quase impossível que alguma empresa não use) para efetuar a maior parte de seus serviços não consigam desfrutar de todas as suas possibilidades. Em muitos casos, os sistemas encontram-se tão obsoletos que mesmo bancos usam um "internet explorer" tão antigo que pode ser que seja infectado por algum vírus recente. É a versão (IE 6.0), em uma hora que a Microsoft já anuncia versão mais atual (IE 8.0), isso sem contar com outros programas mais modernos. Quem depende de sacar dinheiro no Banpará, demora em média 25% mais do que quem saca em ouros bancos. No Líder, para pagar uma simples conta em atraso, você precisa ir em um lugar e depois voltar ao caixa. É um desperdício de tempo desgraçado levando-se em conta as vantagens da informática. Dinheiro jogado fora. Pela parte do empresário e pela parte do cliente.

Fazer o quê? Gastar dinheiro de forma mais inteligente. Quem quer passar 15 minutos em um caixa eletrônico apenas para sacar R$ 50 ou ter que pegar sua conta em atraso e levar em outro balcão para que se acerte o valor ou outro adereço qualquer? Com o computador, um bom operador e alguns cliques, o cliente pode quitar seus débitos e tanto cliente quanto empresário poderiam sair satisfeitos e um pouco menos pobres.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Crise econômica deve piorar nos próximos meses.

Em meados do governo Fernando Henrique, Luís Inácio Lula da Silva vociferava que a culpa da crise era do neoliberalismo. Naquela época, defendia com unhas e dentes o socialismo, que haveria de corrigir todas as mazelas deixadas pelo capitalismo. Aliás, tudo o que a esquerda brasileira soube produzir: Falar mal do capitalismo

Tempos depois, o mesmo Lula afirmou em entrevista especial, ainda quando o mundo dava saltos de crescimento, que não queria ter assumido o país com a crise brava que estava se desenhando. Recebeu o país com uma crise interna forte, de fuga de capitais, pois o mercado acreditava que o presidente iria decretar moratória e deixaria de pagar a todos. O remédio, segundo o próprio presidente, no Fantástico, era um "choque de capitalismo". O mercado entendeu que era um golpe na própria crendice do presidente. E achou que a porraloquice de Lula era só da boca para fora.

FUNCIONOU. O país em pouco tempo voltava a dar crédito barato e a quase todo mundo. Foi o "boom" do crescimento econômico. Carros eram vendidos em até 72x sem entrada (ou com apenas R$ 1), as pessoas compravam muito, os empregos pipocavam. As Bolsas distribuídas pelo governo levariam a classe E à classe C e isso fez com que milhares de brasileiros se tornassem milionários de uma hora para a outra. e isso, claro, catapultou a imagem do presidente.

Em meados de 2008, o mundo experimentou uma outra crise, que não foi gerada por nenhum presidente do mundo inteiro e sim por erros do mercado, no mesmo boom de crédito que o Brasil experimentou naqueles anos. Resultado: A maior crise de todos os tempos estourava ali, nos braços do presidente americano, ajudando a eleger Barack Obama e a criar a expectativa em todos os povos de que o primeiro presidente negro da história resolveria o problema.

Não houve sucesso novamente. Obama já injetou no mercado US$ 1.000.000.000.000 para tentar recuperar o crédito, salvando empresas tradicionais como o Bear Sterns, AIG, New York Times e até a GM. A ressalva seria de que o dinheiro não fosse usado para premiar os fracassos. ai há um pequeno problema: Os prêmios estavam previstos em contrato. Não havia como não pagá-los porque eles acabariam sendo cobrados judicialmente.

Há algum tempo atrás, ela atingiu o presidente Lula e o que era uma simples marolinha, agora é um problemão — e cada vez mais sério. Lula parece temer que o problema fique insustentável ainda em seu governo (prevejo que será no finalzinho e a bomba estoura no colo de seu sucessor).

No início do ano, o governo previa cortes da ordem de R$ 10 bilhões de reais no orçamento. Hoje, os cortes são de mais de R$ 24 bilhões - e esse corte vai aumentar. TODOS os concursos públicos devem ser cancelados no médio prazo, segundo estimativas, mesmo os de nível estadual. A prefeitura de Belém, cujo orçamento já anda meio capenga, periga sofrer alguma espécie de intervenção. Ou seja, quem estava pensando em fugir da crise por meio dos concursos públicos, fiquem com as basbas de molho.

A explicação é obvia. O dinheiro do governo Federal é maior do que nos governos estaduais e municipais. Se lá já há cortes grandes, imagine nos menores. O efeito é em cascata. A União, com arrecadação em queda, tem um limite menor de gastos para fazer. Logo precisa cortar. Com isso, sofrem os estados e muicípios, com a queda no repasse do FPE e FPM. Como o agravamento da receita Federal é de movimentação econômica, estados também sofrem com a redução no FPE e ficam com dinheiro a menos para gastar. Logo repassam menos aos municípios, com os repasses constitucionais do FPM. E os Municípios perdem com a redução dos repasses de FPM e ICMS, precisando ajustar suas administrações aos cortes.

Portanto, o presidente Lula precisa rever a sua vocação para o populismo. Ainda que os grandes líderes mundiais o achem fantástico, os louros de sua bem avaliada área de governo devem ser creditados ao presidente do Banco Central, Henrique Meireles, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os ex-ministros da fazenda, Pedro Malan e Armínio Fraga. Sem eles no comando antecedendo Lula, teríamos hoje o retorno da hiperinflação. Para quem não se lembra, HIPERINFLAÇÃO foi o período da economia brasileira em que o brasileiro só comprava alguma coisa com carros e mais carros de dinheiro, pois as coisas aumentavam no mesmo dia.

Não se zanguem, meus leitores, com as observações que faço sobre a crise financeira. Não sou assim tão pessimista quanto pode parecer. Para o pessimista, esta missiva se parece muito com uma mostra de que o mundo vai acabar amanhã. Porém, todo otimista sabe que após um mar bravio, sempre vem a bonança, a calmaria.

Porém, vejam como são as coisas: A maioria das coisas que falo aqui se tratam de verdades que nem todos conseguem enxergar. É como o enigma da caverna: As pessoas estão sempre viradas de costas para a luz e o que vêem geralmente são sombras... Eu procuro a luz da verdade.


"Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"
João, 8: 32

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Fisiologismo?

A semana terminou com uma notícia que não causa temor (ou tremor) a ninguém. Porém, é conveniente usar o bom senso para saber que agora temos gente desonesta na Câmara dos Deputados. Pelo menos é o que julga a atitude do novo presidente da Comissão de Ética, José Carlos Araújo, do PR. Com a assumição de culpa do deputado Roberto Jéfferson, ex-presidente do PTB, ele não tem porque defender os mensaleiros (votou contra a cassação). Como se não bastasse o seu voto contrário à isso, defende penas mais brandas para quem roubou dinheiro da nação.

O que podemos pensar deste deputado? Que ele também é um mensaleiro? Ou que ele também arrumou uma "boquinha" para mamar nos rios de dinheiro que foram desviados? Não se pod julgar suspeição ao deputado, porém é curioso que ele seja membro da Frente Parlamentar contra a Corrupção. Curioso também que o deputado tenha petencido ao PFL durante 15 anos e, agora, fora das esferas do Poder, tenha assumido (desde 2005) uma cadeira no PR (antes, PL). Fato que só confirma o seu fisiologismo.

Fisiologismo é um tipo de relação de poder político em que as ações e decisões são tomadas em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses individuais. Os partidos políticos podem ser considerados fisiologistas quando apoiam qualquer governo, independente da coerência entre as ideologias ou planos programáticos. Isso pode, em tese, levar à corrupção, mas o deputado é corrupto? Pode não ser, mas a linha que o separa da sensatez é tênue e ele pode atravessar essa fronteira a qualquer momento.

Quando afirmo que o deputado sobrevoa o limite frágil que o separa de escorregar para o lado corrupto, não esqueço que é homem e pode estar fadado a estas desatenções. Também levo em consideração o fato de ele estar defendendo pessoas que assumidamente receberam dinheiro público em proveito próprio, no caso, o deputado Roberto Jéfferson. Ora, todos sabemos que RJ levou R$ 4 milhões para a sua casa, sem depois comprovar isso aos membros da CPI.

A atitude da defesa dos mensaleiros não é faca que fere o princípio constitucional da ampla defesa, porém, causa estranhesa o modus operandi de sua ação, defendendo penas menores. Não seria mais aceitável defender penas ainda maiores? Sim, porque quando se está com a chave do cofre do dinheiro do povo, se pode simplesmente roubar, matar, tirar proveito próprio, fazer milhares de coisas e deixar quem mais deveria ser protegido à mingua. Ou apenas embolsar o dinheiro, como é o caso de muitos, e não fazer nada.

Afinal, o dito popular afirma que quem não deve não teme. Se não teme, porque eles teriam penas menores?

Não faça isso, deputado!

sábado, 4 de abril de 2009

A Inspiração vem do Alto

Louvar-te-ei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as Tuas maravilhas. Sal. 9:1.


No grande teatro da vida, o salmista Davi estava constantemente aplaudindo a Deus, de pé. Ele não se extasiava apenas com as maravilhas do Universo, mas também com as obras do Criador em sua própria experiência. Desde a sua infância, passando pela árdua e arriscada profissão de pastor de rebanhos, até aos elevados encargos reais, o suave cantor de Israel via a mão de Deus em cada palmo de sua caminhada. Por tudo isso ele louvava ao Senhor, dizendo: "Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga ao Seu santo nome." Sal. 103:1.

Davi foi um exímio harpista. Seu talento musical foi empregado para louvar a soberania divina. Através dos séculos, houve músicos que também exaltaram o Soberano do
Universo. Franz Joseph Haydn é um exemplo digno de admiração. Um dos maiores compositores do seu tempo, ele deixou um estupendo legado de oratórios e sinfonias. Certa vez, perguntaram-lhe onde ele obtinha suas idéias e inspirações musicais. Ele respondeu: "Eu me levanto cedo e, ajoelhado, peço a Deus que me dê um novo dia de sucesso. Após o desjejum, sento-me ao teclado e inicio minha pesquisa. Mas, se não consigo ir em frente, admito que me privei da graça de Deus por alguma falta cometida, e então oro mais uma vez pedindo a graça do Céu."


E foi assim que Haydn conseguiu compor obras maravilhosas, como ''A Criação", baseada no relato de 'Gênesis', e no 'Paraiso Perdido', de John Milton.


Devido a sua doença, foi carregado ao teatro de Viena, para assistir a uma apresentação de gala de 'A Criação'. Numa estrepitosa ovação, a nobre platéia se levantou para aplaudir sua genialidade. Haydn protestou e, apontando para o céu, exclamou: "Isto não veio de mim, mas do alto."


Não só grandes peças musicais promanam da inspiração divina; mas,com frequência, em nossas lutas diárias, o Espírito Santo nos sussurra: "Este é o caminho, andai por ele." Isa.30:21


Nas coisas mais simples da vida, podemos ver os sinais digitais da mão do Altíssimo. Esta convicção, por si só, é motivo para louvarmos a Deus continuamente. Nosso louvor é, ao mesmo tempo, reconhecimento e gratidão. E a gratidão é a grande motivadora da obediência.

Pergunta para reflexão

Por que não procedemos como Haydn, que , antes de trabalhar, pedia a inspiração do alto?


Reflexões enviadas pela amiga Ana Paula Pôncio da Silva, por e-mail.

As últimas da Receita Federal

O governo brasileiro resolveu agir contra aqueles que têm as pendências inscritas na Dívida Ativa da União. A Procuradoria Geral da União deve fazer publicar em um site o nome daqueles que devem ao governo Federal. Segundo informações de dentro da RFB, a norma não é ilegal, uma vez que qualquer brasileiro pode ter acesso ao nome de qualquer outro, bastando, para isso, comparecer àquela secretaria e solicitar as informações. Não é bem assim. Segundo o Código de Defesa do Consumidor, da Cobrança de Dívidas, no seu artigo 42, "O consumidor inadimplente não será exposto ao ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça". Ou seja, valendo o código, a medida é ilegal.

A questão passa a ser se, mesmo com a afirmativa acima, o governo ainda assim fará valer a sua vontade, uma vez que a medida já seguiu para a publicação no Diário Oficial da União. Como fica, por exemplo, uma empresa que dispute uma concorrência contra outra onde o fator equilíbrio financeiro for uma variável a ser considerada? Desafios que o governo ainda prcisa considerar para vencer seus próprios medos, além de resolver a crise

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Pedido de desculpas aos meus leitores

Alguns leitores enviaram e-mail à este blogger afirmando que não cumpri a promessa de mostrar os pontos de lixo em Belém, mais especificamente no centro e em São Brás. Peço as devidas desculpas à estes leitores, pois meu equipamento fotográfico está com problemas. Já providenciei o conserto e prometo um post apenas com as imagens do lixo, com algum texto, apenas para mostrar aos leitores sobre o que falei.

Não há nenhuma operação da PMB em curso que esteja fiscalizando estes depósitos a céu aberto. Não se sabe se a empresa responsável está com os repasses atrasados. O interessante é que, em alguns lugares, mesmo com o lixo estando bem acondicionado, o carro coletor simplesmente não passa. E isso ajuda a complicar a situação já grave dos PSM's da capital, pois há o agravante da saúde. Note-se que não estou falando do lixo de construção, mas do lixo doméstico.

Mas há locais onde lixo de construção já domina os logradouros públicos. Quem trafega pela baixada da Gentil sabe do que estou falando. E não só por lá: Vou dar um jeito de mostrar pelo menos uns 5 outros locais onde o lixo fala mais alto que qualquer outra coisa.

É esperar para ver.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Crise no estado do Pará

Conforme adiantado por este poster em matéria redigida tempos atrás, o estado está mesmo em vias de demitir gente. O PT, que antigamente só verberava sobre aumento de salários e empregos, agora precisa falar a verdade. E o que é a verdade?

Todos os jornalistas sérios que conheço sabem de uma coisa, pelo menos: Verdades acabam amizades. Mentiras ajudam a ganhar dinheiro e poder. Era assim na época dos antigos Mecenas, como Lourenço de Medici, patrono da arte. Chegou-se a tanto que Galileu inventou um aparelho para que um mecenas pudesse ver as estrelas que haviam surgido nos céus para ele, batizadas com o nome de cada um de seus 4 filhos. Claro, uma mentira criada para lhe dar poder. E claro, desde muito antes, mentiras trazem poder ao contrário da verdade.

Hoje, na crise econômica que habita o nosso dia-a-dia, mentiras valem mais que simplesmente poder e dinheiro. É o que parece que foi usado quando o PT logrou-se vencedor do sufrágio. Logo nos primeiros atos, o governo estadual mandou ver na publicidade: "Salário cresce mais que inflação". Hoje, tem gente reclamando a verdade nos contratos, uma vez que há gente recebendo valores inferiores ao salário mínimo. E a publicidade anuncia que vivemos em uma terra de direitos...

A quem desinteressa a luta pela anunciação da verdade? Sempre desinteressa a quem tem poder. No projeto de criação do Conselho Federal de Jornalismo, o presidente queria que apenas fossem anunciadas as notícias que fossem do interesse do governo federal. Porquê? Por que lhe trazem mais poder, faz com que a publicidade encontre mais eco na imprensa. E se, sempre o que o governo falar for verdade, massificando-a com a publicidade oficial, não teremos mais crises, nem roubos, nem medos. Só que todos sabemos que isso não é verdade.

A verdade, diga-se, é o produto dos fatos. Tudo aquilo que sabemos que vai acontecer - e acontece -, as coisas que já passaram pela realidade do hoje e agora pousam sob a sombra do ontem e que jamais deixará de ser. Como diz a Bíblia, "a verdade o libertará". E, como o contrário de seu antônimo, a mentira escraviza. Obriga as pessoas a serem sempre as mesmas enganadoras, falsas como uma cédula de R$ 3, obriga a contar cada vez mais mentiras e, ao final, transforma seu passageiro em uma figura histórica sem valor. Valor que, diga-se, seja verdadeiro desde a concepção. A falsidade não é um valor ao qual devamos respeitar.

Façamos assim: Sempre que surgir uma questão, colocamo-la às vistas da lei. Quando o interessado sempre for um governante ou aspirante à tal, devemos questionar seu valor. Quando houver algum interesse em macular a verdade dos fatos, sempre teremos que investigar o que acontece verdadeiramente, por debaixo dos panos, ainda que seja. E tenhamos a coragem em divulgar o seu valor. Sejamos francos: A verdade nos faz mais nobres.

Ou, como diria o profeta, a verdade nos aproxima de Deus, assim como quando perdoamos alguém por alguma coisa.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Editorial da Folha

O PAC e a Daslu


PODE SER QUE a Operação Castelo de Areia seja mesmo apenas uma ação rotineira da Polícia Federal. Mas suas consequências não são nem um pouco rotineiras.

Por causa das supostas doações irregulares a candidaturas e partidos, a investigação na empresa Camargo Corrêa poderia dar um empurrão na combalida reforma política. Especialmente no que diz respeito à proposta de financiamento público de campanhas, ponto de honra para o PT desde o episódio do "mensalão". A última chance para isso é neste ano. Do contrário, a reforma vai mesmo se resumir à aprovação de uma janela oportunista para o troca-troca partidário.

A operação da PF também colocou sob os holofotes o Tribunal de Contas da União, de composição francamente desfavorável à situação. Até o momento, a oposição tem larga vantagem nas pesquisas eleitorais. Mas quem está à frente de governos estaduais importantes teme um confronto aberto com o governo. Evita se pronunciar sobre temas candentes da agenda política. Por isso é que o DEM acabou ganhando protagonismo na oposição ao governo. É também por isso que as declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal parecem sempre vocalizar idéias oposicionistas, por exemplo.

A crise econômica apenas agravou o desespero do governo com a lentidão das obras do Programa de Aceleração do Crescimento. Vista como o principal obstáculo ao avanço do programa, Marina Silva foi substituída há pouco menos de um ano. Nesse momento, o governo descobriu no TCU uma espécie de gargalo invisível do PAC. A investigação da PF colocou sob suspeita a atuação de alguns ministros do tribunal. E, pelo menos por enquanto, reduziu em muito sua possível atuação oposicionista.

Não menos importante é a pressão direta sobre a própria oposição. Os efeitos deletérios da crise econômica se agravam a cada dia. Com a aproximação das eleições, DEM e PSDB teriam o ambiente ideal para partir para o ataque. A investigação acuou líderes importantes da oposição. E, de quebra, sepultou a tentativa do presidente da Fiesp de apresentar uma candidatura alternativa à polarização entre PT e PSDB em São Paulo.

A investigação na Camargo Corrêa é o fato político mais importante do ano. Não é necessário acreditar em teorias conspiratórias para enxergar as suas muitas dimensões e consequências. Só um conchavo político de amplo espectro pode impedir que venham à tona. Uma manobra que costuma vir acompanhada de foguetório sobre assuntos bem menos importantes. Como a condenação de uma dona de loja, por exemplo.

Gasolina: Em alta no Brasil e em baixa no mundo

A vantagem de ter um governo populista,como o do sr. Lula da Silva é que, com o balanço da economia desfavorável, ele sempre arruma uma maneira de fazer ela ficar melhor para nós. A desvantagem é que, sempre que há um ar de bonança nos mercados mundiais, há a necessidade de ganhar aquele dinheiro que deixou de entrar quando ventos instáveis sopravam para este lado, gerando turbulência.

Hoje chega a notícia de que o que estava ruim pode ficar ainda pior. Uma mexida do governo estadual no cálculo do ICMS, faz os combustíveis aumentarem cerca de R$ 0,07, acrescimo de cerca de 2%. Um combustível que fica mais barato vez por outra no mercado mundial, ainda encontra uma maneira de ficar mais caro no Brasil. É, o governo do Pará fica no vermelho gastando exorbitantemente e a maneira de recuperar estes investimentos é cobrando mais e mais do contribuinte. O jeito é deixar de andar de carro e comprar uma bicicleta. Com o combustível nesse patamar, proibitivo, é o jeito para economizar mais dinheiro nessa crise em que o mundo está mergulhado.

E esperem mais medidas desse tipo. Com a arrecadação em baixa, a medida encontrada pelos governos populistas é isso ai: Aumentar impostos e dar mais dinheir aos pobres, via bolsas qualquer coisa. Só não esperem, com estas medidas, uma melhora no cenário da economia local. Porque quando há um aumento desses aqui, as pessoas arrumam um jeito de economizar dinheiro andando menos de carro e isso se reflete nas contas públicas... E por ai vai.

É primeiro de abril. Mas não é mentira

Hoje é primeiro de abril. Porém, o que parece uma mentira, é a mais pura verdade.

Vocês lembram do post sobre a falta de segurança que assolava os moradores de uma travessa aqui no bairro do Marco, a Barão? Pois é. Ontem, na esquina com a avenida Duque de Caxias, havia uma guarnição ali, guardando um logradouro particular. Isso, porém, parece não resolver o problema da segurança, pois que, por volta da meia noite, uma outra guarnição resolveu aparecer. O detalhe mórbido é: para trafegar pela rua, a viatura precisou ligar as sirenes, como quem avisa: "ei, eu vou passar".

Não se trata nem de desrespeito à lei do silêncio que vigora a partir das 22h, mas de espantar os bandidos para poderem "executar bem" seu trabalho. Ou seja, será que a polícia é paga mesmo para que os cidadãos possam ter segurança? Ou será que eles trabalham para dar segurança ao bandido?

Ultimamente, temos visto a inversão de valores. E não é de hoje. Faz tempo que vemos nas notícias de televisão bandidos tomando conta dos espaços públicos. No Rio de Janeiro, as favelas cariocas já não contam com a proteção do estado. Em muitas regiões metropolitanas, em alguns lugares, os bandidos já dão a última palavra. Conivência do poder público ou as contratações via concurso público estão elegendo pessoas que aceitam receber ordens dos criminosos.

Em Belém, alguns lugares já contam com segurança reforçada: os bandidos chegaram a tal ponto de valentia que usam de fuzis de guerra para controlar o tráfico em suas bocas. A polícia sabe? Bom, se faz a ronda pelas ruas, deve saber. Ali, já pode se tratar já de conivência dos próprios moradores, uma vez que, por darem guarita aos bandidos, contam com a segurança de que outros bandidos não pousarão na área. Ou seja, a polícia já não dá mais segurança. E vez por outra eles se mobilizam para ganharem aumentos.

E com isso as drogas correm soltas. A polícia finge que patrulha e os cidadãos fingem que tem proteção. Nada que se prove de fato. E com isso nada muda nesse país. E olha que temos mais de 4200 novos policiais militares, contratados pela sra. Ana Júlia. Contrata-se mais políciais para termos mais violência.

Para quê gastar dinheiro com segurança se não vemos esse efetivo protegendo o que devem proteger constitucionalmente? Sendo um efetivo militar, eles nem têm direito a questionar ordens superiores. Haja vista que os soldos são baixos, ainda assim há muita gente fazendo concurso para ocupar as vagas disponíveis, um pesadelo filmado em Tropa de Elite.

A segurança do povo está em xeque. Os policiais, não. Quando não podem ganhar um aumento em seus salários, arranjam um jeito de aumentá-lo. E assim, em vez de policiar as ruas, param em carros de cachorro quente e levam boa parte do lucro dos donos, comendo o lanche sem pagar. Não sei se é o caso daquele logradouro da Barão, mas parece ser o caso da João Paulo II, próximo à Humaitá. E, quando o dono do negócio fechar por ali, não haverá mais viaturas pela Avenida.

E assim ainda pagamos mais em impostos do que qualquer benefício que possamos ganhar em troca. Ninguém reclama, pelo fato de ser um governo dito popular, que de popular não tem nada. E a vida segue. Sem mel. Com o fel que sobra...