sábado, 30 de maio de 2009

Sobre o aguaceiro de ontem:

Amigos, é triste a confirmação de mais uma notícia que tenho dito sobre estes tempos molhados. O aguaceiro está levando Belém para o fundo mesmo. É fato consumado. Muitos dirão sobre aquele dia em que até o Ver-o-peso ficou sob as águas, quando motoristas mais incautos poderiam não encontrar diferença entre o início da maré e o fim da pista, perto do final do Boulevard. Fato mesmo é que as águas vão continuar, sim, e por muito tempo, segundo a meteorologia. O site "The Weather Channel" prevê trovoadas esparsas de grau intenso até, pelo menos, o dia 9 de junho deste ano. Ou seja, mais água vem por ai.

Isso não é uma notícia tão ruim assim. Basta que as pessoas aprendam a ser mais sensíveis com a limpeza pública, não jogando o lixo sólido nos canais. Em Belém, o problema do lixo é endêmico: não há um só bairro onde não se encontre pontos de entulho de lixo, que vai desde um simples saco de lixo a até uma geladeira inteira. Não é mais crível que, com toda essa gente sofrendo por causa da água em excesso, as pessoas continuem aumentando o lixo jogado nos canais e nas esquinas, o que certamente contribui para o aumento nas doenças e nos alagamentos.

Fotos dos três principais jornais da capital de hoje mostram que Belém está mesmo de mal com o lixo. Joga-se ele em qualquer lugar, desde que não seja na frente de sua casa. Desde que não seja no lixo, acomodado corretamente. Então Belém, partindo dese princípio, está de mal com a saúde. Seja por causa do poder público, seja por causa da falta de higiene dos seus próprios cidadãos, aqui só o que não falta é imundície.

Se eu não falhar desta vez, até segunda-feira eu prometo fotos sobre alguns pontos de lixo na cidade. Faz-me falta o Photoshop para que eu coloque o arquivo em um tamanho razoável aqui nesta página. Mas eu prometo que faço a foto. Só não garanto assim tanto até segunda-feira.

3 comentários:

Belenâmbulo disse...

Prezado Thales,
É difícil para a maioria das pessoas perceber a relação entre os alagamentos e o destino que dão aos dejetos que produzem.
Eu, que me considero um cara relativamente esclarecido, sei que o meu lixo vai para o Aurá, e só... Dali pra frente, não faço a menor ideia... Ou seja, acabo agindo da mesma forma daqueles que critico.

Dê uma olhada em duas postagens minhas relativas ao tema:

http://belenambulo.blogspot.com/2009/05/manual-de-instrucoes-da-travessa.html
http://belenambulo.blogspot.com/2009/02/eu-queria-mudar-o-foco-hoje-mas-nao-deu.html

Abraço

Layse D'Oliveira disse...

A situação está cada vez mais crítica. E não basta somente o não despejo dos sólidos em via pública; vale ressaltar a continuação do desmatamento gritante na Amazônia Legal e consequentemente o maior aquecimento da região, culminando com as chuvas torrenciais que temos presenciado. É simplesmente lamentável.

Thales B. D'Oliveira disse...

Obrigado pelo comentário, pessoal.

Quando falei sobre o fato de não ser ruim as chuvas caírem, fi-lo porque elas vem para renovar a natureza, destruída paulatinamente pelo homem. Paulatina e continuadamente, de forma que a natureza perca a batalha pela sobrevivência. Mas como tudo tem que ter o seu equilíbrio, o homem paga pelo mal que faz a si próprio e à natureza.

Uma hora a casa cai. Se o homem reaprender a viver, para de construir armas de destruição em massa. Para de queimar a floresta. Para de matar. Para de fazer o errado para fazer o que é certo.