quarta-feira, 28 de outubro de 2009

DIFLUBENZURON. Que diabos é isso???

Este informe foi gerado pelo ex-prefeito César Maia, em seu informe diário Ex-Blog. A gravidade do assunto leva a crer que pode acontecer o mesmo por aqui, ou seja, podemos correr riscos desnecessários à saúde, uma vez que se trata de medicamento de tratamento de larvas.

No Rio de Janeiro, a área que vai abrigar o projeto contempla o seu uso em água potável. Isto é, caso você venha a consumir este líquido, é quase certo que você tenha óbito poucas horas depois. Logo, esta postagem de agora é mais um protetivo e um alerta aos paraenses sobre tal medicamento.

Cabe lembrar que a mensagem abaixo foi levemente modificada, de forma a remover as caixas altas presentes no documento original. Caso queiram certificar-se disso, obtenham a assinatura do Ex-Blog do César Maia ou então solicitem a postagem original enviando seus e-mails para este poster através do e-mail thalesbruno@yahoo.com.br. Terei prazer em encaminhar-lhes a postagem original, sem edição.

Com vocês, a nova ameaça:


A prefeitura do Rio está treinando servidores para trabalhar com novo larvicida para o combate a dengue chamado de diflubenzuron.

Este larvicida nunca foi utilizado no mundo para o combate a nenhum tipo de praga nas áreas urbanizadas. Também nunca foi utilizado em água potável — no Rio será. Não há autorização para se usar em área urbana, pois seu uso é restrito à agricultura.

Não há estudos sobre os males causados no caso do consumo deste produto, mecanismos de toxicidade em humanos são desconhecidos.

Ao contrário, o publicado no diário oficial do dia 27 de outubro de 2009, na bula do produto pela classificação da Anvisa:


Classificação Toxicológica: I - Extremamente Tóxico.
Classificação do potencial de Periculosidade Ambiental.

No informe da Anvisa: "O intervalo de reentrada de pessoas nas culturas e áreas tratadas é de 24h." Se o produto é tão perigoso a ponto de o intervalo de reentrada da área tratada ser de 24 horas, como então poderá ser utilizado em áreas urbanas e em casas?

No rótulo há uma enorme caveira que é o símbolo universal do perigo do risco de morte.

16 comentários:

Dri disse...

Onde iremos parar???

Bruno_Philósopho disse...

"... E os rios se tornarão em sangue..."

Eu penso que o homem não gosta de nada do mundo. OS paraísos, a moderação do clima, as coisas realmente boas do planeta...

Não se afobe. É para ser exatamente assim!

Dri disse...

Mas acredito que existam pessoas como eu que respeitam e amam o planeta e todos os seres que nele habitam!!

Dr. Sergio Campos disse...

Meu deus, coloquem diflubenzuron no google, leiam em fontes serias. Não se esclaressam somente por alguns formadores de opinião. Pesquisem. Foi assim no início do século com a vacina, entre outras ações em saúde.

luiz disse...

Agora imagine os agentes de Saúde que terão que manusear esse produto químico o dia inteiro. É um absurdo a falta de preocupação com aqueles que realmente morrerão com o uso desse veneno. O antigo já causa problemas sérios de saúde imagine esse.

Renata disse...

É uma absurdo que a maioria das pessoas que escrevem em um blog, não tenham coragem sequer de pesquisar sobre um assunto que desconhecem.
Calma gente, o produto tem registro na ANVISA para utilização em áreas urbanas para o controle da dengue. Se assim não fosse, o Ministério da Saúde não poderia utilizá-lo.
E a classe toxicológica é IV, e não I como diz a mensagem.
Como a própria mensagem diz, ele é um produto contra larvas (que possuem quitina). O ser humano não a possui. Obviamente, não tem ação no ser humano...

Adriano disse...

Bruno não sei qual a sua formação, porém penso que como sabe ler e escrever (pois criou o blog) deve ter pelo menos o ensino fundamental. Então antes de escrever qualquer coisa se informe melhor, pois esse tipo de informação escrita por você pode causar transtornos desnecessários. Procure se informar mais, entrando no site da ANVISA, www.anvisa.gov.br.

Rosália disse...

Bruno "Philósofo", que diabos é isso?, eu que pergunto, pois se você usa PH, não uso acento.
Falando de Dengue, você sabe quantas mil pessoas morreram no Brasil, por estarmos usando produtos ineficazes? Acho que não. Então pesquise, já que pra escrever besteira você é bom.
Quanto ao produto Diflubenzuron, a OMS, (conhece?), foi quem autorizou o uso do produto em água potável, mas apesar disso, o produto não tem essa indicação no Rio. Mais uma informação errada que você passou aos leitores. Quanto ao uso, o Diflubenzuron é usado no mundo todo para combate a mosquitos. Mais outra informação errada.
Outra coisa, o produto inibe a formação de quitina, nos insetos, que eu saiba os mamíferos não possuem quitina.
Bom, acho que só de escreve PHILÓSOFO, você já deve estar desacreditado.

Paulo Cesar da disse...

Prezado Bruno
Voce está prestando um deserviço à população do Rio de Janeiro.
Infelizmente, temos pouquíssimos principios ativos para uso em controle de vetores - todos são originários da agricultura, não existe um inseticida exclusivo para uso em saúde pública.

Todos os praguicidas utilizados para controle de vetores são indicados por um grupo de especialistas da OMS (WHOPES - WHO Pesticide Evaluation Schemme).
Até o momento, apenas 5 compostos são autorizados para uso em água de consumo humano, dentre eles, o Diflubenzuron.

Antes da autorização, todas as informações toxicológicas são avaliadas. Se o produto tivesse alguma nocividade, ele não seria NUNCA autorizado.
A OMS pondera que é necessário controlar vetores em água potável - deve-se buscar um equilibrio entre a qualidade de água e a necessidade de controlar vetores, não sendo recomendável criar diretrizes restritoras quanto a isso.

Em 2007/2009, 129 pessoas morreram com Febre hemorrágica da dengue no Rio de Janeiro, dentro deste número, muitas crianças.

Sugestão: informe-se antes de lançar mais confusão na mente dos cariocas... Se não puder ajudar, pelo menos não atrapalhe.

Frederico Boechat disse...

Meu Deus, quanta bobagem junta...
Sou Agente Ambiental em Saúde no município de Itaperuna_RJ, e aqui nós utilizamos o larvicida diflubenzuron no tratamento de depósitos de água que não tem como ser eliminados. Além de ser bem menos tóxico que o Abath, o produto anterior, de acordo com a OMS e a OPAS, o diflubenzuron só age no inseto na hora em que a larva cresce e precisa mudar a carapaça quitinosa que forma seu exoesqueleto, causando deformidades e esterilidade ao inseto. Na realidade o diflubenzuron não mata a larva, apenas a deforma para que o inseto, mesmo que venha a chegar na forma alada, não consiga se locomover e se reproduzir. Como mamíferos não fazem troca de quitina, o produto é inócuo ao ser humano.
Seria muito bom que o sr. Philósofo (sic) se informasse a respeito do produto e parasse de divulgar informações incorretas, que podem levar a população a um estado desnecessário de desconfiança a ponto de impedirem que nós, agentes de controle de vetores, tenhamos nossa entrada nas residências negada. Aí, quando a dengue explodir no RJ, tomara que o sr Philósofo seja uma das pessoas que contrairão a forma hemorrágica da doença, e terá pelo menos 15 dias em casa, sentindo dores, botando sangue pelos olhos e refletindo sobre a quantidade enorme de absurdos que ele escreve em seu blog.

Bruno Philósofo disse...

O Governo Federal alterou a classificaç]ão toxicológica do Diflubenzuron. A classe de I foi para IV, quando o remédio passou a ser pouco tóxico. Mas estava no informe da Anvisa: "Classificação Toxicológica: I". Então acho que publiquei uma informação verídica e oficial, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que poderia até não ser a mais honesta, mas era a informação oficial do Governo. Basta que vocês acessem (ou tentem acessar) o site da Anvisa para obter o registro oficial. Hoje é exatamente o que vocês defendem. Ontem era o que eu publiquei. Inclusive dei o endereço da Anvisa na Internet, com a referência ao medicamento.

Hoje, tenho a humildade de pedir desculpas, de acordo com o novo informe da Anvisa, mas com o pé bem atrás, porque eles mesmos publicaram esse informe e agora é diferente. Será que eles trocaram o medicamento? Há uma variante desse mesmo Diflubenzuron que não deve ser tóxica assim, mas esta outra tem problemas. O que pode ter acontecido é que, prevendo o problema, tenham substituído seu modus operandi. Volto ao assunto semana que vem, retificando o artigo.

Sérgio Roberto disse...

Vamos ter muito cuidado ao falarmos deste produto pra não cometer erros.Aos defensores de plantão do DIFLUBENZURON, RECIFE a partir desta segunda f.(14/03/11) vem fazendo a troca deste produto pelo antigo larvicida (BTI), isto se deve a alta taxa de veneno encontrado no sangue dos agentes de combate e endemias.Havia já dois meses que haviamos feito o exame METAHEMOGLOBINA pela Prefeitura do Recife pra que fosse detectado o nível toxico no organismo, e após uma semana o resultado já estava pronto mas só foi divulgado semana passada.Acredito que pela pressão do sindicato que recebeu este resultado bem antes do pessoal, aos gestores do programa não restou outra alterenativa se não a troca do mesmo.por isso, certo esta você Bruno em continuar com um pé atrás.Sou Agente de Sáude, atuo no campo e tenho um blog dedicado a Dengue.
http://asacesnamadalena.blogspot.com/
Obrigado.

Anônimo disse...

como pode tantas pessoas leigas no assunto , um tanto quanto ignorantes falar que produtos a base de diflubenzuron e Tóxico???? vcs nao sabem de nada , trabalho numa farmoquimica que produz esse principio ativo ,e na quantidade administrada para combater o mosquito e tao inofensiva ao homem tanto a animais , contanto que a um produto no mercado que controla mosca que e ingerido pelo animal. o diflubenzuron nao e metabolizado pelo organismo humano, seus imbecis!!!!!

Anônimo disse...

sou ace em Porto velho e começamos a trabalhar com este produto agora,segundo o treinamento o produto não é metabolizado pelo ser humano,como disse o caro colega, mas, contudo, ocorrem reações na pele como coceira, irritação nos olhos na garganta, tanto que para utilizado faz-se necessário uso de vários epi´s desde camisa manga longa, luvas, mascara, óculos.
eis a questão?

Anônimo disse...

Interessante como há controvérsias a respeito do Diflubenzuron. Confesso que também tenho meus dois pés atrás pois sou ACE há quase 8 anos e senti na pele algumas reações nada agradáveis do larvicida em questão. Não quero aqui tomar partido de ninguém, mas percebi que, quase todos os defensores do Diflubenzuron, não tem contato direto com esse larvicida como nós ACE, portanto, seria interessante se fabricantes, biólogos,e outros responsáveis pelo larvicida desse mais ouvidos a nós simples agentes mas com larga experiência em assuntos como eficácia e reações ao produto. Teoria é uma coisa, prática é outra.

Anônimo disse...

Pessoal, se é classe I ou IV, não interessa, a verdade é que é tóxico, e se é tóxico faz mal a saúde, a médio ou a longo prazo. Vcs acreditam na eficácia deste produto? eu e vários não. Outra coisa, nós temos meios legais(sindicatos?) de reinvidicar, caso o produto traga realmente danos a saúde? ou somos forçados a trabalhar com ele?