quarta-feira, 8 de abril de 2009

CPI DA PETROBRÁS, JÁ!

DIOGO MAINARDI
Em Veja.com


Em meados de 2007, a PF prendeu treze pessoas na Operação Águas Profundas, acusadas de fraudar e superfaturar contratos com a Petrobras. Durante as investigações, os agentes da polícia fazendária do Rio de Janeiro descobriram outro esquema fraudulento, envolvendo empresas de consultoria, prefeituras e a ANP. Tratava-se de um esquema de desvio de dinheiro de royalties do petróleo. A PF abriu uma nova investigação, batizada de Operação Royalties. Nos primeiros meses de 2008, o delegado responsável pela Operação Royalties preparou um relatório sobre o resultado de suas investigações.

De acordo com os dados recolhidos pelos agentes da PF, Victor Martins, apesar de ser diretor da ANP, continuaria a se ocupar dos interesses da Análise Consultoria e Desenvolvimento, empresa da qual ele seria sócio. Usaria seu cargo para direcionar os pareceres da ANP sobre a concessão de royalties do petróleo, favorecendo as prefeituras que aceitassem contratar os préstimos de sua empresa de consultoria. Num episódio descrito pela PF, Victor Martins estaria "ajeitando uma cobrança de royalties da Petrobras, no valor de um bilhão e trezentos milhões de reais, e teria uma comissão de duzentos e sessenta milhões de reais), a título de honorários".

Pergunta que se faz: Este será mais um escândalo a ir para debaixo do tapete depois de um outro escândalo do Governo ou será que o povo anda extasiado com a popularidade de Lula e com o fato de ele ter sido tratado pelo presidente Obama como "o cara"?

Uma coisa é certa: Ou o Brasil toma jeito, dando um fim nessas coisas erradas que teimamos em fazer sempre, OU acabaremos como um eterno país subdesenvolvido, do qual todos acham graça e sempre seremos motivo de chacota internacional. Ou seja, na verdade, os problemas que Mr. Lula tem enfrentado levam aos presidentes dos maiores países do mundo, chaves das economias mais poderosas, a acreditar que o Brasil tem problemas simples, que pode, inclusive, manter um presidente que viaja e não faz nada de concreto para solucioná-la.

Com a palavra, mais uma vez, o governo.

(extraído do Ex-Blog do César Maia, com edição deste poster)

Nenhum comentário: