terça-feira, 15 de novembro de 2011

Liberdade, abre as asas sobre nós!

http://youtu.be/nJfKSfqiPqA


“Seja um lírio de glórias que fale
De esperança de um novo porvir...”


Ontem foi dia de comemorar a República. Mas que República, que apena os bons e liberta os maus? Que República que compra o silêncio com vales pobreza, sem dar a mínima para o sofrimento alheio? Que República, que faz ouvidos de mouco para todos os nossos direitos, premiando com a prisão o povo que luta diariamente contra a mentira?


Jesus Cristo disse, ante oferta tentadora de Satanás: "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus" (Mt 4:4). E o que seria Deus senão a verdade, a luz?


É o que temos visto tanto nas campanhas do governo, diante das falcatruas dos Ministérios, quanto na campanha de separação do Pará para a criação de outros três Estados? Das notícias dos jornais, afirmando que nós somos os culpados dos desmazelos de hoje até o salário do final do mês, mentiroso, pois que deveria servir para honradamente quitar nossas necessidades, segundo consta na Constituição, todas as mentiras tem como pano de fundo a distração, a fonte de todo o mal, que nos leva ao ponto de nós mesmos cometermos erros.


Você pensa, a cada momento, que vem a guerra de informações e você, destreinado, acaba caindo na cilada daqueles que detém o monopólio do poder e lhe dizem trocentas mentiras que acabam se tornando verdade em suas cabeças, tal como afirmava o ministro alemão da propaganda de Hitler, Gobbels. E nós caimos não porque não conhecemos a verdade, a de Deus, mas porque somos seduzidos pela mentira, quando nos convém, e caimos nessa armadilha.


Cabe a nós filtrarmos a mentira e nos acostumarmos com a verdade. Mas como conhecer a verdade, tão faltosa no nosso dia-a-dia? Lendo mais, sem crer em tudo (ou crendo, com parcimônia) aquilo que o governo nos conta. Afinal, é ele o mais interessado em nos omitir os fatos para se preservar no poder. Joga-se o homem à fogueira para que o chefe fique onde está. Queima-se cartuchos e chega-se a preservação do poder. Chega-se, apenas, à mentira.


Mentem-nos todos os dias. Mas aqueles que tem fome e sede de poder tem mais propensão de mentir. E, mentindo, nos aprisionam nesse faz de conta moderno, em que fazemos de conta que somos felizes, enquanto eles fazem de conta que são os verdadeiros chefes...


Que a verdade nos liberte, como diz em João 8:32. É ralado ser marionete a vida inteira.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O Apocalipse

O fim dos tempos pode estar longe. Mas nunca estivemos
tão próximos de acabar um grande erro que cometemos
a cada 4 anos. E agora pode ser em definitivo!




Olá, diletos leitores. Faz tempo não vos escrevo, não? Prometi, tempos atrás, que escreveria sobre a divisão do Estado, questão sobre a qual ouvi sólidas explicações a favor, porém a única coisa que me move apresentar proposta contra a cisão é a corrupção. Não adianta: Vão falar que tudo se desenvolveria, mas tenho certeza de que, em 50 anos, ainda dependerão de nós. ainda escreverei sobre esse assunto, explicitando os motivos a favor e contra, com uma brilhante proposta, em princípio, do ex-prefeito Edmilson, da divisão administrativa do Estado, ao contrário da proposta de cisão política. Estou a espera apenas da manifestação deste último para publicar os dois lados da história. Debate é isso mesmo: Um lado favorável e outro contrário!


O que me move escrever este post é uma coisa que me intriga desde já. Versa sobre o apocalipse citado em João e em Daniel. Lemos que um evento gigantesco vai provocar uma intensa discussão no mundo inteiro. Este evento não teve precedentes na história e seria o verdadeiro início do fim. Mostraria que o Homem começaria a julgar a lei não pela ótica humana, mas pela ótica espiritual, a ótica das leis de Deus. E as pessoas aprovariam este movimento. Em sua maioria, renegariam as leis divinas em detrimento da situação de perda, de crise em que deverá se encontrar a humanidade.


Existe um evento castaclísmico que está marcado para acontecer no próximo ano e um segundo marcado para acontecer em três. O primeiro será o apocalipse Maia. No final do próximo ano, o mundo terá seu final depois de um último movimento do planeta, que encerraria um ciclo do planeta. Para quem não sabe, a Terra tem três movimentos. Rotação, quando a Terra gira em torno de si mesma; Translação, quando gira em torno do Sol e o movimento detectado pelos Maias, o de Precessão. Segundo se fala, esse movimento é medido em ciclos de 5125 anos. Este ciclo se encerra em 2012 com algo que se acredita que poderá causar a extinção da vida na terra. Caso isto não ocorra, há um segundo, previsto para 2014, antes da Copa do Mundo. Em qual deles acreditar?


O que ainda não se falou foi exatamente no evento que vem pontuando o mundo moderno em vários países. O da Líbia só está trazendo a libertação do povo líbio, mas vai causar mais dor do que o realmente necessário: Vai substituir uma ditadura por outra, exatamente como a que tentaram implantar no Brasil, na época dos militares. O lado ruim é que as mulheres é que mais sofrem: Já era assim na época de Jesus.


Mas eis que um movimento semelhante planeja desembarcar no Brasil. Recebi um e-mail estes dias que planeja pôr fim a classe política. Faz sentido e é louvável que se defenda o fim de uma porção de bandido. Mas não simplesmente defendendo o fim de todos eles, pois assim cairemos no mesmo erro dos líbios, de substituir o ruim pelo pior.


É interessante que a Líbia defenda o fim do seu regime e instaure outro, autoritário, apenas mudando um modelo de lei (a implantação da shária), sem considerar que o anterior já sufocava seu povo. Agora, as mulheres poderão ir à masmorra e o povo não será mais livre do que era. Como sempre, uma classe sobrepõe outra apenas visando o benefício do mandato, não importando o que o povo fará com o poder recebido. Ora, não foi o povo que o conquistou, senão o seu sangue. Porque ele teria que continuar com quem nada entende? Ou seja, o mesmo povo que deu o seu sangue para a revolução, deve continuar dando seu sangue para a maldição da repreessão.


O Brasil cairá na mesma tentação de derrubar o seu governo instaurado apenas pelos excessos? Ou deveria degolar aqueles que lhe furtam a segurança, o conforto, o sustento, a saúde? Os Barbalhos da vida, que já fizeram carreira mesmo no Senado; Os Sarneys, que ainda hoje mandam e desmandam no Maranhão, que mais parece uma líbia do Kaddafi, e que ainda possuem um pequeno feudo no Amapá...


E este mesmo motivo me força a dizer que não será diferente no Carajás e Tapajós, transformados em Territórios Federais, adivinhando que nada será tão bonito como pregam pelos dois estados. Primeiro porque nenhum tem o que acredita. Depois que o resultado dessa divisão trará novos barbalhos (ou sarneys), uma vez que isso já aconteceu antes, com a divisão do antigo estado do Grão-Pará e Maranhão. Naquela época, o Maranhão fazia parte do Pará, assim como o Amapá. Eles são melhores hoje do que seriam se ainda estivessem anexados ao estado-mãe? Provavelmente não. Pelo menos teríamos produzido menos corrupção — e é ai que entra a proposta de divisão administrativa e não política.


A questão é que o Brasil desperdiça muito com a corrupção e não investe onde deveria de fato. São médicos que deixam de atender a população, professores que deixam de lecionar para nossas crianças, no nosso já precário sistema educacional, escolas melhores, creches, hospitais... É sempre um investimento que fica mais caro para o povo (porque o Governo diz que nunca tem dinheiro para investir, mas sempre tem para doar). Eu sempre me pergunto o porquê dos EUA pagarem um dos maiores salários do mundo para um funcionário da Chrysler e vender este mesmo carro pelo valor de seis ou oito meses de trabalho, no máximo...


O Brasil desperdiça, ainda, muito com mordomias para os mais abastados da República. E nós é que sempre pagamos a conta — e o pato! Gastamos milhares de reais para sustentar aqueles que nos sonegam informações cruciais, dinheiro dos impostos... E ainda temos que arcar com o fogo do inimigo oculto, naquilo que nenhum de nós quis (a luta armada). Quem se enveredou pelos sulcos da guerra foi porque pensou que podia vencer. Morreram soldados, guerrilheiros... Mas só ganharam os que lutaram pela causa inimiga. É como se fossem estrangeiros entrando no país, militarmente armados, e nós, tendo vencido o embate, temos que pagar a conta das vidas perdidas do outro lado...


Uma causa justa, porém, a que ora se discute, porque estamos a meio tempo de uma disputa por mais profissionalismo, mais retorno do nosso investimento. Sem falar de gastos, senão da maneira como são feitos, o brasileiro pede mais celeridade, mas apuro, mais profissionalismo. É como discutir a construção de uma casa que nunca fica realmente pronta. Sempre tem uma parede para ser rebocada, um azulejo quebrado para refazer, uma lâmpada queimada... E não adianta trocar: Sempre vai queimar uma outra lâmpada, quebrar um outro azulejo ou cair um reboco de parede...


Causa justa, sim, acabar essa mesma classe que nos rouba. Mas substituindo-os por outros, mais decentes que sejam, que proponha melhorar o padrão do nosso gasto. Que proponha acabar com vantagens aos que nos roubam. E que proponham, especialmente, tratar a cada um dos milhões de brasileiros, da mesma forma como se trata a um chefe de estado de qualquer outro país. Afinal de contas, somos nós — e não qualquer outro político — que pagamos tudo. Nada mais justo que recebermos tratamento diferenciado, não?

sábado, 2 de julho de 2011

Olá, amigos deste poster. Andei sumido por alguns tempos porque simplesmente estava ocupado demais com meus pensamentos. Precisava oxigenar as ideias para não escrever qualquer coisa para os meus diletos leitores. Infelizmente a audiência caindo, porque este blog estava basicamente caindo demais. Mas eu preciso confessar: houve uma avalanche de ideias e opiniões brotando em minha cabeça. Houveram problemas, também, mas eu espero que eles não causem maior estrago do que já causaram.

A primeira ideia que surgiu com maior afinco é que recebi algumas informações que dão conta que eu deveria escrever sobre liberdade individual. Afinal, quem deve ter controle sobre as nossas ações senão nós mesmos? Nesse caso, precisamos pensar sobre o "kit homofobia" que  circulou até um dia desses. Não é porque pararam de falar sobre ele que ele deve ser esquecido. Precisa existir eternamente na mente de todos para que jamais esqueçamos seus efeitos nefastos na nossa civilização. Pois bem, que alguns pensem que há liberdade em defender os gays, pois tirar a vida de uma pessoa apenas pela sua opção sexual não é legal em qualquer legislação de qualquer época. Mas dai a calar qualquer opinião contrária é demais. Será que não vai chegar uma hora que teremos que ser todos homossexuais porque seria proibido ser hétero? Para que isso mude, essa ideia de defender o homossexualismo, bastaria que, ao invés de lutarem por coisas banais, lutássemos todos pela defesa da Constituição. Afinal, Deus não pode estar errado!

A outra é mais pesada. Versa sobre uma descoberta e tem várias situações como resposta. Uma série do History, que fala sobre as origens do homem. Ainda não conheço o suficiente para apresentar para vocês o que vi, pois, para mim, ainda parece meio lunático acreditar em tais coisas. Imaginem que muitas pessoas viram um brilhão nos céus na região próxima de onde ocorreu aquele megatsunami do oceano Índico, que foi um possível motivo dele. Isso tudo ligado com uma série de fatores que ainda não consegui compreender. E essa é a razão para eu não falar mais do que isso. Assim que eu consegui compreender melhor esses tópicos, posto alguma coisa. Meus pensamentos, que se diga.

Então, meus caros e diletos leitores, prometo-lhes alguma razão em meus textos, muito mais que as que posto rotineiramente. E vou começar por um texto isento, prometo-lhes, sobre a divisão territorial do estado do Pará. Acho que a divisão poderia ocorrer sem prejuízos desde que não fosse estritamente política e geográfica, mas administrativa. Ou seja, é preferível que o governador designe uma pessoa para relatar investimentos e aplicações de investimentos para as "divisões" que querem impor. Com isso, resolveríamos os problemas de quem quer dividir o estado e dos que não querem.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Diferença entre país sério e o Brasil

Mazelas são mazelas e precisam ser resolvidas onde quer que elas existam. Por quem quer que seja. O que não se pode é ficar brincando de esconde-esconde, para ver se podemos economizar a energia da solução deste problema, que dá menos voto, para solucionar aquele onde pode ser mais vistoso e gerar mais lucro. Assim é o Brasil. Aqui, é mais fácil uma pessoa trocar um bico de luz do que refazer a fiação apenas porque é mais vistoso o primeiro frente ao segundo. É mais econômico.

Lá fora é diferente. Briga-se pela segurança, ainda que isso não traga dividendos políticos. Briga-se pela saúde, mesmo que esta não seja a bandeira do Governo e o parlamentar seja de sua base. Briga-se até por assuntos que receberiam menos atenção se fosse em outro lugar. Mas se briga sério. Com vontade de vencer e convencer. Ainda que isso não seja vistoso pra ninguém.

Ontem o Japão foi acometido pelo pior desastre de sua história. Já houve tsunami que varresse o país em tamanho da onda, e até que causasse milhares de mortes. Mas da magnitude que hoje está o país, correndo o risco de uma verdadeira catástrofe mundial, isso nunca. Fico pensando que este pode ser o sinal mais esperado dos tempos, de que não temos mais tempo para erros, e que antecederá a verdadeira escolha entre o bom e o mau. Entre Deus e Satanás.

Mas a verdade é que não conseguimos mesmo aprender com os erros dos outros. Focamos os olhos neles, como se fosse nossa própria mazela, e esquecemos a nossa. A chaga pela qual outras populações são marcadas acaba por marcar a nossa de forma ainda mais grave, pois que nos negligenciamos a um problema empurrado com a barriga, e corremos o risco de tropeçarmos no mesmo erro, na mesma tragédia.

Um dia tudo vem à baixo, como num prédio que, ainda em construção, vem em ruinas e tira a vida de uns tantos. Como se fosse natural, esquece-se isto e passa-se adiante, sem sequer examinar à luz da verdade a causa da tragédia passada. Trata-se aqui de aprender com o erro dos outros. De, senão resolver uma tragédia iminente, de minorá-la, reduzí-la.

Hoje, o Ex-Blog do César Maia traz um desses pontos que são de percurso longo e que podem nos causar dano semelhante. Que pode nos trazer a realizade japonesa mas, entretanto, dando chance de corrigirmos nosso erro. Ou então minimizar suas consequências.

Que aprendamos com os erros dos outros, então.

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USINAS NUCLEARES ALEMÃS E OS RISCOS NAS USINAS DE ANGRA-RJ!
                   
Em 1989, um grupo de deputados e senadores brasileiros foi convidado a visitar as Usinas Nucleares da Alemanha, da Siemens. Pôde-se conhecer todo o sistema de segurança, desde a entrada, com identificação um a um, fora da usina, foto local, encontro em uma sala reservada, oferecimento de informações, e uniformização fechada e rigorosa antirradiação. No final, a entrega dos uniformes para incineração.
                   
Depois, foi feita uma visita ao local de depósito de resíduos nucleares. A corte suprema alemã não havia ainda aceito como definitiva, mas autorizou provisoriamente. É uma antiga mina de sal. O grupo -por partes- desceu a mina num elevador por 800 metros de profundidade, altura do Corcovado-Rio.
                   
As caixas de chumbo lacradas são colocadas no meio do sal. Esse se fecha em torno das caixas como pedras, obstruindo qualquer risco de contato com o ar. E assim mesmo a corte suprema de lá não considera um processo 100% seguro.

Uma vez de volta, foram visitar as Usinas Nucleares de Angra dos Reis-RJ. O acesso a elas foi direto, sem cuidados de identificação especial. Na mesma sala de recepção foram dadas informações e se vestiu o uniforme antirradiação. Foi feita a visita.
                   
Mas o susto maior veio quando foi pedido para se conhecer a área de depósito de resíduos nucleares. São caixas de chumbo como na Alemanha, mas depositadas em prateleiras de um galpão como num supermercado. Este galpão fica a 200 metros do prédio da Usina e pode ser vista da Usina, diretamente.
                   
No mínimo, caberia ao Congresso Nacional constituir, urgente, uma comissão especial e visitar esse depósito, ou outro local de depósito das caixas de chumbo dos resíduos nucleares.
                   
A imprensa informou, ontem (16), que um tufão se aproximou do litoral do Rio. Se esse tufão atingisse a área da Usina, derrubaria, com um sopro, o armazém e espalharia as caixas, inclusive para o fundo do mar. Essa é uma situação extremamente grave que exige fiscalização e resposta, imediatas, por parte do Congresso. Lembre-se que são duas Usinas e mais uma em construção. E que o contrato de 1977 foi simplesmente prorrogado, portanto, com as mesmas condições estabelecidas na época.

terça-feira, 1 de março de 2011

As "paradas" que a vida dá...

Trecho da biografia de Fouché, de Stefan Zweig, retirado do Ex-Blog de hoje.


Porque só conhece a vida quem já mergulhou nas profundezas. Só um revés confere ao homem sua força impetuosa integral. Principalmente o gênio criador precisa desta solidão temporária forçada para medir, das profundezas do desespero, do exílio distante, o horizonte e a extensão de sua verdadeira missão.

Também na esfera inferior, terrestre, do mundo político, uma retirada temporária confere ao estadista uma nova percepção, uma reflexão mais aguda e uma forma melhor de calcular o jogo das forças em ação. Por isso, nada de melhor pode acontecer a uma carreira do que a sua interrupção temporária, pois quem sempre vê o mundo do alto de uma nuvem, do alto da torre de marfim e do poder, só conhece o sorriso dos submissos e a sua perigosa solicitude: quem tem sempre nas mãos o poder esquece o seu verdadeiro valor.

Nada enfraquece mais o artista, o general, o estadista do que o sucesso permanente de acordo com a vontade e o desejo. Só no fracasso o artista conhece a sua verdadeira relação com a obra, só na derrota o general reconhece seus erros e só na desgraça o estadista adquire verdadeira clarividência política.

Uma riqueza constante torna o homem frouxo, aplausos constantes entorpecem, só a interrupção confere nova tensão e elasticidade criadora ao ritmo que se desenrola no vácuo. Só a desgraça abre uma perspectiva profunda e larga da realidade do mundo.

O exílio, por exemplo, é uma dura lição, mas todo exílio significa ensinar e aprender: ele forma a vontade do fraco, torna decidido o indeciso e torna mais rígido ainda quem já é severo. Para o homem verdadeiramente forte, o exílio não reduz, antes aumenta sua força.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Quem é o culpado pela queda?


Prédio da Real Engenharia cai na Travessa 3 de Maio: Quais foram realmente as causas da queda do prédio, que seria entregue ainda este ano, pela Real Engenharia? A foto é do UOL: http://noticias.uol.com.br/album/110129_album.jhtm?abrefoto=24

Ainda pouco um prédio ruiu na Travessa 3 de Maio no centro de Belém. Segundo informações do site UOL, existem por volta de 20 pessoas soterradas nos escombros da obra, que seria entregue no final deste ano pela construtora Real Engenharia. O prédio chamaria-se Real Class.

Mas uma coisa que não se ouviu falar até agora é que não se falou em quem paga o prejuízo dos trabalhadores que estão soterrados (independentemente de quem e de quantos estejam soterrados no local) e dos futuros moradores do imóvel. Se pode haver alguma boa notícia é que, estando os soterrados ainda com vida (um milagre divino), pouparam-se as vidas dos proprietários dos apartamentos. Mas ainda assim há vítimas. Os visinhos, que se assustaram bastante no momento da tragédia, sendo que alguns ainda tiveram os reflexos com a perda de seus respectivos imóveis (no caso das vítimas que moravam ao lado do prédio que ruiu), transeuntes (disseram que havia um motoqueiro soterrado na frente do prédio), sem contar os próprios trabalhadores da obra, que estariam no local e na hora da tragédia.

Desde tempos atrás que Belém acumula prejuízos com obras malfeitas de prédios, onde o empreiteiro economiza até nos materiais que fazem a sua construção. Quando não é isso, pegam qualquer um para fazer todas as etapas da construção. E pula etapas importantes, que se refletem posteriormente. Não custa lembrar a tragédia do Raimundo Farias, na Diogo Moia, quase na Doca de Souza Franco. Ali próximo está sendo erguido o maior arranha-céu de Belém, duas torres com 40 andares cada. Imaginem o que acontece com aqueles moradores que habitarão os apartamentos daquele prédio. Eu já não teria coragem para morar ali. Vocês teriam?

Bom, como não sou engenheiro, não posso apontar as causas do desabamento do prédio da Real, mas posso conjeturar o que possivelmente aconteceu. Nada como falou o apresentador da TV Record, que disse que estavam discutindo que um avião passou pelo local e pode ter causado o desabamento. Já há no Twitter quem diga que um raio derrubou o prédio. Eu não acho provável, pois não trovoava na cidade na hora. Mas é possível, uma vez que não moro próximo do prédio, nem nas imediações de São Brás.

Aqui fica a discussão: Será que houve um problema com os materiais? Será que houve um problema com a fundação? Pior: Será que o raio derrubou mesmo o prédio? E se um raio derrubou mesmo o prédio, isso aconteceria mais cedo ou mais tarde e leva a outra discussão: Quantas pessoas não morreriam no futuro?

Eu não sei de quem é a culpa, mas acho mais provável que este prédio tenha tido problemas na fundação ou com os materiais da construção. Vocês concordam?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O que acontece com a natureza?

http://www.youtube.com/watch?gl=BR&v=xrhGBHcPmrE

Li hoje um comentário pertinente sobre minha avaliação acerca do aquecimento global em post anterior a este. Trata-se de um debate que já tinha assistido com o meteorologista Molion. Ele fala que não dá para simplesmente reduzir a emissão de CO² já que os ciclos naturais permaneceriam do mesmo tamanho. As temperaturas do planeta Terra são cíclicas e às vezes tendem a aumentar e outras a diminuir. Para quem não entende, pesquise o histórico climático do planeta (já que elas já foram altas mesmo antes da Revolução Industrial) e saberá que estamos passando por um ciclo de temperaturas mais ameno. Pode ser verdade o que andam espalhando por aí à boca miúda de que alguém quer nos culpar e fazer com que paremos de progredir — e segundo afirmam outros tantos, querem reduzir a população mundial em mais de 5/6.

Não gosto de pensar que isto é uma espécie de realização de profecias bíblicas. Lembrem-se que lá está escrito: "Ouvireis falar de guerras e rumores de guerras. Não te assustes, pois não é o fim ainda. Tudo isso será o começo das dores". No mesmo livro podemos ler que "haverá em diversos lugares fomes e terremotos". Vocês podem achar isso em Mateus 24.

Com vocês a história que conta Molion

Gabeira vira repórter especial do Estadão

Notícia
Do Ex-Blog do César Maia de hoje

Antes de sair do Brasil, li nos jornais do Estado de Bolívar que estava faltando farinha. No tempo em que passei em Caracas, não só a farinha, mas também o açúcar e a margarina estavam em falta em Bolívar. Os produtores antecipam uma alta, pois, com a unificação cambial, caiu o dólar especial, que era comprado por 2,3 bolívares. O dólar agora vale 4,3 bolívares, mas, ainda assim, é uma cotação romântica, porque no mercado paralelo custa o dobro. Fui abordado por muitas pessoas querendo comprar dólar no paralelo.

A Venezuela, com 27 milhões de habitantes, registrou 18 mil assassinatos, dos quais apenas 3% foram resolvidos. A questão da segurança aqui é mais sensível do que no Rio. Não só há portas e trancas por toda parte, como muito medo. Quando resolvi usar uma câmera grande, porque me deslocava de táxi, o motorista ficou assustado com os motociclistas que se aproximavam. Nos primeiros metros, ele fechou o vidro e jogou um jornal no meu colo, para cobrir a câmera. Ao caminhar pelo Capitólio com a compacta, algumas pessoas me olhavam como se fosse um toureiro entrando na arena. Em que momento viria o primeiro golpe?



OPINIÃO

Em poucas vezes na história alguém sendo de esquerda viaja até um país e, vendo a situação delicada da vida das pessoas vítimas do regime totalitário de esquerda (ainda não é totalmente uma ditadura, mas está quase), escreve com alguma perspectiva de mudanças. Imagine alguém viajar para um país onde se fala abertamente em socialismo depois do fracasso da URSS, sendo de esquerda, e sentir medo de estar ali, naquele momento. O medo que parece ter tomado de assalto as pessoas na Venezuela é tão grande que mesmo o motorista de táxi tentou se aliviar daquela situação, salvar a vida de seu passageiro, além da sua.

Gabeira recentemente assumiu uma posição contrária à que tinha em determinado momento da história. Do alto da biografia de alguém que participou do sequestro do embaixador americano em São Paulo na época do regime militar, tomar tal posição significa mudar um conceito. É a mesma coisa que eu, de repente, pensar que o comunismo é o melhor sistema político que o mundo já conferiu. Bobagem. Mesmo dentro do governo Dilma, há quem pense que o modelo de democracia conseguido pelos americanos está muito mais próximo do ideal de justiça social que qualquer outro país no mundo. Claro, há exageros, mas essa é uma verdade inquestionável.

Há americanos que questionam o governo, como foi o caso daquele tiroteio contra uma deputada democrata nos Estados Unidos, de forma errônea, achando que todos devem pensar como ele. Fazem perguntas tão difíceis que fica difícil saber o que responder. Mas outras são apenas problema do interlocutor que, quando questionado sobre uma coisa muito óbvia, responde com uma evasiva.

O Brasil é uma República que se parece mais com o segundo caso do que com o primeiro. A diferença entre nós e os americanos é que, lá, existe independência entre os poderes e, aqui, a Bíblia e a constituição não representam coisa alguma para quem quer que seja. Salvo algumas exceções. Pergunte a qualquer um o que aconteceu com aquele cidadão que, de posse de dinheiro alheio, desviado para sua própria conta (mesmo ele tendo confessado tal crime), foi parar na prisão do ostracismo. O máximo que lhe aconteceu foi perder o cargo de deputado. Mas e o resto da quadrilha, como afirmara o Procurador-Geral da República, onde está? NO PODER.

É interessante como as pessoas tratam o que deveria ser objeto de respeito de qualquer um brasileiro. Respeito, sim, porque é muito mais fácil cobrar do que fazer valer. Quem mesmo quer pagar, indo parar na prisão, apenas porque se excedeu um pouco na bebida, como foi o caso daquele rapaz no Paraná? E aquela montanha de dinheiro apreendida pela PF que serviria para pagar um dossiê para ‘queimar’ os tucanos de São Paulo? Se isso fosse nos EUA — e creio que vocês devem perguntar para alguém que entenda do assunto —, os culpados teriam parado na prisão. Basta lembrar o escândalo do Watergate, que resultou na prisão de gente importante e impeachment do presidente dos EUA.

Outra coisa tão interessante ao caso é que o Brasil ainda coloca gente na prisão especial por crimes comuns. Mas o problema não é só da justiça, é também do povo, que perdoa. Hoje calcula-se que se a corrupção fosse 50% menor, teríamos mais escolas, o salário mínimo aumentaria para uns R$ 900 e tudo seria tão bom... Seria uma utopia?

Claro que não. Analisemos, outra vez, o caso dos EUA. Sabem de quanto é o salário mínimo por lá? US$ 7,25 por hora. Apenas para efeito comparativo, no Brasil o mínimo é de, por hora, 3,375, considerando-se um salário de R$ 540 ao mês. Ao contrário daqui, lá esse valor pode chegar a US$ 3.480, enquanto aqui, mesmo trabalhando 16h ao dia, 30 por mês, como fiz na pesquisa de lá, não se chega nem a metade desse valor. Por dois motivos: Aqui ganhamos por mês. E temos o piso definido por lei. Ou seja, no máximo teremos um extra. Mas pergunte a uma empregada doméstica se ela trabalha exatas 8h por dia e se ela ganha mais que o salário mínimo...

O caso da Venezuela é emblemático. Depois de expropriar propriedades privadas, abolir empresas e fazer o estado praticamente ser o dono de tudo (até quase a vida dos venezuelanos), não há dinheiro para pagar a mão de obra. Dai as pessoas trabalham mais e recebem menos. Chateadas pela confusão, começam a saquear aqueles que têm maior poder aquisitivo. Só quem não sofre são os representantes do Stabilishment do poder local, que tem sua própria guarda. Chávez pode até ser louco, mas não é burro.

Na economia, falta tudo. As pessoas têm suas necessidades básicas e estas não são supridas pelo governo. Papel higiênico, sabão e energia elétrica são racionados. Bens de consumo, como a própria comida, tem suas cotas de divisão para cada venezuelano. E isso não ajuda a reduzir a inflação, muito pelo contrário, contribui para ampliá-la. Se falta produto que está dentro das necessidades do povo, este vai querer encontrar um substituto — ou melhor, aquele mesmo produto. O preço, assim, tem que acompanhar a demanda. É a lei da oferta e da procura. Talvez por isso a China tenha começado a implantação do comunismo pela revolução cultural. Só não me perguntem quantas pessoas tiveram que pagar pela sandice de Mao Tsé-Tung. Nem os chineses sabem quantos milhões sucumbiram...

Chávez, por lá, tem tudo para repetir o fracasso do companheiro Stálin. Primeiro porque ele também foi um homem sem estudos. Assumiu, de forma intempestiva, a Rússia, permitindo que esta avançasse mais em assassinatos que em melhorias. Fosse ele um visionário, melhoraria a qualidade de vida aumentando a liberdade do povo e punindo seus opressores. Não faltariam água ou sabão para banir da vida da Venezuela todos os corruptos e ainda sobraria capital político para vencer as disputas mais caras à seus antecessores.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Um futuro mal pago

Hoje escolhi como tema para minhas reflexões no meu Blog um e-mail corrente, mas que vale a pena ser lido. Precisamos entender que depois do aumento estratosférico a que se deram nossos parlamentares, esta discussão vem bem a calhar. Como e o quê esperar de uma sociedade que paga uma miséria para aqueles que ensinam a geração do futuro quando esta mesma sociedade aceita pagar um salário monumental aos seus representantes no governo?

Bom, isso passa obviamente por rever o poder que damos aos nossos governadores. Eles fazem tudo para se beneficiar, quando o resto do povo não consegue nem o suficiente para se manter. “Eles fingem que pagam e os professores fingem que ensinam”, conforme falou esse cidadão. Eu mesmo já trabalhei com gente assim, que finge que paga, mas quando o assunto é coisa de estado, assunto que deveria merecer manchetes dos jornais, ai a coisa precisa mudar de figura. Afinal, quem se importa se um professor recebe R$ 440 ou R$ 4400 por mês? Eu me importaria se fosse a escola do meu filho. Porque se um professor está insatisfeito, ele vai mudar a cabeça do meu filho, não o ensinando da maneira correta. E, desse jeito, prefiro eu mesmo educar meu filho em casa.

Eis a carta:

Prezado amigo, sou professor de Física de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00. Fico até com vergonha de dizer, mas meu salário é de R$ 650,00. Isso mesmo, você não olhou um zero a menos. E olha que eu ganho mais do que outros colegas de profissão, que não possuem curso superior como eu e recebem minguados R$ 440,00. Será que alguém acha que com um salário assim a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar?

Não quero generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova um aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, leciono porque sou idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!

Descobri que um parlamentar brasileiro custa ao país R$ 10,2 milhões por ano. São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$ 11.545. Na Itália, são gastos com parlamentares R$ 3,9 milhões, na França, pouco mais de R$ 2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e, na vizinha Argentina, R$ 1,3 milhões. Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior!

Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema seria:

“Troque um parlamentar por 344 professores”.

Vamos colaborar. Afinal de contas, o professor é aquele cara que pode mudar o nosso futuro. Não que tenhamos que levar ao pé da letra isso, mas pelo menos fazendo com que nossos políticos se importem menos com os bolsos deles do que com a formação dos filhos dos outros que, por acaso, pode ser o seu...